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domingo, 29 de novembro de 2009

Tanta parra, para tão pouco futebol

Benfica e Sporting anularam-se, num espectáculo anunciado, que apenas se traduziu numa batalha táctica a meio-campo



Sporting e Benfica “empataram” o derby, realizado hoje à noite em Alvalade. Um jogo que muita tinta fez correr antes do apito inicial do árbitro, mas que no fim se traduziu num equilíbrio entre os dois rivais, que acabaram empatados 0-0.
O jogo começou com uma toada forte do Sporting. Muito pressionante sobre a bola, com muita garra e empenho. Carvalhal apostou numa fortificação do meio-campo, com a entrada de Adrien no onze inicial. De forma, a anular as principais armas encarnadas, principalmente Aimar. O meio-campo preenchido e compacto leonino foi chegando para as despesas, conseguindo uma maior posse de bola inicial. Só a meio da primeira parte, o Benfica conseguiu ter mais posse de bola. Jesus percebeu que o “miolo” benfiquista estava em inferioridade numérica, e deslocou Ramires para o meio. Fazendo, ora Aimar, ora Saviola, o lado direito do ataque. Deixando a frente de ataque entregue a Cardozo, que a espaços ia tentando criar perigo.
Até então raras foram as oportunidades para ambos os lados, salvo rara excepção. Pelo Sporting Liedson e Polga, foram dos únicos a criar perigo. No Benfica Cardozo, e algumas das habituais bolas paradas, iam tentando assustar a defensiva contrária.
No segundo tempo mais do mesmo. As oportunidades essas, foram aparecendo, mas nunca com grande perigo.
O jogo continuava equilibrado, como na primeira parte. Aimar vinha recuando no campo e assim assumindo mais posse de bola, de forma a poder municiar o ataque dos vermelhos. Saviola foi o primeiro a criar perigo, com uma bola à barra. Na resposta, Miguel Veloso do “meio da rua”, a proporcionar uma fantástica defesa a Quim. Era uma bola com selo de golo.
Com o aproximar do fim do jogo, as equipas iam-se desgastando. Começaram a surgir algumas jogadas de parada e resposta. Mas os rivais eternos, falhavam sempre, no delinear do fim destas. Muito nervosas as equipas, no capítulo do último passe.
Com mais umas quantas bolas paradas de perigo para ambos, chegou o fim do jogo
O Benfica teve mais ataques (poucos), o Sporting mais um remate, e a posse de bola também repartida, com pendente para o Benfica.
A nível individual, de destacar as exibições de Javi Garcia (mais vale quebrar que torcer), de Sidnei (até à lesão) e David Luiz (foi capitão e também patrão), pelos encarnados. Pelo Sporting, Liedson (o batalhador incansável do costume), Adrien e Caneira, ambos com entradas positivas no onze leonino.
Mas maior destaque que estes, teve o árbitro da partida, Pedro Proença. Lances polémicos não existiram. Duvidosos igualmente, salvo rara excepção, o que é banalíssimo. Um árbitro que passou a bola aos artistas, não procurando o protagonismo. Passou ao lado do jogo, o que é sempre de saudar.
Um derby que prometia ser de grande nível, mas que foi equilibrado a todos os níveis!

João Vasco Nunes

domingo, 1 de novembro de 2009

"Pedradas" de H. Viana e P. César derrubam Benfica e devolvem liderança ao Braga

"Águias" lutaram, lutaram, mas nunca foram audazes para ultrapassar "arsenal" de Domingos/strong>



O Braga recebeu e venceu, por duas bolas a zero, o Benfica, em jogo disputado hoje à noite na "Pedreira". Golos a abrir e a fechar, de Hugo Viana (7") e Paulo César (77"), recuperam liderança da Liga Sagres, num jogo que foi um digno espectáculo de futebol. Um dos melhores jogos deste campeonato, onde as equipas se empenharam muito, física e tacticamente, o que proporcionou um jogo a ritmo aceleradíssimo.

