quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dirigente do Sporting acusa árbitro de errar de propósito



Polémica da grande em Alvalade, depois da goleada sofrida frente ao Benfica (1-4). Miguel Salema Garção, director-desportivo interino dos leões, acusou esta noite o árbitro Olegário Benquerença de ter prejudicado o Sporting de forma premeditada.

Salema Garção deslocou-se à zona mista do estádio de Alvalade para falar aos jornalistas. Admitiu que o clube tem de mudar muito para voltar a ter sucesso, mas assumiu, sem margem para dúvidas, que é sua opinião que Olegário Benquerença prejudicou deliberadamente os leões. «O árbitro veio a Alvalade com intenção de prejudicar o Sporting», disse, frisando que «a arbitragem não foi boa».

Salema Garção explicou mesmo quais os lances em que os leões se sentem prejudicados. Dois, ao todo: «Há a expulsão exagerada e o fora de jogo ao Pongolle», disse, referindo-se à expulsão de João Pereira por entrada duríssima sobre Ramires e ainda a um fora-de-jogo que, reclamam os sportinguistas, terá sido mal assinalado ao avançado francês numa altura em que o Benfica vencia 2-1.

Miguel Salema Garção abordou ainda diversas outras questões, assumindo o fracasso da época em curso e mostrando vontade de «os dirigentes fazerem autoavaliação», de modo a que se crie «uma estrutura forte, que possa permitir ao Sporting lutar de igual para igual com os adversários»-

O responsável sportinguista abordou o futuro da equipa técnica, mas não respondeu à questão que lhe foi colocada sobre se o treinador iria continuar em Alvalade na próxima temporada. «Neste momento temos Carlos carvalhal como técnico, é com ele que estamos a trabalhar e depositamos toda a confiança. Tenho de dizer neste momento pois, tal como os dirigentes, ninguém vai ficar eternamente. Carlos Carvalhal tem sido de entrega extraordinária e confiamos nas suas capacidades», declarou.

Salema Garção revelou ainda que «o presidente do Sporting está em vias de fechar dossiers que permitirão ao clube combater com os adversários com armas mais iguais» e admitiu que o futuro tem de passar por alterações estatutárias que considerou fundamentais.

Fonte: a Bola

After Hours

A jornada 18 da Liga Sagres começou apenas no sábado e logo com dois grandes a entrarem em campo. Primeiro o Sporting recebeu a Académica, num jogo onde os leões voltaram a desapontar, fazendo uma exibição fraca e deixando-se embrenhar pela teia montada pelos estudantes, que realizaram uma excelente partida e saíram de Alvalade com os 3 pontos. No final, 2-1 a favor da equipa de Villas-Boas.
Depois entrou em campo o Benfica, que se deslocou a Setúbal para defrontar o Vitória local. Jogo fraco da equipa encarnada, que criou pouquíssimas jogadas de perigo e falhou inúmeros passes, além de ter falhado um penalty aos 90+2m. No entanto, não se pode tirar o mérito aos do Bonfim, que realizaram uma excelente partida, controlando muito bem as iniciativas adversárias e ocupando muito bem os espaços. No final, a igualdade a uma bola é justa pelo que se verificou no relvado.
A jornada prosseguiu no domingo. Primeiro o Olhanense recebeu e bateu o Nacional, pela margem mínima. O ascendente do jogo foi da equipa de Jorge Costa e, desta forma, a vitória acaba por ser justa.
Depois foi a vez do Marítimo receber o Leiria, jogo que marcou o regresso às vitórias da equipa madeirense: 1-0 foi o resultado final, num jogo equilibrado e com alguns momentos de interesse.
À mesma hora desenrolou-se o Rio Ave - Leixões. Jogo de sentido único na sua maioria, com os da casa a controlarem a partida. Assim, não é de estranhar que os de Matosinhos tenham saído de Vila do Conde com uma derrota por duas bolas a zero.
Mais tarde, o Guimarães recebeu o Paços de Ferreira. Bom jogo de futebol, com emoção e 3 golos. Os da casa saíram na frente, mas acabaram por ser os castores a vencer por 2-1.
A fechar o dia, o Porto recebeu e bateu a Naval por três bolas a zero. Apesar da goleada, a verdade é que os dragões sentiram algumas dificuldades na 2ª parte, quando os navalistas tentavam chegar à igualdade. Contudo, o 2º golo portista acabou com a esperança dos homens da Figueira, que acabaram goleados.
Na segunda-feira a jornada fechou com o jogo do líder, Braga, que se deslocou ao reduto do Belenenses. E, apesar de ficar reduzido a 10 elementos logo ao minuto 15', a equipa arsenalista venceu por 3-1, numa demonstração de força e espírito de sacrifício. Já os de Belém continuam a afundar-se na classificação geral.
Esta semana temos 2 "Belas": Manuel Fernandes, pela forma como montou a equipa do Setúbal que travou, de forma categórica, a formação de Jorge Jesus, alcançando um importante empate; e o Braga, pelo jogo incrível que realizou em Belém, numa demonstração de que além de classe, a equipa também tem coração.
Os "Monstros" são 2 também: Carlos Carvalhal, que parece ter perdido o rumo dos bons resultados no Sporting, que realizou mais uma má exibição; e José Mota, que viu o Leixões sofrer mais uma derrota, que coloca a equipa nos lugares de despromoção e que lhe valeu o despedimento da equipa de Matosinhos.


Vitor Madeira

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

João Pereira "ofereceu" os bilhetes e Benfica aproveitou para garantir presença na final da Taça da Liga



BENFICA GOLEIA (1-4) UM SPORTING QUE CEDO FICOU REDUZIDO A 10 JOGADORES E SOMA ASSIM A 4ª DERROTA CONSECUTIVA

Recorde aqui as incidências da partida.

Com esta vitória, a equipa encarnada vai poder defender o título conquistado na época passada. Já para os leões, a derrota assume contornos dramáticos. Além de ser a quarta
seguida para a equipa de Carlos Carvalhal (Sp. Braga, FC Porto, Académica e agora Benfica), significa que o único título ao alcance da equipa é, agora, a Liga Europa, na qual vai medir forças com o Everton.

O jogo ficou marcado pela expulsão madrugadora de João Pereira, por entrada intempestiva sobre Ramires. Na conversão do livre, David Luiz surgiu na área a fazer o primeiro golo.

Ramires marcou o segundo golo para os encarnados aos 29 minutos, numa altura em que o Sporting não conseguia sequer passar do meio-campo com a bola dominada. Valeu, na altura, aos leões e ao jogo, uma acção individual de Liedson, que, aos 36 minutos, acreditou que podia marcar. O levezinho conduziu a bola até à área do Benfica e bateu Júlio César.

O Benfica, sem algumas das principais figuras (Quim, Maxi Pereira, Aimar, Saviola e Cardozo ficaram de fora do onze inicial), chegou ao 3-1 aos 67 minutos, numa altura em que os leões procuravam o empate, mesmo com menos um jogador em campo.

