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sábado, 26 de setembro de 2009

Juiz de linha

Caso: Sporting e Porto disputam amanhã (hoje) mais um clássico, o árbitro nomeado foi Duarte Gomes. Rapidamente se fez desta semana uma guerra aberta contra o árbitro da partida.

Quid Iuris?

Esta manhã ao ler o jornal Record, deparei-me com o facto de estar a ser bombardeado desde a primeira página até a última com a figura do árbitro da partida Duarte Gomes. Eu e mais todas as mentes que pensam, respiram e lêem futebol. Já não bastava as habituais jogadas de bastidores dos clubes, que são no mínimo lamentáveis e vergonhosas, os jornais ainda “patrocinam” estas guerras. Ora as habituais pressões do lado do Dragão, ora até o presidente do Sporting a elogiar o árbitro, houve de tudo. Até um dos habituais colunistas, teve que chamar a figura do arbitro à baila. Voltando ao presidente leonino até fiquei surpreendido, ou talvez não. Tendo em conta as enormes reclamações durante a semana para os lados de Alvalade, vir no fim elogiar o árbitro, parecia que se estava ali a pedir um favor indirectamente.
Não querendo excluir nenhum clube desta situação, acho que se devia pensar um pouco mais naquilo que se diz durante a semana. Devia ser totalmente proibido falar sobre árbitros, muito menos antes dos jogos. Os jornais desportivos deviam ser eles próprios a colocar o dedo na ferida. Todos sabemos o que significa as vendas para estes, mas há que se ter em conta a objectividade jornalística e deixar de “patrocinar” estas patetices de bastidores!

Sentença: Do lado do Porto todas as suspeitas passadas não são poucas. Do Sporting, apesar de tanto insistirem no caso do treinador do guarda-redes, há que lembrar que Duarte Gomes já outrora os beneficiou. Como tudo na vida, isto é um ciclo vicioso e os árbitros que ontem prejudicaram também já beneficiaram.
Está na hora de os clubes passarem desta adolescência, para uma fase mais adulta e responsável e deixaram-se destas criancices. Quando digo clubes, digo todos. Não só Porto e Sporting como também os Benficas e por ai fora… É caso para dizer “deixem jogar o árbitro”!

João Vasco Nunes

sábado, 19 de setembro de 2009

Juiz de linha

Caso: Esta semana, assistimos a uma estreia nos jogos da Liga Europa. 5 Árbitros de campo. Uma experiência que visa estudar a hipótese futura de isto constituir uma regra.
Será que esta inovação significa melhora?

Quid Iuris?

Como podemos assistir esta semana, os jogos da Liga Europa serviram de “cobaia” para esta nova experiência. Também podemos ver, que nada de novo trouxe. Podemos pensar que são mais quatro olhos a julgar os lances, mas por outro lado são mais duas pessoas pressionadas…
Lindo seria, futuramente três árbitros entrar em discordância pela decisão de um lance, ou seja, juiz de linha com uma opinião, árbitro com outra e ainda o juiz de área também com algum diferendo, também se poderia juntar o 4º árbitro (agora sexto) a dar o seu palpite. O tempo que não se perderia nisto…
Também podemos ouvir e bem, os comentadores (da SIC) do jogo do Benfica contra o Bate Borisov. Diziam eles, num lance que eventualmente existiu uma irregularidade dentro da área, que se há mais dois árbitros em campo, e as faltas continuam a passar impunes, então eles não estariam lá a fazer nada. A juntar a isto, no jogo do Sporting, outro caso duvidoso, onde o árbitro de área nada pode fazer para “afugentar” as dúvidas.
Aqui continuamos com mais árbitros e as mesmas dúvidas!