O Braga entrou forte no jogo, com domínio e posse de bola. O principal objectivo era enervar a equipa do Benfica e isso foi totalmente conseguido. Conseguido até duplamente, visto que através de um livre exemplarmente executado por H. Viana, o Braga chegou à vantagem e conseguiu assim controlar o jogo a seu prazer.
O Benfica demorou a reagir, mas aos poucos equilibrou. Depois de conseguir ter mais posse de bola, o Benfica "lançou-se" ao meio-campo Minhoto. Volvidos os primeiros dez minutos do encontro, o ritmo de jogo começou a acelerar, criando um estilo de parada e resposta, existindo jogadas de perigo em ambas as balizas. Nesta fase, Di Maria era o grande desequilibrador dos encarnados (de Lisboa), enquanto Vandinho era o grande dínamo do "miolo" Bracarense.
O jogo seguiu nesta toada até ao intervalo, com o Benfica a ter a bola em sua posse mais tempo, obviamente em busca do empate.
Com o intervalo chegaram as cenas lamentáveis à entrada do túnel de acesso aos balneários. Jogadores de ambas as equipas quase chegaram a "vias de facto", e apesar de não se saber o que se passou posteriormente já dentro do túnel, Cardozo e André Leone, acabaram por receber ordem de expulsão. Não regressaram para a segunda parte e deixaram as duas equipas reduzidas a dez jogadores.

Na segunda parte tudo mudou, o Benfica entrou forte com um ritmo de jogo alucinante e o Braga defendia a sua vantagem preciosamente. Só por volta dos 65" a equipa de Domingos conseguiu desdobrar-se melhor nas aventuras atacantes. Neste período de tempo a equipa de Jorge Jesus assumiu totalmente as rédeas da partida, instalando-se completamente no meio-campo defensivo do Braga. Os lances de perigo foram acumulando-se, mas faltava algo mais no último passe e no capitulo da finalização às "águias".
Com o passar do tempo e com o nervosismo Benfiquista, por não conseguir quebrar a barreira Minhota e chegar à igualdade, o Braga foi arriscando mais na contra-ofensiva. A partir dos 70" os "guerreiros" conseguiram guardar melhor a bola, isto devido essencialmente ao desgaste físico que alguns jogadores do Benfica já denotavam por esta altura.
Aos 77" e após uma perda de bola infantil da defesa do Benfica, Paulo César deu a "machadada" final no jogo. Apesar disto os jogadores do Benfica nunca baixaram os braços, mostrando uma total entrega ao jogo. Ainda assim insuficiente perante a estratégia Bracarense.
Rapidamente o jogo chegou ao final, com alguns lances de perigo em ambas as balizas. A vitória do Braga foi inteiramente justa e coloca assim o Braga com 3 pontos de avanço sobre o Benfica e 5 pontos sobre o Porto. O jogo que foi dirigido por Jorge Sousa, foi um "hino" ao futebol, e certamente que se defrontaram duas das equipas que melhor jogam "o futebol" em Portugal. Resta dizer que o Braga foi um digno vencedor e o Benfica um digno vencido.

Ver ficha de jogo aqui

João Vasco Nunes

domingo, 9 de agosto de 2009

Erro Crass(i)o dá Supertaça ao F.C.Porto



O Porto venceu hoje em Aveiro o Paços de Ferreira por duas bolas, garantido assim a conquista de mais uma Supertaça Cândido Oliveira. O Porto repetiu assim a vitória alcançada em Maio na final da Taça de Portugal. Os golos foram ambos apontados na segunda metade, por intermédio de Farias e Bruno Alves.
Foi um jogo bem disputado, com oportunidades de parte a parte, com uma segunda parte mais rápida e mais aberta que a primeira. O momento do jogo, foi perto dos 60 minutos, quando o guarda-redes dos Pacenses (Cássio) "ofereceu" praticamente o golo a "El Tecla", embrulhando-se com a bola dentro da área e permitindo ao Argentino que lhe roubasse a bola dos pés, colocando assim os Campeões Nacionais em vantagem.
Um Paços que foi corajoso, e tentou reagir sempre à desvantagem. No entanto, em cima do minuto 90 Bruno Alves numa grande cabeçada, a corresponder a um canto, sentenciou a partida.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Patrício o herói de Enschede