Já a finalizar o jogo, Óscar Cardozo marcou o golo da noite, com um pontapé forte que selou o resultado. O Benfica goleou em Alvalade e está na final da taça Carlsberg. A 20 de Março discutirá com FC Porto ou Académica a revalidação do título.


SPORTING - Rui Patrício; João Pereira, Polga, Carriço e Grimi; Pedro Mendes, Adrien, João Moutinho e Izmailov; Liedson e Pongolle.

Suplentes: Tiago, Tonel, Pedro Silva, Vukcevic, Matías, Yannick e Saleiro


BENFICA - Júlio César; Ruben Amorim, Luisão, David Luiz e César Peixoto; Javi Garcia, Ramires, Di Maria e Carlos Martins; Éder Luís e Kardec.

Suplentes: Moreira, Miguel Vítor, Fábio Coentrão, Pablo Aimar, Weldon, Saviola e Cardozo

Golos: Liedson (36); David Luiz (7), Ramires (29), Luisão (67), Cardozo (90+4)

Fernando Castro Santos substitui José Mota



O técnico espanhol Fernando Castro Santos é a solução encontrada pela direcção do Leixões para ocupar o lugar de José Mota.

Fernando Castro Santos, de 57 anos, conhece o futebol português após a sua passagem pelo Sp. Braga, em 2002/03.

Esta decisão da direcção do Leixões inviabiliza a hipótese Daúto Faquirá (ex-Estrela da Amadora e V. Setúbal).

Resultados Blogobola

Esta semana os vencedores foram Vitor Madeira e o "Mestre" Caeiro por parte da moderação com 6 pontos. Nos nossos users foi a estreia a vencer de John Wakefield com uns brilhantes 9 pontos.

Pérolas do FM

Esta semana fiquem com imagens de o mais recente reforço do Nacional para a próxima época. O Esloveno Mihelic, ele que era um dos grandes jogadores (e baratos) duma das últimas edições do FM. De facto foi um grande lapso nunca nos termos lembrado desta verdadeira pérola, apenas encontramos um penalti, mas é um penalti com muita classe...

José Mota já não está a orientar o treino



MUDANÇA TÉCNICA JÁ ESPERADA

O treino desta terça-feira do Leixões já não está a ser orientado por José Mota. Quem está no relvado é António Pinto, que era seu adjunto mas que pertence aos quadros técnicos da equipa de Matosinhos.

A sessão de trabalho estava marcada para Leça da Palmeira mas acabou para ser transferida para o relvado secundário do Leixões.

O Leixões é o 15.º da Liga com 14 pontos, mais 3 que o último classificado, o Belenenses. Está a 1 do V. Setúbal e a 3 do Olhanense.

Fonte: Record

Reyes antecipa o "derby": «Benfica vai ganhar 2-0 golos de Javi e Saviola»



O extremo-esquerdo espanhol do A. Madrid, José Antonio Reyes, que na temporada passada representou, por empréstimo, o Benfica, aceitou fazer a análise ao derby desta noite em Alvalade para a Taça da Liga.

Ele que foi fundamental em todos os jogos que realizou com os leões e marcou, precisamente, o golo do empate dos encarnados na final da referida competição, que depois acabaria por ser conquistada pelo clube da Luz, através de pontapés da marca de grandes penalidades.

«Foi muito bonito conquistar esse troféu pelo Benfica», recordou o jogador internacional espanhol, que segue atentamente a carreira da sua antiga equipa e que até tem opinião formada sobre aquilo que vai acontecer dentro das quatro linhas.

«Espero que o Benfica consiga vencer o jogo. Para mim, o Benfica vai ganhar 2-0, com golos de Javi García e Javier Saviola, jogadores que têm estado muito bem esta temporada. O Benfica atravessa um bom momento e acredito que vai chegar à final e conquistar novamente o título, pois os adeptos bem o merecem», explicou José Antonio Reyes, que trabalha diariamente com o treinador que o levou para a Luz, o também espanhol Quique Flores, que está a tentar recuperar o Atlético de Madrid, uma das desilusões da Liga do país vizinho.

Reyes mantém uma proximidade emocional ao Benfica e recorda como «foi especial» jogar pelos encarnados e «marcar ao Sporting na final da Taça da Liga». «Estou confiante que o Benfica vai conseguir passar esta eliminatória, mesmo tratando-se de um jogo difícil», comenta o espanhol, que se recorda muito bem da euforia dos encarnados pela conquista de um troféu recentemente criado e que ainda não tinha entrado nas vitrinas do Estádio da Luz.

Fonte: a Bola

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Canto Curto

Maus vícios

Semanas atrás saudei e falei nesta rubrica sobre um árbitro que aplicou uma das leis do jogo que praticamente ninguém usa. Hoje, e após este fim-de-semana ver uma situação que há muito tempo me deixa "aborrecido e transtornado", venho escrever sobre algumas coisas que alteraria nas regras do futebol. Claro que isto é um mero exercício hipotético!
Falando do tal lance que detesto ver em qualquer campo de futebol, no Sábado o Benfica jogou em Setúbal. A dada altura, o médio espanhol Javi Garcia foi carregado à margem das leis, ou seja em falta. Aquando da sua queda, depois da falta do jogador do Setúbal, Javi "apressou-se" em agarrar a bola com as mãos enquanto se "despenhava" no relvado. Esta situação trouxe-me á memória um excelente jogador que passou pelo Porto, de seu nome Diego, e que fazia isto constantemente, todos os jogos (pelo menos os que jogava) e bem mais de dez vezes por jogo. Tanto o brasileiro como o espanhol são "actores" de uma cena que para mim é do pior que pode existir no que toca a falar de anti-jogo. Digo que são das piores cenas de anti-jogo, porque são as que passam impunes mais vezes e nem sequer há lei para punir isto. Fica assim entregue ao bom senso dos árbitros decidir nestes casos. E são raros os árbitros que têm esse bom senso. Mas atenção que já vi "corajosos" punir tal situação.
Isto irrita-me de tal forma, que passo a explicar: um jogador que faz isto ao cair no chão, faz com que o árbitro apite obrigatoriamente, ou para apitar a suposta falta cometida ou então a mão do jogador que agarra a bola. Mas como toda a gente sabe, também pela falta de regulamento neste aspecto, e no "calor" da decisão é natural que os árbitros tenham uma "tendência forçada" a assinalar a primeira falta, que até pode nem ter existido. E a tendência a apitar é "forçada" pelos próprios jogadores que agarram a bola ao cair.
Para além disto, o jogador ao pôr em pratica tal acto, faz com que a sua própria equipa não aproveite a "lei da vantagem", que daí pode vir a ser tirada. Trocando isto por miúdos, estes "artistas" obrigam o jogo a parar mais vezes, o que por si quebra o ritmo de jogo, faz com que haja mais paragens, ou seja torna tudo pior. Isto tudo apenas para ter a certeza que se ganha uma falta. Tudo bem, que fazem o papel deles e o que é melhor para a sua equipa. Mas desculpem que o diga, tudo isto me irrita e tudo isto é puro anti-jogo, mas com uma particularidade... este tipo de anti-jogo passa inculme à anos.
Eu se fosse árbitro, e compreendo a difícil posição dos homens do apito, se tivesse na duvida da falta puniria antes o jogador que em queda agarrou a bola com a mão. Se a falta fosse clara mostraria amarelo a quem agarrou a bola, apesar da falta. Aliás comigo de "apito na boca" os jogadores só o fariam uma vez... porque à segunda vez iam para a rua, porque seriam amarelados logo à primeira!
Estes dois jogadores que falei não são os únicos a fazer isto, como é lógico. Mas tiveram o azar de serem os dois que me vieram à memória e como tal serviram de termo de comparação.
Assim o nosso futebol nunca chegará ao topo. Falamos tanto dos melhores campeonatos, mas assim é difícil lá chegar. Somos assíduos nestas situações de anti-jogo. Preferimos defender a atacar. Ainda este fim-de-semana me sentei a ver um jogo do campeonato Inglês. Por acaso até ficou zero a zero, mas a qualidade, a velocidade do jogo e tudo o resto não têm nenhum ponto em comum com a nossa Liga. Só para que conste, comecei a ver o jogo por volta dos 30 minutos de jogo e só ouvi o árbitro apitar quando foi para os jogadores recolherem ao intervalo...

