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domingo, 19 de dezembro de 2010

Super Beira-Mar derrota Guimarães (3-2)


Um jogo emotivo do inicio ao fim, foi o que se assistiu em Aveiro onde o Beira-Mar recebeu e venceu na noite de ontem o Vitória minhoto.

Logo aos 16 minutos os aveirenses abriram a contagem num excelente lance de bola parada protagonizada por Renan - que cruza rasteiro para dentro da área - e Leandro Tatu - que se antecipa ao seu opositor directo - fazendo assim o primeiro golo.

O Beira-Mar acabou por segurar toda a primeira parte, apesar de algumas fortes investidas da equipa de Manuel Machado, no segundo tempo o Vitória veio ainda mais agressivo e após um primeiro golo irregular - o homem que assiste Edgar Silva estava fora-de-jogo - os homens do Vitória apanharam um Beira-Mar atormentado pelo golo e marcaram de seguida o segundo por Pereirinha.

Quando já se pensava que este ia ser o resultado final, eis que Leonardo Jardim lança Wang Gang (minuto 77), abre o jogo pressiona alto e consegue chegar à vitória com dois golos de Wilson Eduardo (minutos 84 e 88).

Um excelente jogo em Aveiro, marcado ainda por duas expulsões, a primeira de Edson Sitta ao minuto 82, duplo amarelo justo e a segunda já em tempo de compensação mostrado a João Alves após agressão.

domingo, 14 de novembro de 2010

Guimarães vence Braga (2-1)


V. Guimarães segura segundo lugar após triunfo (2-1) sobre o SC Braga. Alan abriu o marcador e foi expulso depois de Maranhão ter reposto a igualdade. Auto-golo de Miguel Garcia, na segunda parte, decidiu “clássico” do Minho.

Alan abriu o marcador aos 19 minutos depois de muita insistência na área adversária, num lance em que o brasileiro parece ter saído de posição irregular após livre batido por Luís Aguiar.

Foi nos instantes finais da primeira parte que o Vitória chegou ao empate. Maranhão atirou de fora da área e bateu Felipe, que ainda tocou na bola antes desta entrar junto ao poste direito.

Tempo ainda para a expulsão de Alan, que atingiu João Alves com o cotovelo. O árbitro João Ferreira não hesitou e mostrou vermelho directo.

Na segunda parte, o Vitória não conseguiu aproveitar a vantagem numérica e o SC Braga foi conseguindo aguentar o resultado até perto do apito final.

O minuto 83 foi fatal para as aspirações arsenalistas. Miguel Garcia, sem qualquer pressão, acabou por desviar para a própria baliza após cruzamento de Alex na direita.

Com este resultado, o Vitória segura o segundo lugar onde pode ficar isolado, caso o Benfica não supera amanhã a Naval, na Luz. Já o SC Braga pode perder até três lugares na classificação, dependendo dos resultados do UD Leiria - V. Setúbal e Olhanense - Beira-Mar.

Fonte: A Bola

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bolas de golfe esgotaram em Guimarães


As bolas de golfe esgotaram, durante o dia de hoje, em diversos estabelecimentos comerciais da cidade berço. A informação foi confirmada a A BOLA pelo comissário Arantes Dias, da PSP de Guimarães, que liderará amanhã a operação de segurança no clássico do Minho.

«Espero que não pensem utilizá-las como arma de arremesso», é o pedido/aviso do comissário, conhecedor dessa moda recente nos estádios portugueses.

«Já chamámos à atenção de vários responsáveis que vamos estar muito atentos a todo o género de situações. Que não pensem fazer do jogo uma batalha. Não vamos tolerar quaisquer abusos, nem vamos facilitar com quem procurar apenas desestabilizar», é outro dos alertas feitos por Arantes Dias.

«Façam do jogo uma festa», exorta o comissário.

Fonte: A Bola

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Será que foi este «fanfarrão» que «levou banho de humildade»? Guimarães derrota Sporting (3-2)


Autêntico jogo de loucos em Alvalade. O Sporting fez 45 minutos de luxo e esteve a vencer por 2-0, mas Maniche foi expulso e deu espaço à reviravolta do V. Guimarães, com o regressado Targino a assumir-se como protagonista. Resultado final: os minhotos venceram por 2-3 e subiram à vice-liderança do Campeonato, em igualdade pontual com o Benfica.