Fantasma de Alkmaar bate Twente (1-1) em nova odisseia leonina




O Sporting conseguiu hoje, frente ao Twente, a passagem à próxima fase (1-1) após um golo “milagroso” nos instantes finais. Golo esse que contou e muito, com a colaboração do guarda-redes leonino, que subiu à área no ultimo lance da partida e cabeceou a bola, que acabara por ser ainda desviada para a baliza, por um Holandês. O resultado acaba por ser um alívio, visto o Sporting ter-se apresentado, muito lento de processos, numa exibição abaixo da média em todo o encontro. Uma exibição que acaba por ser agridoce.
Cedo os “Tuckers” se adiantaram no marcador (2”), com a torre Douglas a desviar com sucesso um pontapé de canto, batendo o seu marcador directo (Polga), que ficara muito mal na fotografia. Era uma entrada de rompante dos Holandeses, a imitar o que já tinha acontecido em Lisboa.
O Sporting, desta vez, despertou mais cedo, fruto também desse golo, alcançado madrugadoramente pelo Twente. Por volta dos 5 minutos de jogo, os leões tentaram esboçar uma reacção. Com Postiga na frente, Matigol no lado interior esquerdo do losango, e Yannick a dez, raras foram as investidas com sucesso, devido ao facto de o meio campo do Sporting raramente conseguir trocar a bola no pé. Aliás devido a esse facto, Paulo Bento cedo se viu obrigado a devolver Matías Fernandez à sua posição original, abrindo Djaló à esquerda.
O Sporting tentava chegar à área, ainda meio adormecido, mas o Twente não desarmou, e conseguiu mais um punhado de jogadas perigosas, sempre explorando as alas. Para isso contribuiu em muito, o pequeno “rato” Stoch, autor novamente de grande exibição, pondo a “cabeça em água” aos defensores leoninos.
Aos poucos, a partida que ao início até teve rasgos de intensidade, acabou por ir perdendo ritmo, o Twente adormecera o jogo, e o Sporting tentava perfurar a defensiva contrária, sem sucesso. Por esta altura, era Postiga o homem mais esclarecido do ataque leonino, tentado sempre que possível alvejar a baliza do Twente.
Até ao intervalo, o jogo seguiu neste sentido, com o twente a adpotar a estratégia de Alvalade. Jogadores atrás da linha da bola, mas desta vez, não deixando de tentar aplicar o seu contra-golpe. O Twente foi para os balneários em vantagem, e a exibição do leão, nada prometia, nem deixava esperanças aos adeptos.
Para o segundo tempo, Bento fez entrar Pereirinha, fazendo sair o “ainda” apagado Matigol, que tem estado muito aquém do esperado. Pereirinha nada de novo trouxe, e o jogo continuava ao ritmo “sonolento” da primeira parte, muitas vezes tornando-se quizilento. O Sporting precisava de um “rugido”, de mais chama para tentar alcançar o sucesso. Perto dos 65 minutos, Paulo Bento pôs a “carne toda no assador”, lançou Vukcevic, passando Veloso para a esquerda, e retirando o estreante André Marques. De referir, que Veloso foi mesmo o jogador mais esforçado, determinado e inconformado do Sporting, notando-se ainda mais isso, com a sua passagem para a lateral esquerda. Também entrara Caicedo, a trocar de lugar com Postiga. E foi mesmo o Equatoriano a conseguir abrir alguns espaços na defensiva contrária, apesar de ser rotulado de “possante”, o mais recente reforço leonino, acabou mesmo por ganhar alguns lances em velocidade. Por falar em ganhar lances, nenhum dos seus outros companheiros da frente, havia conseguido isso até à altura, com destaque para Liedson que está uma sombra de si mesmo, passando ao lado do jogo.
Nesta segunda parte escassearam as oportunidades, para ambos os lados, salvo rara excepção. Apenas de registar um lance em que Djalo aparece perto da baliza, e poderia ter sido muito mais pronto a rematar, preferindo tentar contornar um defesa Holandês, sem sucesso. Para o lado do Twente, apenas um lance em que Abel salva o Sporting de situação perigosa, e mais um com um remate um pouco perigoso por parte de Tioté.
À medida que o jogo se aproximava do fim, o Sporting ia conseguindo chegar mais perto da baliza oposta, essencialmente com trocas de bola rápidas pelas laterais. Adivinhava-se uma nova epopeia leonina.
No último instante da partida, eis que a sorte bafeja os leões. Num canto, onde já se queimavam os últimos cartuxos, Rui Patrício subiu à área. No meio da defensiva contrária distinguia-se um jogador de preto, e a bola parecia teleguiada para aquela zona, deixando a sensação, de quem assistia, que já havia visto aquela cena em algum lado. Patrício teve uma preponderância enorme, no meio da salganhada Holandesa, conseguindo que a bola levasse a direcção da baliza, e depois Theo Jansen encarregou-se de desviar a bola, e fazer o que os jogadores do Sporting não conseguiram nos 180 e muitos minutos da eliminatória.
O Sporting passou assim à próxima fase, tendo que fazer muito melhor, com os adversários mais fortes que aí vêm, se quiser entrar na fase de grupos da Champions.
O que é certo, é que apesar de pouco fazer para ultrapassar a equipa muito organizada do Twente, o Sporting acabou por merecer o golo obtido nos momentos finais, devido à capacidade de luta e de acreditar de alguns jogadores dos leões. Certo também é que em Alvalade parece morar algum ambiente Hollywoodesco, que consegue transformar jogos mal disputados, em grandes momentos da história do clube, coisa que não está ao nível de todas as equipas uma vez, quanto mais duas…