João Vasco Nunes

Resultados Liga Sagres

18.ª JORNADA

Belenenses-Sp. Braga, 1-3
(Yontcha 80'; Paulo César 45'+2, Matheus 47', Rentería 73')

FC Porto-Naval, 3-0
(Tomás Costa 39', Falcão 79' e Varela 88')

V. Guimarães-P. Ferreira, 1-2
(Valdomiro 17'; Ozéia 25' e Maykon 59')

Marítimo-U. Leiria, 1-0
(Kléber 21')

Rio Ave-Leixões, 2-0
(Bruno Gama 70' e 80')

Olhanense-Nacional, 1-0
(Toy 90')

V. Setúbal-Benfica, 1-1
(David Luiz 38' p.b.; Ricardo Silva 14' p.b.)

Sporting-Académica, 1-2
(João Moutinho 23'; Orlando 3' e João Ribeiro 59')

20.ª JORNADA (jogo antecipado)

Benfica-U. Leiria, 3-0
(Cardozo 10', Saviola 60', Ruben Amorim 89')

Braga a um ponto e um jogo de recuperar a liderança da Liga

Equipa de Domingos vence por três bolas a uma em Belém depois de estar a jogar com dez desde o minuto 15



O Sp. Braga mostrou esta noite, no Estádio do Restelo, o porquê de estar na corrida pelo título, vencendo o Belenenses, por 3-1, num jogo em que ficou reduzido a dez desde o minuto 16, por expulsão de Moisés.

Exibição pragmática e profundamente eficaz a do Sp. Braga no Restelo. A equipa de Domingos Paciência sofreu duro revés nos minutos iniciais, quando Moisés cometeu grande penalidade sobre Lima e recebeu ordem de expulsão. Eduardo travou o remate do avançado do Belenenses, da marca dos onze metros, e poderá ter começado a escrever aí a história do jogo.

Em superioridade numérica, o Belenenses chamou a si o domínio do jogo e ameaçou a baliza “arsenalista” com vários remates de longe. No entanto, seria o Sp. Braga a chegar ao golo, já no período de descontos, com um desvio de cabeça de Paulo César a dar o melhor seguimento a livre de Luís Aguiar.

O resultado ao intervalo não reflectia a produção das duas equipas nos primeiros 45 minutos, sendo castigo pesado para o Belenenses e prémio generoso para o Sp. Braga.

A etapa complementar abriu com duas grandes defesas de Eduardo, que negou positivamente o golo a Fajardo e Mustafa.

Na resposta, o Sp. Braga aumentou a vantagem por Matheus, numa excelente iniciativa individual do avançado brasileiro, e sentenciou o jogo. O Belenenses acusou o golo e perdeu a acutilância que havia caracterizado a sua exibição até então.

Até final, houve tempo para o terceiro golo do Sp. Braga, apontado por Renteria de forma sublime, batendo Bruno Vale com um “chapéu” de belo efeito. Yontcha apontou o tento de honra dos azuis.

Recorde aqui as incidências da partida

Fonte: a Bola

Olegário Benquerença apita «derby»



O árbitro da AF Leiria foi o escolhido para dirigir o «derby» entre Sporting e Benfica, agendado para esta terça-feira, referente às meias-finais da Taça da Liga.

Olegário Benquerença, que terá Bertino Miranda e José Cardinal como «assistentes», repete a nomeação para o grande «derby» lisboeta ocorrida na época passada, em Fevereiro, quando o Sporting bateu o Benfica em Alvalade por 3-2, então para o Campeonato.

O árbitro de Leiria, de referir, foi recentemente incluído na lista da FIFA para marcar presença no Mundial-2010.


Pedro Proença no FC Porto – Académica

A Comissão de Arbitragem da Liga nomeou ainda Pedro Proença para marcar presença no Estádio do Dragão, a fim de dirigir a outra meia-final, entre FC Porto e Académica. O árbitro da AF Lisboa estará acompanhado por André Campos e Tiago Trigo.

Fonte: a Bola

Trinco Esquerdo



André Amante

Simão: «Neste momento Messi está melhor do que Ronaldo»

COMPARA OS DOIS MELHORES DO MUNDO

Simão Sabrosa admitiu, em entrevista ao site da FIFA, que, neste momento, Leo Messi é melhor do que Cristiano Ronaldo.

"Actualmente, os dois estão muito bem, mas o Messi está em melhor forma", disse o extremo do Atlético Madrid.

Na mesma entrevista, Simão reservou rasgados elogios para o seu ídolo, o também extremo que já foi melhor do mundo, Luís Figo. "Desde os 13 anos, quando cheguei à Academia do Sporting, que o via treinar. O meu sonho sempre foi ser como ele. Depois tive a sorte de jogar com ele, no Sporting, no Barcelona e na Seleção, e ele sempre teve conselhos prontos para me dar. É um exemplo para todos, desde os profissionais até ao miúdos que sonham ser jogadores de futebol", afirmou o antigo capitão do Benfica.

O craque "colchonero" ainda falou sobre o atual momento do Atlético Madrid: "Temos estado muito irregulares, principalmente na Liga. Ganhamos um jogo, vivemos três dias de festa, depois perdemos e é um drama". Quanto a objetivos, Simão admite que "a Taça do Rei é a prioridade". Queremos chegar à final e vencê-la", acrescenta.