Sentença: Tudo isto não passa de mais manobras de diversão. Os árbitros erram, porque são humanos. E hão de continuar sempre a errar, porque por mais que sejam, só lá há humanos dentro! A ajudar ainda o facto nem todas as federações terem meios para acolher tais medidas. Aliás, em Portugal, Luís Guilherme já veio a público defender exactamente isso. Não seria muito bom para o futebol, ao sábado jogar-se com 3 árbitros e durante a semana com 5!
Por outro lado, em tom de brincadeira, seriam medidas para evitar a corrupção. Ou seja, mais árbitros, mais custos para os clubes corruptos. O que também seria pior para os senhores do apito, visto que teriam dividir o prémio por 5…

João Vasco Nunes

sábado, 12 de setembro de 2009

Juiz de linha

Caso: Em mais uma jornada de Selecção, e desta vez decisiva, Portugal voltou a perder pontos. Ainda assim os pupilos de Queiroz mantêm uma ténue esperança de apuramento, apesar das constantes exibições muito sofridas. Em Portugal já se pede a cabeça do treinador, e muita gente já espera pelo afastamento do Seleccionador caso o objectivo Mundial não seja comprido.

Quid Iuris?

É certo que foram dois jogos distintos da equipa das Quinas. No primeiro uma boa exibição, com pontos perdidos. No segundo uma exibição medíocre com o objectivo a ser cumprido. Parece que aos poucos Portugal está a acordar para a realidade e a tornar-se pragmático. Nos dois jogos que nos restam basta-nos ter essa mesma pragmática, porque o empate da Dinamarca na Albânia soube que nem ginjas. Este empate dos escandinavos veio “obrigar” a que não haja pactos, nem alianças entre Suecos e Dinamarqueses. E nós se nos limitar-mos a vencer a Hungria e a Malta, mesmo com exibições à lá Scolari, ficamos cada vez mais perto do objectivo… Playoff.
Esse é outro dos problemas, é que a equipa das quinas mesmo que se qualifique em 2º lugar no grupo, depois de ter ultrapassado o cabo das tormentas, criado por si própria, ainda terá que disputar os Playoffs. E será um Playoff onde talvez poderemos encontrar a França por exemplo, ou seja, o segundo lugar do grupo seria um alívio, mas há que pensar logo na próxima fase que irá ser muito mais dura. É caso para dizer, que com este futebol praticado, este azar que também é digno de louvor, se o segundo lugar está difícil, imagine-se o Playoff.

Sentença: Estamos numa fase onde as criticas têm que ficar para trás. Todos querem estar no Mundial, e agora mais que nunca a Selecção precisa do nosso apoio, mais para mais jogamos os dois jogos que faltam em casa. Todos sabemos das limitações desta equipa, do staff, etc. Mas com Scolari, Queiroz ou Oliveira, o que interessa é que a Selecção é de todos nós! E somos nós que temos que ajudar nesta fase difícil.
Ora há problemas mais graves que este, afinal ainda temos hipóteses, por mais remotas que sejam. Há quem já não as tenha. Digam me lá se não seria pior, por exemplo, ter o Domenech à frente da selecção??? Pois então, está na hora de seguirmos em fente, largar as críticas e apoiar Portugal!

João Vasco Nunes

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Juiz de linha

Caso: Em vésperas de jogo decisivo do apuramento para o Mundial, a convocação de Liédson já fez correr muita tinta. Uns contra outros a favor, certo é que a inclusão do Luso-Brasileiro na Selecção à muito que já vinha a ser anunciada, desenrolando um longo processo de debate na nossa opinião pública.

Quid Iuris?