João Vasco Nunes

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nem arte nem engenho para "galgar dique" Holandês



O Sporting empatou esta noite, a zero, na recepção aos Holandeses do Twente, em jogo a contar para a terceira pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Num jogo em que o Sporting dispôs de uma grande penalidade (minuto 20), não soube também aproveitar o facto do adversário ter ficado reduzido a dez jogadores, nesse mesmo lance. Uma noite em que o Sporting se mostrou muito rematador, coube ao Twente a grande oportunidade de golo do encontro, já em cima do final do tempo de desconto dado pelo árbitro. Os leões desperdiçaram assim uma óptima oportunidade de se colocarem em vantagem na eliminatória.
Desenganem-se aqueles que esperavam uma noite tranquila para o Sporting e que isso correspondesse a uma vitória descansada. Os Holandeses confirmaram aquilo que já tinham demonstrado na semana passada na apresentação do Braga, quando ganharam por uma bola à turma Arsenalista. Uma equipa muito organizada e compacta, que não conta com grandes nomes do futebol mundial, mas que faz da equipa o seu ponto forte. De acrescentar, que o seu treinador (Steven Mclaren) trata-se de um experiente Inglês, que conta com passagens por Man. Utd., como adjunto de Fergunson, e Selecção Inglesa (treinador principal e adjunto de Eriksson).
O Twente fez jus ao facto de ter sido a equipa sensação do último campeonato Holandês, sendo uma enorme surpresa e entrando no Alvalade XXI de rompante. Foi uma entrada forte dos "vermelhos", a disporem de uma oportunidade de golo logo na primeira jogada do encontro. Uma boa jogada de Stoch, que foi um diabo à solta nos minutos iniciais, aproveitando a falta de velocidade de Caneira, para perfurar a defesa leonina. Aliás o lado esquerdo da defesa do Sporting, foi o mais explorado pelo Twente, nesta fase inicial.
O Sporting demorou cerca de 20 minutos a entrar no encontro, e a recompor-se do impacto causado pelos rápidos e pressionantes jogadores do Twente. Foi por essa altura, que surgiu um primeiro remate de Miguel Veloso, a dar sinal de reacção. Logo de seguida o momento do jogo, um lance fortuito, a oferecer ao Sporting a oportunidade de converter uma grande penalidade (cometida sobre Postiga), e de jogar os restantes 70 minutos com mais um jogador em campo, por expulsão do Guarda-redes adversário (Boschker). Uma excelente ocasião de o Sporting ganhar vantagem na eliminatória e poder dilatar ainda mais o resultado, daí para a frente. Mas essa oportunidade viria a ser falhada pelo capitão leonino, João Moutinho.
A partir daqui, o Twente arrumou-se, compactou-se na retaguarda e abdicou praticamente de atacar. O Sporting ia tentando encontrar o caminho da baliza adversária, mas com muito pouca dinâmica. Foram escassas as oportunidades para alvejar a baliza, e o maior lance de perigo saiu mesmo da cabeça do central do Twente (Rajkovic), jogador emprestado pelo Chelsea que quase traiu o seu Guarda-Redes com um atraso para a sua baliza. O jogo seguiu neste ritmo até ao intervalo.
Na segunda parte, mais do mesmo, e raramente se viu os Holandeses em missões ofensivas. Paulo Bento arriscou (tarde), fazendo entrar Pereirinha para a lateral, tirando Caneira, que apenas defendia e mal. Uma alteração que se justificava a partir do momento da expulsão. O Sporting foi carregando, mas sempre com pouca cabeça, explorando demasiado o centro do terreno (que se encontrava fechado), e não aproveitando as faixas do terreno. Aos 60 minutos de jogo os "leões" já faziam denotar imenso nervosismo, vendo-se algumas vezes ambos os seus centrais a rematar sem nexo, a mais de 30 metros da baliza. O Sporting continuou muito rematador (cerca de 20 remates em toda a partida), mas nunca conseguindo faze-lo dentro da área adversária.
Com o aproximar do fim do jogou, Paulo Bento, com poucas soluções no banco, fez sair, estranhamente, Vukcevic do encontro. O Sporting começava a cruzar mais bolas para a área, onde estava em desvantagem com os defesas Holandeses. Douglas e Mihaylov (guarda-redes emprestado pelo Liverpool, que entrou após a expulsão do titular), foram os esteios da defesa do Twente, mostrando-se quase sempre intransponíveis. Salvo excepção, para um lance já perto do fim do jogo, em que Liedson (muito discreto esta noite) encontrou espaço na área, mas o desvio não foi suficiente para desfeitear o guardião Búlgaro.
O Sporting que jogou quase sempre no seu meio-campo ofensivo, não conseguia aproveitar a oportunidade de viajar com vantagem até a Holanda, e ao minuto 93, viu N´kufo desperdiçar a melhor oportunidade do encontro, após o avançado ter surgido isolado na área leonina e ter ultrapassado inclusive Rui Patrício, atirando depois às malhas laterais.
O jogo culminou com a decepção dos jogadores e adeptos leoninos a "pairar no ar", sentindo que, hoje, complicaram a eliminatória. O Sporting vai ter assim uma missão difícil, mas nada impossível, para a semana na Holanda, perante uma equipa do Twente, muito unida e veloz.