Os leões só podem queixar-se de si próprios, até porque realizaram 45 minutos de muito bom nível, coroados com dois golos. Emende-se: na verdade, só um transpôs a linha da baliza vimaranense, o primeiro, apontado por Hélder Postiga, pois o segundo nasce de um canto batido por Vukcevic, com a bola a embater na barra e a descer ao solo, sem atravessar a linha do golo. Sob indicação do auxiliar, o árbitro André Gralha, que à passagem dos 20 minutos tinha substituído o efectivo Elmano Santos (lesionado), deu a indicação para o 2-0.

Por esta altura, o V. Guimarães, que entrava para este encontro com as mesmas possibilidades que o Sporting de chegar ao segundo posto da tabela, parecia perdido no relvado. O Sporting dominava a bel-prazer e poderia muito bem ter avolumado a vantagem.

Na segunda parte, no entanto, tudo mudou com a expulsão de Maniche, a cerca de 20 minutos do final, por agressão a um adversário, ficando ele próprio a queixar-se de ter recebido uma cotovelada. O ambiente incendiou e o V. Guimarães foi em busca do prejuízo.

O recém-entrado Targino, de regresso aos jogos no campeonato após longa ausência por lesão, assumiu-se então como protagonista, apontando dois golos. Bruno Teles deu a estocada final, assinando a reviravolta, que valeu então o segundo posto da classificação ao Vitória.

O Sporting já não teve forças para reagir e despediu-se do relvado com tremenda assobiadela e muitos acenos com lenços brancos, supostamente dirigidos a Paulo Sérgio.

domingo, 7 de novembro de 2010

Manuel Machado: «Ninguém paga 200 euros para ir ver o Marco Paulo»


Não é por acaso que o V. Guimarães está em 3.º lugar. Manuel Machado é um treinador de ideias fixas e não se inibe de passar das palavras aos atos. Por isso, Alvalade que se prepare para receber um adversário totalmente atrevido. “Tenho falado do padrão defensivo de muitas equipas. Não ajudam o espetáculo, é mais um fator que afasta público dos estádios. Acho que assim não vamos a lado nenhum e estão a matar o negócio. Ninguém paga 200 euros para ir ver o Marco Paulo...”, ironiza o professor, antes de ser mais direto: “Só os bons espetáculos puxam público. Por uma questão de coerência, vamos fazer outra coisa, não vamos jogar com linhas baixas, nem procurar o ‘golito’ porque não queremos correr o risco de sofrer o empate perto dos 90 minutos, como já aconteceu a uma ou outra equipa em Alvalade. Vamos para dividir o jogo e trazer os 3 pontos.”

Manuel Machado não se acanha e antes de analisar a equipa do Sporting tece comentários sobre alguns colegas de profissão: “Não é possível um entendimento para se deixar de jogar à defesa. Todos sabem muito... Não se sentam à mesa, e mesmo que se sentassem não ia sair de lá nada. Defendo uma nova filosofia, de jogar no campo todo, criar mais oportunidades e marcar golos, mas há uma cultura enraizada há 30 ou 40 anos e não vai ser fácil alterá-la.”

Grande... ou talvez não
Quem terá, obrigatoriamente, de pensar de forma diferente é André Villas-Boas e Jorge Jesus, treinadores de FC Porto e Benfica que esta temporada já escorregaram em Guimarães. Os vitorianos medem amanhã forças contra o outro grande, desta vez fora de casa. Manuel Machado volta a não se encolher.

“Vão estar em campo duas equipas com diferentes dimensões, mas com rendimento igual até ao momento de fechar o primeiro terço do campeonato. Existe o fator casa para um dos lados; no entanto, adivinho e espero que o equilíbrio seja permanente. O que pode definir o vencedor são pequenos detalhes, como a concentração, e esperamos que desta vez possa cair para o nosso lado”, refere, finalizando a ideia: “Não ponho em causa o historial nem a grandeza de dirigentes, técnicos ou jogadores, mas nos últimos anos o Sporting perdeu elã para o FC Porto e o Benfica. E esta época ainda não fez mais nada do que nós...” A matemática defende o treinador: ambas as equipas têm 15 pontos, estando, no entanto, o emblema da Cidade Berço melhor posicionado na tabela.

Falsa questão
A verdade é que Paulo Sérgio tem tido mais jogos. Ainda na quinta-feira houve desafio europeu. O seu sucessor no V. Guimarães nem quer ouvir falar do Gent: “Qualquer agente que esteja com um mínimo de atenção sabe que a equipa não vai ser a mesma. O Rui Patrício não foi utilizado, o Abel e o Evaldo sim e daí para a frente pouco ou nada se deve manter. Os centrais foram poupados, o Maniche também, o Postiga... A questão do cansaço tem pouca sustentação e nem deve ser posta. A rotatividade foi quase total.”


Fonte: Record