Fonte: Record

Octávio Machado - "Liedson bate num director e vai à selecção?"

Vocês sabem do que ele está a falar? Durante hora e meia, o i estudou a língua viperina do Palmelão



Paulo Futre já não está sozinho no primeiro lugar isolado dos entrevistados mais descontraídos e bem-humorados que o i apanhou. E não, não se faça de esquisito. Você sabe muito bem daquilo que eu estou a falar. Pois é, Octávio Machado, de 60 anos, 19 deles como jogador, oito como adjunto e quatro como treinador, é o homem de que falamos. A sua maneira descomplexada de falar varre quase tudo à frente, porque o sistema está (im)plantado e o agricultor de Palmela não cultiva amizades nesses terrenos movediços. Esta entrevista teve a duração de um jogo de futebol (hora e meia) mas a verdade é que parecia mais um jogo de râguebi, tal a força e o impacto das declarações de Octávio, entre sorrisos, uns irónicos, outros complacentes.

Como se apresenta o Octávio como jogador?

Cresci no Palmelense, a partir dos 14 anos, quando fiz os testes de rotina no Centro de Medicina do Desporto. Media 1,35 metros e pesava 35 quilos. Veja lá que o clube nem tinha chuteiras para mim. Tive de me treinar com sapatilhas, mas cresci com essas dificuldades. Fui campeão distrital de juniores e de seniores pelo Palmelense, onde já era capitão de equipa aos 17 anos, antes de me transferir para o V. Setúbal.

Quanto ganhava no Vitória?

Dois mil escudos por mês. E 150 escudos por vitória na equipa de reservas. Foi lá que cresci como jogador e como homem. Tenho dificuldade em deitar- -me tarde e gosto de acordar bem cedo. A minha conduta foi sempre exemplar: nunca fumei nem bebi bebidas brancas, só um copito de vinho aqui e ali. E também porque encontrei um senhor chamado José Maria Pedroto, um homem de causas, valores e princípios, que nunca se dava por vencido. Com ele, não havia vida fácil. Era extremamente exigente, mas, ao mesmo tempo, carinhoso e justo com aqueles que interpretavam as suas leis. Com ele, o Vitória coleccionou dois 3os lugares e um 2.o Houve um campeonato [1971-72] em que ficámos 25 jornadas seguidas sem perder um único jogo e também espalhámos perfume por essa Europa fora [quartos--de-final da Taça UEFA em duas ocasiões]. Sem esquecer que cheguei à selecção nacional pelo V. Setúbal.

E como é que a selecção não foi a nenhum Mundial ou Europeu com aquela geração fantástica de jogadores: os mais veteranos (Eusébio, Torres e Jaime Graça), os mais novos (Octávio, Nené, Humberto Coelho, Peres e Toni) e os emergentes (Vítor Baptista, João Alves, Bento, Manuel Fernandes e Oliveira)?

Ainda tive a felicidade de jogar com Eusébio, Peres, Jaime Graça e Torres. Mas a selecção era frágil, em termo de espírito de grupo. Havia cisões clubísticas, não havia calor humano e a determinada altura a selecção nacional era local para descanso. Sem esquecer que as grandes vedetas, que não estas que referi agora, nunca estavam presentes. Aqueles que podiam fazer a diferença, fragilizavam--se na hora de decidir.

Está a falar de quem?

Dois grandes jogadores. Um é o Vítor Baptista [V. Setúbal e Benfica], que, certa vez, apareceu no estágio vestido de uma forma descabida. Mas isso até nem foi o mais preocupante. Quando fizemos o primeiro treino, ali perto do hotel, o plantel corria para um lado e ele corria para o outro. Na volta seguinte, andávamos desencontrados outra vez. Foi recambiado para casa, naturalmente. Íamos jogar com Chipre, na qualificação para o Mundial-78. O outro é o António Oliveira [FC Porto, Bétis, Penafiel, Sporting e Marítimo], que foi um grande jogador mas podia ter sido um génio. Mas não foi homem na hora da verdade. Faltou--lhe a componente humana. Por isso, Eusébio e Figo são melhores que ele.

Já percebi que não vai à bola com Oliveira. Foi sempre assim?

Sempre, foi sempre assim. Quando o FC Porto foi campeão nacional em 1978, ao fim de 19 anos de seca, eu e ele jogávamos juntos. Você nem imagina o que ouvi da boca dele! No jogo do título, com o Benfica, a três jornadas do fim, eles marcaram primeiro, num autogolo de Simões, logo aos três minutos, e o Oliveira disse--me que aquilo tudo ia dar para o torto, que havia um cemitério debaixo do Estádio das Antas, que teríamos um azar eterno. Mas empatámos aos 83', por Ademir, e sagrámo-nos campeões na última jornada [4-0 ao Braga, com golos de Oliveira, Octávio e Gomes, 2]. O Oliveira sempre foi assim, um complexado, com a mania do outro mundo. E nem lhe conto o que ele fez para festejar o título.

Vá lá, conte lá...

Enquanto os jogadores esforçados, batalhadores e guerreiros do FC Porto festejavam o título nacional de 1978 em suas casas e junto das suas famílias, porque na altura não havia cá autocarro de dois andares nem passagem pela câmara municipal, o Oliveira exibia-se na Avenida dos Aliados, com o seu descapotável. Ao seu lado, Fernando Gomes, o bibota, e Quinito, uma jovem promessa em quem Pedroto sempre depositou enorme esperança, sem os devidos resultados. E eles os três a curtir o título num descapotável. Eu e o Oliveira sempre tivemos filosofias de vida e desportivas completamente incompatíveis.

Então como se entendiam quando ele era o seleccionador nacional e o Octávio o treinador do Sporting?

Ah, isso é simples. Não nos entendíamos. Mas a culpa é dele; evitava-me. Certa vez, mandou um adjunto dele chamado Joaquim Teixeira, que até é meu amigo, ao Sporting e ele lá apareceu a perguntar por mim, na 10-A [a mítica porta por onde entravam e saíam os jogadores do Sporting, antes e depois de cada treino e jogo]. E eu disse ao porteiro que devia ser engano. Se era o adjunto da selecção nacional, devia querer falar com o adjunto do Sporting e não comigo. Por isso indiquei o meu adjunto Vítor Damas para falar com ele. Então o seleccionador nacional não quer falar comigo sobre os jogadores do Sporting e manda o adjunto? Ó Miguel, isto é só rir.

Pois, imagino, e voltámos à selecção nacional. Não foi o Octávio que esteve para fazer dupla com Artur Jorge no segundo reinado dele?