João Vasco Nunes

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Porto 3 – 1 Leixões



O F. C. Porto, mostrou hoje a sua superioridade, no primeiro teste a sério desta pré época. Num jogo disputado no estádio Municipal de Aveiro, ao intervalo registava-se já uma vantagem de um golo, para o lado dos “azuis”, golo marcado pelo estreante Belluschi.
Uma primeira parte bem disputada, por parte do Porto, que acelerou a partida sempre que pode. O Leixões nesta etapa mostrou-se uma equipa com um baixo nível de entendimento, não conseguindo circular bem a bola. De registar o facto de ambas as equipas, terem apresentado bastantes novidades nos seus “onzes” iniciais. Foi exactamente neste aspecto, que o Porto surpreendeu, ao apresentar muitas “caras novas”, que revelaram já alguma capacidade de entrosamento, no colectivo e na dinâmica Portista. De salientar entre as 6 novidades que actuaram de início, Belluschi e Varela. O primeiro a mostrar alguns dos seus dotes técnicos e a estar presente em todas as jogadas de perigo do ataque do Dragão, o segundo a mostrar bastante vontade de querer ser uma opção válida para Jesualdo Ferreira.
Na segunda metade, o ritmo baixou bastante, talvez fruto das muitas substituições realizadas ao intervalo. Não obstante disso, o Porto logrou aumentar a vantagem, para 2-0, por intermédio de Raul Meireles. Seguiu-se a reacção do Leixões, que fez com que os últimos trinta minutos da partida, tivessem um ritmo mais alto de jogo, e consequentemente este ficasse mais animado. A equipa de José Mota, começou então por explorar os flancos do campo, onde conseguiu criar algum perigo, enervando muito os jogadores Portistas, que se revelaram muito ansiosos. Foi neste sentido que os “homens do mar”, reduziram o marcador, através de um penalti exemplarmente executado, por Faoili, avançado Brasileiro que reforçou a equipa no presente defeso.
Até ao fim seguiram-se alguns momentos de alguma tensão, com muitos desaguisados entre jogadores de ambas as equipas, e com o árbitro a ter que intervir disciplinarmente, algumas das vezes. Perto do fim, Mariano Gonzalez, teve tempo ainda, para fazer o gosto ao pé. De referir o facto, da enorme permeabilidade da defesa Leixonense ao longo dos 90 minutos.
O Porto venceu assim, consideravelmente bem, no seu primeiro grande teste, apresentando uma equipa com os processos já consolidados, à semelhança da época anterior. Nem os reforços fizeram com que algo se distanciasse, do que o Porto nos habitou a ver em 2008/09.