A discussão já vai longa, e pouco já há a fazer por aqueles que se opõe. Amanhã Liedson poderá mesmo estrear-se pela equipa das Quinas. Levando a cabo o terceiro processo de naturalização nos últimos anos.
De um dos lados os Tradicionalistas e Patriotas, do outro os Vanguardistas e Cosmopolitas. Uns defendem que a selecção deveria apelar aos valores, outros que a nossa mente deveria estar aberta a receber a globalização e abolir todas as fronteiras do passado. Do lado nacionalista, há que lembrar os casos de Deco e Pepe, ou seja, se não se fez nada nesses casos, então Liedson terá o mesmo direito que ambos. Mas por outro lado, o Futuristas que se lembrem que o “travão cada vez trava menos”, e se não se restringir ou fabricar legislação, mais dia menos dias, existirão mais casos destes.
Muitos falam dos exemplos Francês e Italiano. Em França uma selecção que apenas um jogador tinha nascido em território gaulês, em Itália uma selecção de Futsal apenas constituída por Italo-Brasileiros. Mas são exemplos desviantes, ou seja, em nada se aplicam ao nosso exemplo (não só de Liedson, mas sim de Pepe, Deco e Liedson).
Em França é um pouco injusto o que se diz, visto todos esses jogadores que se diz serem estrangeiros, terem nascido em território colonizado pela França. Embora isso ainda aconteça hoje em dia, os laços entre Franceses e ex-colónias, são bastante fortes. Brasil também foi uma colónia de Portugal, mas a distância temporal é muito mais longínqua. Veja-se os atletas Nacionais nascidos antes do 25 de Abril em Angola, Moçambique, … Era bastantes natural acolhe-los nos nosso Desporto, visto as Colónias fazerem parte do país, logo eram Portugueses.
Mais recentemente, houve um exemplo disto, e ninguém se pronunciou. Nélson, ex jogador do Benfica, teve que tratar de se naturalizar para representar a Portuguesa. O jogador nasceu em Cabo-verde só depois veio para Portugal. Tratou do processo, foi Internacional e não existiu critica. Talvez por ainda estar bem patente na memória a familiaridade com estes povos coloniais, ao contrário do caso com o Brasil.
Quanto ao futsal Italiano, duvido que algum Italiano tenha um enorme orgulho na sua selecção? Assim como qualquer Português não teria! Eles devem ver aquilo, como negocia pura e simplesmente, mais nada. Certamente ficarão contentes com os seus êxitos, mas não exaltarão, não vibraram, nem irão à loucura, como se fosse uma “selecção Italiana” de Futsal.

Sentença: Esta semana a audiência irá ser interrompida. A sentença será divulgada amanhã! E pela pessoa do senhor doutor Liedson Muniz… E que “resolva” bem o caso, que esta vitória, ora com Brasileiros ora Portugueses, é bem precisa.
Está na hora de abandonar esta discussão. Já foi convocado! O que lá vai, lá vai, e resta-nos apoiar o Liedson Português!
Já não há nada a fazer para quem era contra. Concentremo-nos em reflectir em supostas próximas vezes. Será benéfico continuar com esta política?

João Vasco Nunes

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Juiz de linha

Caso: Esta semana decidi falar num episódio, que os users tanto pediram para que fosse tratado no blog. Chegada do Sporting ao aeroporto de Lisboa. A equipa leonina teve uma recepção hostil, com alguns adeptos a lançarem algumas criticas ao staff dos leões. No centro das atenções esteve JEB ao responder à letra a um adepto que estava a manifestar-se contra o actual momento da equipa. Alvo principal das criticas… Paulo Bento.

Quid Iuris?
Os adeptos estão no seu pleno direito de exigir mais ambição, ao staff técnico. Depois do início “frouxo” do Sporting, também têm igualmente o direito de reclamar por mais qualidade. Mas curioso o facto, de para os lados de Alvalade, se ter perdido a cabeça depois de um jogo em que o Sporting teve uns furos acima, do que vinha a ser habitual até aqui. É verdade que a Fiorentina afastou os Leões da Champions, mas o Sporting acaba por não perder nenhum dos dois jogos. Podem dizer que, mesmo assim o Sporting não jogou aquilo que devia jogar, principalmente na segunda mão. Mas não podemos igualmente dizer que a Fiorentina tivesse sido melhor no conjunto das duas mãos. Também não se pode culpar o treinador, por Djaló em vez de ter instinto finalizador, ter mais jeito para pôr “pirilampos” nos pés.
Isto torna-se curioso! Ainda há poucas horas, ouvia um adepto Português num dos habituais fóruns destinados a discutir futebol, dizer que quando passaram a eliminatória com tremenda sorte contra o modesto Twente, ninguém se manifestou pelo pobre futebol praticado. Agora, depois de serem eliminados contra um adversário teoricamente favorito, em que jogaram suficientemente bem, para eliminar os Italianos, foram reclamar com a equipa.
Lembro também as imagens, que mostravam um adepto, ou talvez não, a repudiar a entrevista que o capitão Moutinho dera no final do jogo. Isto por causa, de Moutinho, ter dito que a equipa tinha jogado bem! Ora o suposto adepto desejava o quê? Que o capitão dissesse que a equipa tinha jogado péssimo, quando isso era mentira?
Então se o Sporting não jogou bem, a Fiorentina terá jogado?
E mesmo que a exibição tivesse sido má, nunca se vê alguém vir a publico dizer exactamente isso! Ou seja, ele como capitão, e qualquer outro jogador, apenas têm que tentar levantar o moral do grupo! Não afundar ainda mais a equipa com declarações polémicas.