Sim, é verdade. E é curioso que diga reinado porque esse termo minou a relação entre mim e o Artur Jorge. No FC Porto, fui adjunto dele de 1985 a 1987, ano em que conquistámos a Taça dos Campeões. Depois, ele foi para França. Quando voltou ao FC Porto, já vinha um outro Artur Jorge, talvez porque tenha sido rotulado de rei lá em França. A verdade é que o Artur Jorge nunca foi homem de dar a cara. Ainda estava na Suíça, a treinar a selecção deles para a fase final do Euro-96, quando me ligou a pedir um lugar no Sporting. E eu é que era o treinador principal do Sporting. Ele queria chegar a Alvalade e ser o rei, de novo.

Foi isso que aconteceu?

Ah, ah, ah! Ó Miguel, já lhe disse que isto é só rir, não já? E é mesmo. Em 1996, o Artur Jorge reassumiu a selecção nacional. Ele é que escolhia os seus adjuntos e disse logo que o Jesualdo Ferreira não servia. O nome foi-lhe proposto e ele disse-me ao telefone: 'Não quero o Jesualdo, ele que vá para outro lado, para porteiro, sei lá. Aqui não. Quero o Octávio.' Mas, no meio desse convite, o Artur Jorge sugeriu-me, como sabia que havia um quid pro quo entre mim e os Oliveiras, que eu concedesse uma entrevista a dizer bem deles para facilitar a coisa. E eu nada. Sem prestar atenção a esse detalhe, pus-me a mexer. Falo com Roquette [presidente do Sporting] e ainda ligo ao Fernando Ferreira [médico do Sporting] para ele também formar parte do staff técnico.

E depois?

Estou muito bem em Itália, no meio de um estádio em Bolonha, onde ia participar num torneio triangular, quando um colega seu jornalista me avisa que o adjunto é o Raul Águas. É pá, eu não acreditei nisso, mas ele insistiu nessa tecla e sem se desmanchar. Agarrei num telemóvel qualquer que estava ali à mão e telefonei para o dr. Guilherme Aguiar, ao que ele me respondeu: "Ó Octávio, então você tem linha aberta para o Papa e está a telefonar para o padre?" E então liguei ao Pinto da Costa. "Ouça lá, o senhor está por detrás disto?" "Eu não, não tenho nada a ver com isso." Bem, eu estava mais furioso que sei lá o quê. Quando regresso a Portugal, via Bolonha, recebo uma série de chamadas do Artur Jorge, mas moita! Até que ele liga para o telemóvel do Carlos Janela [dirigente do Sporting], que me passou a chamada. Ele começou logo por me dizer: "A tua ida para a selecção complicou-se." E eu disse-lhe: "Tu deves estar a brincar comigo. Eu não te admito uma coisa destas." "Pois, porque o Madaíl...", tentou ele dizer-me. "O que é que o Madaíl tem a ver com isto, Artur? Não és tu o seleccionador? Não foste tu quem se armou em rei, não foste tu que disseste que quem escolhia as pessoas que iriam trabalhar contigo eras tu e apenas tu? Não disseste que eras tu quem mandava? Queres entregar a minha cabeça numa bandeja aos meus inimigos. Disponibilizei-me para trabalhar contigo e agora passo pela vergonha de andar nas bocas do mundo, como se tivesse sido eu a oferecer-me para o lugar." E ele sempre a defender--se, a dizer-me que ainda era o homem da sua confiança, que me iria escutar na hora das convocatórias. Aí disse-lhe: "Artur, vai pró c******! Comigo nunca mais falas." Então mas isto é um jogo de meninos?

Mas a vossa relação já era assim no FC Porto?

Não, não, não. Por alguma razão fomos campeões europeus. Isso só se consegue com disciplina e respeito mútuo, apesar de um percalço ou outro.

Como a história do Juary na final da Taça dos Campeões?

Ai o Juary. Bom rapaz mas caiu em algumas tentações. Fico feliz por o ver bem, e a treinar em Itália. Era o nosso Joker, aquele que entrava e desbloqueava um empate. Mas ele era danado para a brincadeira. Então quando o vi a descer as escadas de manhãzinha, no dia do jogo com o Bayern Munique, percebi logo que ia haver confusão. Fui atrás dele e apanhei-o na sauna, em animada conversa com um empregado do hotel, que também era brasileiro. Dei-lhe uma daquelas broncas. Ele ficou cá com uma azia. Na hora do almoço, ficou à minha espera à porta do restaurante e perguntou- -me se o Artur Jorge sabia do desaparecimento dele naquela manhã. Disse-lhe que não, mas que se não fizesse a sua parte naquela noite, eu e ele [Juary] iríamos ter uma conversa séria e que lhe fazia a folha. Nessa noite, entrou e marcou o golo decisivo [2-1].

Pois, diz-se que o Octávio controlava os jogadores do FC Porto, ia a casa deles ou telefonava-lhes para casa.

Ainda não havia telemóveis, senão... Ah, ah, ah! Verdade seja dita, nunca houve um jogador que fosse multado por mim no FC Porto. Nem sequer havia regulamento interno. Mas agora cabe na cabeça de alguém fazer uma lista com os dez mandamentos? As regras são do conhecimento público. A única vez que fui a casa de alguém foi à do Futre. Sabe, ele gostava muito de dormir e, uma vez, disse ao enfermeiro do FC Porto que não ia fazer o tratamento à tarde. Quando soube disso, arranquei para a casa dele, tirei-o da cama com o toque de campainha e disse-lhe muito simplesmente: "Olha Paulo, vou ali beber um cafezinho e quero ver-te nas Antas quando chegar lá, daqui a nada." Dito e feito. De resto, nunca fui um espião nem nada parecido.

Nem quando treinou o Porto, em 2001?

Nem aí.

Mas e então aquele caso com o Jorge Costa [em Setembro de 2001, o capitão é substituído aos 40 minutos com o V. Setúbal e atira a braçadeira para o chão, em sinal de desaprovação]?

Quem? Ah, a fotocópia. Pois é, a fotocópia. Por muita qualidade que tenha, a fotocópia nunca é igual ao original. Nesse aspecto, o João Pinto [capitão do FC Porto nos anos 80 e 90] ganha ao Jorge Costa por 200 a zero. O problema do Jorge Costa não era só um. Chamavam-se Jorge Andrade e Ricardo Carvalho. E depois Ricardo Costa, e depois Bruno Alves. Mas sobretudo Ricardo Carvalho, que era emprestado aqui e ali e nunca se fixava no FC Porto. Quem o segurou lá? Ah pois é [Octávio Machado]! E diga--me lá se o FC Porto não o vendeu ao preço de um avançado? Porque 30 milhões de euros para um defesa é muito. Mas o Jorge Costa é mentiroso. Nesse dia da braçadeira, não falei com ele mas ele disse à imprensa que tinha empatado 0-0 [numa alusão ao resultado do jogo aquando da substituição]. Mentira, ganhámos 3-0. E para quê aquela coisa toda? Ele no jogo seguinte, com o Celtic, para a Liga dos Campeões, foi titular. Portanto não perdeu o lugar naquela tarde, com o V. Setúbal. Foi depois, e porque os outros dois davam-me mais garantias. Mas disse-lhe a ele, à frente de todos os jogadores, no balneário, para explicar o gesto da braçadeira. E o Jorge, nada.