Aspectos Positivos: - Grande dinâmica da equipa Portista, em muito idêntica à que tem vindo a ser até aqui, mostrada pelo Porto de Jesualdo. Mesmo entre os novos elementos do plantel, já existe um razoável nível de adaptação.
- O reforço Fernando Belluschi, a mostrar atributos, um vasto leque de recursos técnicos. Um belo cartão de visita deste Argentino, que promete ser preponderante na manobra ofensiva da equipa.
- A destacar também, por parte do Leixões, o reforço Brasileiro Faioli. Um avançado possante, mas que nem por isso deixa de ter movimentações rápidas na frente de ataque. Sempre de olho na baliza, mostrou pormenores interessantes nesta sua estreia.

Aspectos Negativos: - O baixo ritmo de jogo no inicio da segunda metade.
- Algum nervosismo por parte dos jogadores do Porto (Raul Meireles e Bruno Alves), que resultou em imagens pouco bonitas de se ver no desporto, que caso fosse o jogo a sério, poderiam ter sido punidas pelo árbitro, de outra forma.
- Uma equipa do Leixões que apresentou muitas caras novas, todas predominantemente Brasileiras, que a nosso ver, parece em excesso. Uma equipa que não mostrou muito hoje, e que caso não progrida, poderá andar na luta pelos lugares mais baixos da tabela. Seria bom, estas equipas, com menos poderio financeiro, apostarem mais em jogadores Nacionais, em vez de recorrerem por vezes, excessivamente ao mercado Brasileiro.

João Vasco Nunes

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Análise: Sion - Benfica (2:2)


O Benfica iniciou ontem o ciclo de jogos de pré-época contra a equipa suiça do Sion.

Naquele que foi um jogo interessante, o Benfica apresentou-se ontem com uma formação á imagem de Jorge Jesus com um 4-4-2 em losango como já havia sido declarado po JJ como esquema táctico a utilizar pelas águias.
A equipa inicial não apresentou grandes surpresas ao que havia sido avançado pela imprensa como a equipa que iria começar o jogo. Apenas de destacar Moreira como guarda redes titular para este 1º jogo.
Na defesa JJ apresentou Maxi Pereira (cap.) a lateral direito, Sepsi a lateral esquerdo e a dupla de centrais Miguel Victor e o jovem Roderick Miranda.
No losango do meio campo o SLB iniciou com Yebda no vértice mais recuado acompanhado pelos interiores Carlos Martins (dir.) e Angel Di Maria (esq.) com o membro mais avançado do losango Pablo Aimar. Na frente, Cardozo e Saviola formaram a dupla de avançados.

Na primeira parte o Benfica mostrou alguns detalhes que já mostram o trabalho desenvolvido por Jorge Jesus tais como a troca rápida da bola entre jogadores e a grande mobilidade dos elementos do meio campo e avançados.
O losango formado por JJ mostrou já grande mobilidade principalmente Di Maria e Aimar que souberam cumprir o que JJ tenciona : Encurtar as zonas entre linhas da equipa e a transição rápida e organizada defesa-ataque.
Com Aimar a baixar no terreno trouxe ao SLB melhor qualidade na distribuição de jogo e no apoio aos homens da frente e parece este ser o elemento chave nesta formação encarnada.
Saviola mostrou-se bastante participativo sendo o elemnto mais móvel da frente de ataque também encurtando a zona entre linhas do Benfica e procurando bastante o jogo em zonas mais intermédias.
Devido a esta grande mobilidade o Benfica chegou ao golo numa jogada de Di Maria que ao pressionar Paíto (ex-Sporting) e ganhando a bola em velocidade, cruzou para Cardozo só ter que encostar e fazer assim o 1º golo do SLB. O 2º golo chegou de um pénalti convertido por Saviola depois de Aimar arrancar uma falta consequência de uma jogada de insistência individual.

A 2ª parte trouxe aquilo que se previa, ou seja, o esgotamento físico dos jogadores o que fez com que a equipa do Benfica comete-se bastantes erros defensivos e a nível de passe. os jogadores também lançados por JJ não trouxeram a mesma dinâmica que os da 1ª parte, destacando-se apenas Fábio Coentrão, este também á procura de mostrar que merece um lugar neste plantel.

Hoje á novo jogo, desta vez contra os vencedores da extinta Taça UEFA, Shaktar, pelas 18:30 na SIC. JJ guardou alguns jogadores que ontem não jogaram contra o Sion, entre os quais os adeptos querem ver como Shaffer, Patric e o miúdo vindo dos júniores do Benfica proveniente de Valada do Ribatejo, João Pereira.
Aspectos Positivos

- Mobilidade do losago do meio campo do Benfica e dos homens da frente de ataque;
- Segurança do jovem Roderick Miranda a mostrar grande qualidade apesar da sua juventude;
- Miguel Victor a mostrar que mais que uma promessa, este quer ser uma certeza nesta equipa. Futuro patrão da defesa encarnada.