Sentença: É compreensível o que se passou, visto se tratar de uma bola de neve, em que os adeptos desesperam por resultados. A manifestação não é tanto pela eliminação, nem pela exibição, mas sim pelo que vem de trás.
Mesmo assim, são cenas escusadas! Esta equipa do Sporting já acusa algum desgaste, alguns jogadores já acomodados ao clube. Muitos procuram sair à primeira oportunidade, e é nestes momentos que a equipa precisa de apoio!
Quanto a Paulo Bento, eu reconheço-lhe algumas limitações. Demora um pouco, por vezes, a ler o jogo no banco. Segundo notícias recentes, tem tratamentos diferentes para com os jogadores, dentro do balneário. A juntar a isto, em quatro anos, ainda não chegou à conquista do título.
Ainda assim, e apesar da contestação que é alvo, há situações que não lhe podemos tirar o mérito. Todos os sportinguistas se gabam de a equipa alinhar com 8/9 jogadores formados no clube! Ora, quem tornou isso possível? Os próprios adeptos? Não me parece! Os presidentes? Também não! Ou seja mérito completo de Paulo Bento! Na fase critica que a economia do leão atravessa, conseguir lançar tantos jovens, é no mínimo brilhante. E também será a solução ideal para resolver esses problemas económicos. Reparemos! Todos estes jovens competiram na formação com outros jovens craques dos outros dois grandes, por exemplo. Todos eles eram equivalentes, ou seja, não havia grande diferença entre as camadas jovens, em relação ao Benfica e ao Porto. Então onde se encontram esses jovens dos outros grandes? No Benfica, nos últimos dez anos, singraram no máximo três jogadores. No Porto, muitos ainda pertencem aos quadros, mas rodam anos a fio por divisões secundárias… Ou seja, é preciso a pessoa certa para lançar jovens da cantera, e Paulo Bento nisso é mestre, sabe-o como ninguém. E depois de tudo isto, conseguir com esses jovens presenças na Liga dos campeões, ainda mais mérito se lhe deve dar!
Aos sportinguistas, que têm todo o direito de ambicionar o 1º lugar, lembrem-se que a equipa mal se reforçou. E se Bento sai, talvez nunca mais saia tamanha quantidade de jovens da formação. Talvez queiram um Sporting recheado de Pedros Silvas, Rochembacks e Vukcevics!?

João Vasco Nunes

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Juiz de Linha

Caso (s): Ora bem, a liga já se iniciou e com ela são “arrastados” inúmeros casos de arbitragem, ou talvez, inúmeras frustrações. Eu já havia pedido que para esta época, se trocasse os casos por golos, mas parece que estava redondamente errado. Os golos escassearam, e parece que todos os clubes têm razões de queixa já nesta fase prematura da época.
Nas hostes portistas, parece que o jogo da Mata Real provocou queixas de parte a parte. Na luz, foi a revolta total devido, dizem, à actuação do árbitro. O Sporting apesar de para o campeonato a exibição do “senhor do apito” ter sido elogiada, veio a provar esta revolta, para as competições europeias. Isto para não falar dos clubes mais pequenos, como por exemplo no Leixões – Belenenses, etc.… Ora, queixas, queixas e mais
queixas!

Quid Iuris?