E o balneário, como reagiu?

Ele era conhecido como o bicho. Eles [companheiros de equipa] lá saberão por quê! Eu não vi nada do bicho. Há para aí muitas espécies de bicho. Ele provocava-me indirectamente. Uma vez foi à selecção com o Capucho, para um jogo fora do país. Disse-lhes para dormirem em Lisboa e só voltarem ao Porto no dia seguinte. Não fizeram nada disso. Chegaram ao Porto a altas horas da madrugada, via Lisboa, e lá estavam no treino, às 8h30. Isto são pequenas provocações. Manda quem pode, obedece quem deve. Tínhamos de preservar a capacidade de recuperação dos dois e eles provocaram--me. Não desejo que ele [agora treinador do Olhanense] tenha um Jorge Costa no seu plantel. Por isso é que o Pintinho [Pinto da Costa] recuperou o João Pinto e outras antigas glórias, como o Fernando Gomes, o Vítor Baía, o Rui Barros. O Pintinho foi buscar os pesos-pesados para ver se levanta o FC Porto.

Pinto da Costa é o FC Porto?

De uma vez por todas, ponham isto na cabeça: o FC Porto de hoje é o FC Porto do Pedroto. Foi ele que criou os alicerces deste clube, e não o Pinto da Costa. Alimentaram, e aqui eu também faço uma autocrítica, a criação de um Deus, de um ser todo-poderoso. Todos pensávamos que ele ia resolver todos os problemas, mas não. Transformou-se e já não é aquele senhor com quem travei batalhas importantes no final dos anos 70 e início dos 80. Senti isso em 1988, depois de o FC Porto ganhar a Taça de Portugal ao V. Guimarães. Na relva do Jamor, disse que os familiares do Pedroto é que sentiam a falta dele. E voltou a falar disso no "Domingo Desportivo". Ele sentia-se o mais forte, um Deus. Mas agora, no jantar de comemoração dos 25 anos da morte do Pedroto, o Pinto da Costa já lhe quer dedicar o próximo título de campeão nacional, em 2010. Há muitas coisas que não lhe perdoo.

Diga só uma, então.

Em Dezembro de 2001, ainda estava eu a treinar o FC Porto, um senhor... como se chama ele... ah, já sei... Fernando Gomes, exactamente esse que agora se demitiu da SAD do FC Porto. Esse Fernando Gomes aconselhou-me a não fazer o que o clube fizera nos anos anteriores, em termos de reforços de Inverno. Se o FC Porto entrasse na reabertura do mercado sem cuidado, punha em causa os ordenados de Março. Portanto, senti que aquele FC Porto já não era o meu. A situação piorou na véspera do jogo com o Sparta Praga, para a Liga dos Campeões, quando marquei uma reunião com o Rui Barros, num hotel do Porto, para analisar um reforço. Quando cheguei lá, vi o presidente [Pinto da Costa] e um empresário [Jorge Mendes]. Telefonei logo ao Rui Barros e perguntei-lhe se ele tinha dito a esses personagens para irem ter connosco, ao que ele negou. Então disse-lhe para ele ir para casa. E eu também fui. Curiosamente, nesse dia, o jornal "A Bola" fazia manchete com um jogador chamado Ivica Olic [avançado croata, na altura com 21 anos e a jogar no modesto Marsona, agora no Bayern Munique], que custava um milhão de contos. Fiquei lá mais um mesito. Hoje, à distância, já dá para rir.

E foi aí que se decidiu pela saída?

Sim, claro, então tinha de dar entrada ao Special One [José Mourinho], que mal entrou disse que o FC Porto só tinha cinco jogadores. Então estou ilibado de qualquer acusação de maus resultados. Não ganhei, porque só tinha cinco jogadores. Mas ganhei, sim senhor. Na época anterior, o FC Porto falhou a Champions, eliminado pelo Anderlecht. Na minha época, fizemos 16 jogos na Champions e ganhámos a Supertaça portuguesa, os dois objectivos traçados na pré-época. Conseguir isso com cinco jogadores, como diz o Special One, é muita fruta.

Por falar em fruta, é verdade que quase andou à pêra com um jornalista?

Não. Aquilo foi um gesto paternal, aquilo que os pais fazem aos filhos. Não me diga que nunca viu isso? Simplesmente apertei o nariz do João Pedro Abecassis, do "Record". Ele era um jovem jornalista com legítimas ambições de mostrar serviço, subir na carreira, mas aquelas críticas contra mim eram descabidas. Mas já está tudo ultrapassado. Foi um período turbulento, que coincidiu com a minha saída do Sporting.

Da chama do dragão para as garras do leão, saiu arranhado?

Encontrei muitos profissionais sérios no Sporting. Como o Oceano. E três estrangeiros: o Marco Aurélio [central brasileiro], o Naybet [central marroquino] e o Amunike [extremo nigeriano]. Todos eles profissionais íntegros. A parte má daquele clube era o Norton Matos e C.a

Ilimitada?

Sim, ilimitada. Há um lugar mau no futebol português que é o de director-desportivo. E quando o presidente Roquette me diz que o Norton de Matos é a pessoa mais qualificada para o mercado sul-americano, farto-me de rir. Há até um caso que ainda hoje é memorável.

Desta vez, vai contar sem eu lhe pedir?

Está bem, vá. Quando cheguei ao Sporting, os jogadores iam para os treinos como se fosse uma escala para as inaugurações das lojas, tantos eram os convites que recebiam para inaugurar isto, apresentar aquilo. Acabei com isso e sugeri aos jogadores que negociassem prémios de jogo por vitória. Eles aceitaram de olhos fechados e isto define um grupo. Na pré-época seguinte, Simões de Almeida [dirigente do Sporting] e Norton de Matos foram a Lamego negociar os tais prémios com os jogadores, à minha revelia. Na primeira jornada da Liga dos Campeões, ganhámos 3-0. Sabe a quem? Ao Mónaco! Sabe quem jogava lá? Vou recordá-lo: Barthez, Deschamps, Henry, Trezeguet. No dia seguinte, o Norton entra no balneário e pede-me para baixar os prémios de jogo na Liga dos Campeões, porque os bons administradores do Sporting ofereciam tanto dinheiro nos prémios de jogo que a própria qualificação para a fase seguinte dava prejuízo. Mas isto cabe na cabeça de alguém?

Na do Sporting?

Pois... Ainda agora queimaram duas glórias do Sporting: Pedro Barbosa e Sá Pinto. O Sá reagiu mal com o Liedson, mas as coisas não acontecem por acaso.

Mas ele já teve um problema grave, com o Artur Jorge [Março de 1997].