Aspectos Negativos

- Yebda mostrou alguma fragilidade e falta de forma neste inicio de época cometendo bastantes erros a nível de passe e em termos defensivos;
- Sepsi mostrou algum nervossismo em tentar mostrar que é a opção mais válida para o sector defensivo esquerdo cometendo também alguns erros a nível de passe e marcação;
- Quim no lance do 2º golo do Sion;
- As deficiências físicas na 2ª parte dos jogadores do Benfica.

domingo, 12 de julho de 2009

Sporting 0 - 1 N. Forest




O Sporting perdeu ontem, por uma bola, no seu segundo teste de pré-época, com os Ingleses do Nottingham Forest. O único golo da partida, foi apontado perto do minuto ´80, por intermédio de Paul Anderson, jogador que foi formado no Liverpool.
Um resultado que, ainda não espelha muito, aquilo que irá ser o Sporting nesta época 2009/10, visto nos encontrar-mos em período de cargas físicas, e ser bastante normal, os jogadores mostrarem algum desgaste físico, reflexo das habituais "tareias" de inicio de época. Ainda assim exigia-se algo mais, a nível de resultado aos "leões", visto que o adversário, era da Coca-Cola Championship de Inglaterra, equivalente à Liga Vitalis.
Uma primeira parte bem disputada, cujo o Sporting se mostrou pressionante e dinâmico, e que dispôs de algumas situações previligiadas, embora apenas tenha existido uma oportunidade clara de golo, em que Pereirinha se mostrou muito displicente. De registar o facto de os Ingleses, que se apresentaram já um pouco "soltos" nesta fase da época, apesar de terem trocado bem a bola no seu meio-campo, nunca terem chegado a assustar verdadeiramente o Guarda-Redes Tiago. Das duas metades do jogo, talvez fosse a primeira, onde o Sporting merecesse mais chegar à vantagem. De realçar, as movimentações do "miolo" interior dos "leões", muito preponderante na manobra ofensiva da equipa.
Com a segunda parte, veio muitas mexidas, por parte de Paulo Bento, e consequentemente, perda do ritmo de jogo. Uma segunda metade a ritmo lento, e nada bem jogada, onde o Sporting conseguiu apenas atirar uma bola ao ferro, por intermédio de João Moutinho. De realçar o facto, que o médio da Selecção, foi o melhor em campo, tanto para a organização do jogo como para o nosso Blog, mostrando já nesta fase da pré-época, uma grande dinâmica de jogo, passando por ele a construção de maior parte das jogadas de ataque do Sporting.
O Nottingham por sua vez, foi mostrando que poderia chegar com perigo à baliza defendida por Rui Patrício (entrou ao intervalo), e no primeiro remate digno desse registo, chegou ao golo. Faltavam apenas dez minutos para o fim da partida. O Sporting após desperdiçar algumas situações para se colocar em vantagem, via-se assim em desvantagem.
O resultado, esse, já não se viria a alterar até ao fim da partida. O Sporting saiu assim derrotado deste teste de pré-época, voltando nós a repetir que é uma situação normal nesta fase de preparação, não podendo ainda opinar, sobre o que realmente esta equipa poderá fazer no campeonato.


O + da partida: - Boa exibição do meio campo sportinguista, sobretudo na primeira parte, e nomeadamente os interiores (Pereirinha e Moutinho), que mostraram uma enorme dinâmica de jogo, já para esta fase.

- Daniel carriço, o jovem central continua a mostrar o seu potencial, dando continuidade às exibições muito regulares da época transacta.

O - da partida: - Laterais a explorarem pouco as alas do terreno, um pouco também devido à fase prematura da temporada, já aqui falada.

- Falta de eficácia do ataque leonino, faltou um pouco de espontaneade aos homens da frente.

- Polga à medida que os anos passam, a mostar que se ressente da idade, em dois lances iniciais a denotar uma enorme falta de "rins", para os avançados rápidos do adversário.

- "Matigol", a esperança leonina, a mostrar pouco serviço, a passar um pouco ao lado do jogo. Mas repetimos novamente, que ainda é cedo para avaliar algumas situações.