
Sporting e Benfica “empataram” o derby, realizado hoje à noite em Alvalade. Um jogo que muita tinta fez correr antes do apito inicial do árbitro, mas que no fim se traduziu num equilíbrio entre os dois rivais, que acabaram empatados 0-0.
O jogo começou com uma toada forte do Sporting. Muito pressionante sobre a bola, com muita garra e empenho. Carvalhal apostou numa fortificação do meio-campo, com a entrada de Adrien no onze inicial. De forma, a anular as principais armas encarnadas, principalmente Aimar. O meio-campo preenchido e compacto leonino foi chegando para as despesas, conseguindo uma maior posse de bola inicial. Só a meio da primeira parte, o Benfica conseguiu ter mais posse de bola. Jesus percebeu que o “miolo” benfiquista estava em inferioridade numérica, e deslocou Ramires para o meio. Fazendo, ora Aimar, ora Saviola, o lado direito do ataque. Deixando a frente de ataque entregue a Cardozo, que a espaços ia tentando criar perigo.
Até então raras foram as oportunidades para ambos os lados, salvo rara excepção. Pelo Sporting Liedson e Polga, foram dos únicos a criar perigo. No Benfica Cardozo, e algumas das habituais bolas paradas, iam tentando assustar a defensiva contrária.
No segundo tempo mais do mesmo. As oportunidades essas, foram aparecendo, mas nunca com grande perigo.
O jogo continuava equilibrado, como na primeira parte. Aimar vinha recuando no campo e assim assumindo mais posse de bola, de forma a poder municiar o ataque dos vermelhos. Saviola foi o primeiro a criar perigo, com uma bola à barra. Na resposta, Miguel Veloso do “meio da rua”, a proporcionar uma fantástica defesa a Quim. Era uma bola com selo de golo.
Com o aproximar do fim do jogo, as equipas iam-se desgastando. Começaram a surgir algumas jogadas de parada e resposta. Mas os rivais eternos, falhavam sempre, no delinear do fim destas. Muito nervosas as equipas, no capítulo do último passe.
Com mais umas quantas bolas paradas de perigo para ambos, chegou o fim do jogo
O Benfica teve mais ataques (poucos), o Sporting mais um remate, e a posse de bola também repartida, com pendente para o Benfica.
A nível individual, de destacar as exibições de Javi Garcia (mais vale quebrar que torcer), de Sidnei (até à lesão) e David Luiz (foi capitão e também patrão), pelos encarnados. Pelo Sporting, Liedson (o batalhador incansável do costume), Adrien e Caneira, ambos com entradas positivas no onze leonino.
Mas maior destaque que estes, teve o árbitro da partida, Pedro Proença. Lances polémicos não existiram. Duvidosos igualmente, salvo rara excepção, o que é banalíssimo. Um árbitro que passou a bola aos artistas, não procurando o protagonismo. Passou ao lado do jogo, o que é sempre de saudar.
Um derby que prometia ser de grande nível, mas que foi equilibrado a todos os níveis!
João Vasco Nunes