Sim, está bem, ele é impetuoso e o caso foi grave mas é preciso ver isso como um todo. Levou um ano de suspensão da FIFA. E o João Vieira Pinto, que esmurrou um árbitro em pleno Mundial? Três meses. E o Pepe que pisou de propósito um jogador do Getafe e foi suspenso dez jogos pela Liga espanhola? Entretanto jogou na selecção sem problema. E o Liedson, que agrediu um director [Sá Pinto] e mesmo assim continua a jogar na selecção? Que moral têm esses senhores? Então o Liedson vai jogar? Então essa federação desses Madaís? Onde está a autoridade? A FPF vive da selecção nacional.

Isso quer dizer o quê?

Estávamos [Sporting] a assustar muita gente. E o sistema não admite isso... Lembro-me de tudo. O Sporting foi ganhar às Antas [2-1, com golos de Beto, Barbosa contra um de Barroso] e faltava uma jornada para jogar o dérbi com o Benfica. Pelo meio, 4-1 ao V. Guimarães, em Alvalade. Nessa semana, o Artur Jorge convoca jogadores para a selecção nacional e chama um único jogador do Sporting, o Pedro Barbosa, por troca com o Sá Pinto, em relação à última chamada. Mas este lesiona-se com o V. Guimarães e o Sá Pinto, que tinha um grande jogo, pergunta-me o que deve dizer se os jornalistas o questionarem sobre a selecção. Digo-lhe para se mostrar disponível. Qual não é o meu espanto quando vejo no jornal "Record" de terça-feira um artigo a dizer que o Sá Pinto não era chamado porque se incompatibilizava com os colegas, que se irritava facilmente, que atirava bolas para a fora. Eu li aquilo e senti-me mal. E esse texto surgiu de uma conversa entre jornalistas e um elemento da selecção nacional. Repito que o Artur Jorge nunca foi de dar a cara por nada. Lembro-me bem dele, que evitava os adeptos em fúria nas Antas quando o FC Porto perdia pontos fora de casa. Pedia sempre ao motorista para o deixar a caminho do estádio, ali perto da Ponte da Arrábida.

Mas, e o Sá Pinto?

OK. Nós [do Sporting] íamos para Marrocos participar num torneio. Tivemos treino de manhã e havia ali um hiato para ir a casa, buscar a mala e encontrávamo-nos aeroporto. A caminho do aeroporto, ouço na rádio que o Sá tinha agredido o Artur Jorge. O Sá, ao contrário do que muita gente pensa, foi ao Jamor a convite do psicólogo da selecção para se despedir dos jogadores. Chegou lá e passou-se com aquela coluna de opinião do "Record". Quando as coisas se proporcionam, quando as coincidências são evidentes, é de mais. E o Sá, indignado, explodiu. Apanhou um ano. Os outros andam aí, à solta. E até jogam pela selecção nacional. É uma vergonha. É como aquela história dos túneis.

Qual?

Ah, são tantas. É o túnel do Marquês, é o túnel de Braga, é o túnel da Luz. Este país não se entende com os túneis. Faz-nos confusão. Ó Miguel, continuo a dizer--lhe: isto é só rir.

E quem vai rir em Maio? O Benfica?

Isso agora, não sei. Mas deixem lá sossegado o Benfica, a jogar bom futebol, a encher os estádios deste país e a dar dinheiro aos clubes mais necessitados e mais pobres.

Fonte: I

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Porto mostra aos outros "grandes" como se faz

Vitória no Dragão por 3 golos frente à Naval com os intervenientes do costume: Falcão e Varela!



No Estádio do Dragão, o FC Porto recebeu a Naval e venceu por 3-0, em jogo na 18.ª jornada da Liga. Os dragões estão agora a sete pontos do Benfica, com menos um jogo.

Sob arbitragem de Hugo Miguel, eis as equipas:

FC PORTO: Helton; Fucile (Miguel Lopes, 82), Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira; Tomás Costa, Belluschi (Guarin, 64) e Rúben Micael (Valeri, 82); Mariano, Falcao e Varela.
Suplentes: Nuno, Miguel Lopes, Addy, Maicon, Guarín, Valeri e Orlando Sá.

NAVAL: Peiser; Carlitos, Gomis, Diego Ângelo e Daniel Cruz; Lazaroni, Godemèche e Alex Hauw; Davide (Fábio Júnior, intervalo), Bolívia (Simplício, 74) e Camora. Suplentes: Jorge Batista, José Mário, João Real, Adriano, Giuliano Amaral, Michel Simplício e Fábio Júnior.

Marcador: 1-0 por Tomás Costa (37); 2-0 por Falcao (79); 3-0 por Varela (87)

Recorde aqui as incidências da partida

Fonte: a Bola

Resultados Liga Vitalis

18.ª JORNADA

Sp. Covilhã-Gil Vicente, 1-2
(Auri 89'; Rodrigo Gallo 19' e Sandro 55')

Carregado-Penafiel, 0-3
(Vítor 44' e 70' g.p. e Michel 80')

Portimonense-Chaves, 2-1
(Pires 5' e João Paulo 56'; Siaka Bamba 60')

Fátima-Freamunde, 1-1
(João Pereira 14'; Cascavel 63' g.p.)

Aves-Trofense, 1-0
(João Silva 60')

Oliveirense-Santa Clara, 1-0
(Cícero 29')

Varzim-Estoril, 0-0

Feirense-Beira-Mar, 0-2
(Wang 90'+4, Rui Sampaio 90'+7)

Portugal novamente na rota Nórdica

Portugal é cabeça de série no grupo H com selecções como Dinamarca e Noruega



Realizou-se esta manhã na Ucrânia o sorteio de qualificação do Euro 2012. A selecção das Quinas não teve muita sorte no sorteio, que ditou que Portugal ficasse num grupo muito equilibrado. Dinamarca, Noruega, Islândia e Chipre serão os adversário num grupo de apenas 5 equipas, onde todos os resultados irão contar para as contas do 2º melhor classificado. A equipa de Queiroz terá assim pela frente uma missão algo complicada, com 5 viagens distantes e com algum grau de dificuldade.

Grupo A
Alemanha
Turquia
Áustria
Bélgica
Cazaquistão
Azerbaijão

Grupo B
Rússia
Eslováquia
Rep. Irlanda
Macedónia
Andorra
Arménia

Grupo C
Itália
Sérvia
Irl. Norte
Eslovénia
Estónia
Ilhas Féroe

Grupo D
França
Roménia
Bósnia
Bielorrússia
Albânia
Luxemburgo

Grupo E
Holanda
Suécia
Finlândia
Hungria
Moldávia
San Marino

Grupo F
Croácia
Grécia
Israel
Letónia
Geórgia
Malta

Grupo G
Inglaterra
Suíça
Bulgária
País de Gales
Montenegro

Grupo H
PORTUGAL
Dinamarca
Noruega
Chipre
Islândia

Grupo I
Espanha
Rep. Checa
Escócia
Lituânia
Liechtenstein

Patrício e os assobios: «Entram a 100 e saem a 200»



Rui Patrício reconheceu o erro no primeiro golo da Académica e aceita os assobios dos adeptos. No entanto, frisa que os mesmos não lhe causam mossa: «Entram a 100 e saem a 200».