Esta cultura derrotista, já está demasiado “entranhada” no nosso futebol. Cedo, já todos se fizeram ouvir. Existem até, algumas “publicações acéfalas” da Internet, que já ousam falar em esquemas, tramóias e afins… Enfim digo eu… Parece que tudo serve para esconder as frustrações clubistas, e o facto de esses clubes não conseguirem atingir os seus objectivos.
É certo, que na história recente do nosso campeonato, casos existem que fazem qualquer um ficar enervado ao ponto de partir (irracionalmente) a casa toda, ou de lançar alguns insultos, até ao mais antigo dos amigos. Seria mentiroso, se dissesse o contrário!
É certo também, que alguns destes erros decidem competições! E desde que me lembro de ser um “ser pensante”, me lembro também desses erros crassos dos “homens de preto”. E também posso afirmar, que nenhuma cor sai inculme a esta situação.
Por outro lado, e apesar de não poder deixar de pensar que alguns destes erros foram premeditados, também tenho que dar o benefício da dúvida aos próprios árbitros. E dou certamente, olhando para eles como pessoas, e não como o “objecto árbitro”. Ou seja, certamente existem também pessoas sérias na arbitragem, e nós adeptos, muitas vezes esquecemo-nos disso e partimos para as insinuações, muitas delas que acabam por ser uma forma de estereotipar.
Muitos de nós, não sabemos sequer o que é um apito, o quão difícil é ter que decidir um lance num segundo. Muitos dos que criticam, levaram a vida toda para tomar uma decisão, e mesmo assim talvez tenham optado pela errada… Mas quando o árbitro, num centésimo decide mal, todos os “elogios” são poucos para o classificar. E muitas dessas pessoas que criticam, nunca tenham estado, talvez, sobre a pressão de milhares de vozes… Nem de milhares de impropérios que lhes vão sendo dirigidos, ao longo dos anos. Muitos dos que criticam, talvez sejam daqueles que à primeira ofensa que lhes seja dirigida, são os primeiros a “arregaçar as mangas” para uma boa cena de pancadaria e pugilato. Mas os “pobres do apito”, nada disso podem fazer, apenas se têm que continuar a manter concentrados, o resto do jogo, sob o enorme coro de assobios. Pergunto eu se isto seria fácil para qualquer um dos leitores???
Esta linha de raciocínio, leva-me a algumas lembranças de infância. Tinha eu os meus 13 anos, quando me tinha dirigido ao campo do clube da minha terra (onde era atleta). Ia assistir a um amigável, entre uma selecção distrital do escalão acima do meu, e a equipa do meu clube, exactamente desse mesmo escalão. Fui convidado, pelo responsável do Dep. de Futebol Juvenil, a fazer de “bandeirola”, visto ser um amigável e não haver árbitros. Tudo dentro do normal, a não ser quando a meio desse mesmo amigável, dei pelos meus ouvidos a serem bombardeados, de todo o tipo de asneiras que conhecia, e que viria a conhecer mais tarde. Eram os pais dos “meninos” da selecção a meterem-se com um pobre rapaz, que nada mais cria que ir para casa descansado no fim do jogo. Nesse momento apercebi-me o quão difícil era aquela situação, é que as asneiras não me saíam da cabeça. E que mal tinha eu feito para as receber? – Pensei. Quando dei por mim, estava o jogo a decorrer e eu sem ponta de concentração… E este exemplo é numa escala mínima, visto de se tratar de uma assistência de 50 pessoas no máximo.

Sentença: Todos sabemos que por via da justiça, estes fantasmas de corrupção nunca desaparecerão. Logo teremos que ser nós (adeptos) a mudar algo. A fazer tábua rasa, deste preconceito, que temos perante homens, seres humanos, que semana após semana, tornam possível, que os clubes de todos joguem. Pois sem eles não haveria jogo. A não ser que voltemos aos primórdios deste desporto, onde os capitães de equipa decidiam entre si, as faltas e tudo o resto… Imaginam, por exemplo, o Bruno Alves a decidir com o Moutinho, a legitimidade, ou não, de um penalti???
Eu só posso dar o veredicto favorável aos árbitros, visto as leis do jogo estarem do lado deles. Se na lei está escrito que a “decisão do apito” é soberana, quem somos nós, para dizer o contrário? Se a última lei é o critério do árbitro, que podemos nós fazer? Aplicar o critério de todos os que, para além de treinadores de bancada, são árbitros de bancada?
Seria um enorme jogo de interesses!
Visto não poder-mos fazer nada em contrário, resta-nos melhorar a nossas cultura desportiva! Saber perder, aceitar o facto de o nosso clube alcançar ou não os objectivos, e seguir em frente… Os árbitros têm que ser desculpabilizados, principalmente pelo facto de nem serem ainda profissionais. A única coisa que lhes deve ser exigida é concentração! E depende de nós, o facto de a conseguirem ter ou não. É urgente deixar as críticas e principalmente as pressões, antes dos jogos, de lado.
Um árbitro pode efectivamente cometer um erro. Mas esse erro ocorre num minuto… Então e os outros 89 minutos. Será culpa dos árbitros à mesma???

João Vasco Nunes para Futebolartte

sábado, 15 de agosto de 2009

Juiz de Linha

Caso: Esta semana, em vésperas de encontros Internacionais, rebentou mais um caso na F.P.F., Ronaldo não terá supostamente avisado o Staff técnico da sua súbita doença. Cristiano Ronaldo, segundo a versão Madrilena, teria “apanhado” uma simples gripe, o que fazia com que ele não pudesse integrar a Selecção das Quinas, para o amigável do Liechtenstein. Da parte da F.P.F. ouviram-se “ecos” de que o caso deveria ter sido melhor tratado e explicado convenientemente.

Quid Iuris?

No meu ponto de vista este dossier foi algo mal gerido. Estou plenamente de acordo com as “vozes” que surgiram, dizendo que Ronaldo deveria ter se explicado imediatamente. É certo que se atravessa uma epidemia à escala global. O Real Madrid pode ter pensado em salvaguardar a sua imagem, tentando por isso, que nada saísse para a imprensa, que depressa tratou de especular… Daí se justificar, que fosse o próprio “capitão” da selecção a esclarecer a situação junto dos responsáveis. Responsáveis esses, que desde o seu inicio, sempre tiveram uma relação de Pai – filho com ele. Já para não falar em Carlos Queirós que “andou com ele ao colo” em Manchester.
Depois de ouvir o seleccionador Nacional falar do caso, como se se tratasse de uma “esposa traída”, pensei… Mas será que Queiroz ainda não tinha pensado que depois da ida de CR9 para o Real Madrid estes problemas seriam banais? É que o próprio Queiroz já por lá passou, e já deveria saber que, os Merengues não estariam dispostos a libertar um jogador, que digamos que lhes custou quase 100 milhões de Euros, para amigáveis contra o Liechtenstein. Diria mais, será que Carlos Queiroz, ainda não se apercebeu que, depois da ida de Ronaldo para o “clube do marketing”, Ronaldo nunca mais deverá disputar amigáveis por Portugal? … A não ser aqueles contra o Brasil, onde o patrocinador pagua imenso para ele lá estar!!!
É neste ponto de situação, que Cristiano deveria ter intervindo, marcando uma posição. Ronaldo terá que fazer valer o seu nome mais alto, que o poderio do Real. Desta vez pode ter sido por doença, mas haverão próximas!

Sentença: Cristiano Ronaldo, sem sombra para dúvidas, deveria ter esclarecido o Staff nacional. Já chega dos “joguinhos” que Mourinho fazia no Porto, onde não queria que os seus jogadores fossem utilizados excessivamente pela Selecção.
Estes jogos, são de preparação, logo são precisos todos. Todos mesmo, visto haver pouco tempo de treinos e de preparação numa Selecção.
E depois do que presenciei na quarta-feira, é caso para dizer, que há algum tempo que não via Portugal a praticar tão bom futebol (ainda que só nos primeiros minutos). A táctica mudou, certo! Mas houve outra “coincidência”, Ronaldo não jogou. E assim sendo, não se viram excessos nem individualismos. Coincidência ou não, eu diria que se estes “episódios” continuarem, e se em Portugal existissem homens “sem medo”, era caso para o Senhor Ronaldo se “meter a pau”. Apesar de CR9 resolver jogos, outros valores deveriam imperar… Por falar em “resolver”, parece que está por horas a entrada de mais um na selecção, e um daqueles que “resolve”!!!

João Vasco Nunes para Futebolartte

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Juiz de linha

Esta semana, dar-se-à inicio a uma nova rubrica. Rubrica essa que é exclusiva do Futebolartte. O nosso blog foi convidado a escrever para esse grande blog, e a resposta foi obviamente afirmativa. Todas as semanas colocarei aqui o texto de cariz opinativo, logo depois de ele ser publicado no Futebolartte. Espero que gostem...


Caso:

Recentemente Domingos Paciência, o mais recente treinador do Braga, “atirou achas para a fogueira”, como quem diz, soltou algumas acusações, nos diários desportivos contra o seu antecessor no cargo, Jorge Jesus. As críticas do ex-avançado do F.C.Porto ao actual treinador do Benfica têm sido de uma enorme regularidade. Manifestou o seu desagrado contra os métodos de treino de Jesus, dizendo que os seus actuais jogadores, estavam cheios de debilidades físicas. Mais tarde, alegou que os resultados desportivos do Braga da época passada não tinham sido tão bons quanto o que ele esperava fazer este ano. E por fim (sem saber se foram as últimas) ainda veio falar de questões tácticas, dizendo que se alguém achava que César Peixoto era defesa esquerdo, não era nessa posição que ele o utilizaria.


Quid Iuris?

No meu ponto de vista, esta situação por parte do senhor (Réu) Domingos Paciência, é no mínimo caricata. Das duas, uma, ou Domingos tinha o texto encomendado por algum superior seu, ou não tem a mínima noção da realidade, pela menos da época transacta. Tratam-se de declarações que mostram um Domingos “arrogante” e “convencido”. De Jesus nem uma resposta se ouviu, preferindo, quem sabe, ficar a assistir por fora a todo este “processo” iniciado pelo seu colega de trabalho. No que toca às acusações, uma por uma, em relação à primeira de todas, não vejo que faça de Domingos melhor treinador que Jorge Jesus. No fim da época, a tabela indica quem tem mais pontos, não quem teve menos lesões. Até pode ser mau para Domingos receber algumas lesões da época anterior, mas também existe um departamento médico no clube, que deve ter responsabilidade nesses parâmetros. Já agora não deve ser por isso que Domingos justifica o seu mau início, porque até já dispõe do Peruano Rodriguez, visto que no ano passado, foi notória a sua ausência durante mais de metade da época. E nós bem sabemos do valor que ele tem, e da qualidade que acrescenta a uma equipa como o Braga. Logo neste ponto, se alguém se devia queixar era Jesus, que não contou com uma das suas pedras bases durante muito tempo. Indo directamente para o terceiro ponto, em relação a Peixoto, não sei se será o lateral esquerdo ideal para um “grande”, mas com certeza, que Jesus o deseja devido à sua utilidade e versatilidade noutros sectores do terreno. Neste ponto penso que Domingos tenha razão, embora tenha-mos que dar tempo ao tempo, porque se o jogador é da confiança do actual treinador do Benfica, só Jesus saberá o que pretende dele.
Indo por fim ao encontro do segundo ponto, e tendo em conta que escrevo esta “sentença”, ao mesmo tempo que o Braga acaba de ser eliminado, de forma um pouco “vergonhosa”, pelo Elfsborg. Acho que só pela tentativa de comparar o “seu” Braga ao de Jesus, Domingos deveria ser acusado de “crime”, e nem precisamos de falar da forma de jogar, falemos só dos resultados desportivos “anunciados” por ele próprio. Quanto ao campeonato, Domingos volta a ter o tempo de seu lado, e convém que o tempo o ajude e muito…

Sentença: Tendo em conta que Domingos, parece já ter feito regredir o Braga uns 5 anos atrás, e conseguiu nem sequer entrar no Playoff da Liga Europa. Tendo em conta também, que Jesus se manteve calado, em vez de entrar em discussões, e talvez a esta hora, esteja a pôr em pratica o provérbio popular: Quem ri por último, ri melhor!!!
Previsivelmente, “aplico a pena” a Domingos Paciência. Se Domingos tem o objectivo de algum dia chegar a treinar o clube dos seus sonhos, terá que ganhar um pouco mais de humildade, e aproveitar, agora sim, esta oportunidade de maior nível. É caso para dizer, ou Domingos despeja um pouco o peito, “arregaça as mangas”, e pede ajuda divina para que os resultados apareçam (rapidamente) com o tempo, ou então, dentro de uns meses esta pena, pode incorrer em pena agravada (despedimento), que talvez nem os seus superiores sejam capaz de evitar...

João Vasco Nunes