«Foi mau sofrermos um golo logo no início do jogo. Recuperámos, conseguimos marcar e quando estávamos em cima da Académica acabámos por sofrer outro golo. Depois lutámos mas já não conseguimos marcar», comentou.

Questionado sobre o golo... «É um lance de futebol, acontece... É lógico que não é bom. Tenho de levantar a cabeça e seguir em frente. Nunca é bom ser assobiado. Fui sempre apoiado pelos meus colegas e isso é que é importante. O resto entra a 100 e sai a 200», atirou.

Quanto ao “derby” com o Benfica, para as meias-finais da Taça da Liga, o jovem guardião garantiu que o Sporting vai «fazer tudo para ganhar». «Vai ser um jogo complicado, mas só temos de vencer», vincou.

Por fim, um apelo aos adeptos: «Que continuem a apoiar a equipa. Ninguém gosta de perder, também estamos tristes. São sportinguistas para o bem e para o mal».

Fonte: a Bola

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Último classificado empata primeiro da Liga

Benfica não conseguiu mais que um empate (1-1) frente a um Setúbal "matreiro" num jogo com dois auto-golos e onde Cardozo falhou um penalti nos últimos minutos



O Estádio do Bonfim foi palco do empate entre V. Setúbal e Benfica (1-1), referente à 18.ª jornada.

O Vitória de Setúbal impôs um empate ao Benfica com contornos dramáticos, tendo em conta o penalty falhado por Cardozo nos minutos de compensação.

Os sadinos entraram melhor, controlando o Benfica, mas os encarnados acabaram por chegar ao golo num lance confuso, com Ricardo Silva a introduzir a bola na sua baliza após toque de David Luiz. O jogador brasileiro acabaria por introduzir a bola na própria baliza, aos 37, na tentativa de aliviar.

Na segunda parte, o Vitória continuou a resistir bem ao Benfica e chegou mesmo a marcar por Keita, aos 58, mas o golo acabou por ser anulado.

Aos 90+2, Cardozo atirou com estrondo à barra depois de derrube a Kardec, pelo meio foras-de-jogo mal tirados a jogadores do vitória e uma queda de Di Maria na área que lhe valeu um cartão amarelo.

Recorde todas as incidências da partida aqui

Fonte: a Bola

De regresso a casa e de regresso à crise

Nova derrota (1-2) do Sporting desta vez frente à Briosa de Villas Boas



O Sporting averbou esta noite a terceira derrota consecutiva, ao perder com a Académica por 1-2, em Alvalade. Leões podem sair da zona europeia da classificação, estudantes somam o primeiro triunfo da época como visitantes.

Pesadelo em Alvalade. O Sporting procurava regressar às vitórias depois de dois desaires consecutivos, o último dos quais diante do FC Porto, por expressivos 5-2, mas saiu vergado ao peso de nova derrota, a terceira consecutiva e a terceira da época em casa, em jogos da Liga.

Com Pedro Mendes no “onze” e sem Miguel Veloso – viu o jogo das bancadas –, os leões cedo se viram em desvantagem no marcador, num lance em que Rui Patrício podia e devia ter feito melhor para travar o pontapé de Orlando desferido de longe, muito longe da baliza.

O golo “madrugador” intranquilizou uma equipa já de si “sobre brasas” e foram precisos alguns minutos até que o Sporting se reencontrasse e assumisse as despesas do jogo. O leão remeteu o adversário a tarefas defensivas e chegou ao (merecido) empate, por João Moutinho.

O Sporting imprimia grande dinâmica ao seu futebol e podia ter dado a volta ao marcador pouco depois, mas Pongolle, só com Ricardo pela frente, permitiu a defesa ao guardião da Académica.

A segunda parte trouxe mais do mesmo, isto é, o Sporting a “carregar” à procura do golo – pertenceu a Liedson a primeira ocasião – e a Académica a “facturar” na primeira vez que se chegou perto da baliza de Rui Patrício, com um remate colocado de João Ribeiro.

Obrigada, outra vez, a correr atrás do prejuízo, a equipa leonina passou a jogar mais com o coração do que com a cabeça, tendo visto Amoreirinha negar o golo a Saleiro em cima da linha, no último lance do jogo. O avançado leonino foi também protagonista de lance polémico na área da Briosa, tendo sido puxado por Orlando. Pedro Henriques nada assinalou, mas a acção do capitão dos estudantes era merecedora de grande penalidade.

Com 27 pontos na quarta posição, o Sporting fica à mercê do U. Leiria, quinto com 26 pontos, e do Nacional, sexto classificado com 24. A Académica soma três importantes pontos na luta pela manutenção.

Recorde aqui as incidências da partida

Fonte: a Bola

Queiroz e Jorge Baptista trocam agressões



O seleccionador nacional Carlos Queiroz e o comentador Jorge Baptista envolveram-se, este sábado, em agressões no aeroporto de Lisboa.

Tudo terá começado com uma troca de palavras menos simpática entre os dois, que evoluiu para os insultos e para as agressões físicas de parte a parte.

Carlos Queiroz e Jorge Baptista, que aguardavam o voo para Varsóvia, Polónia, onde domingo se realiza o sorteio da fase final do Europeu de 2012, agrediram-se até terem sido separados por alguns dos passageiros que se encontravam na sala de embarque do aeroporto.

Fonte: a Bola

Off Side - os apanhados da bola

Esta semana fiquem com um lance protagonizado por Cássio, guarda-redes do Paços de Ferreira nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Um guarda-redes capaz do melhor e do pior e que permitiu assim que o Chaves regressa-se aos grandes palcos do futebol português...

Jorge Jesus - "Estão nervosos e têm medo de nós"



Jorge Jesus defendeu ontem que "as tentativas externas de desvalorização do trabalho" da sua equipa só podem partir de "quem está nervoso e tem muito medo do Benfica". "Isso só se pode dever ao nervosismo dos nossos adversários. Só há uma explicação para as tentativas de desvalorização do nosso trabalho: estarem completamente nervosos e com muito medo do Benfica", argumentou em declarações exclusivas à Benfica TV.

O treinador do Benfica assegurou que os seus jogadores não vão facilitar esta noite frente ao Vitória de Setúbal, apesar do resultado confortável de 8-1 da primeira volta. Este jogo, no Estádio do Bonfim, vai ter, para o treinador das águias, "uma história diferente".

"O Setúbal está mais forte agora. Tem um treinador com um conhecimento profundo do futebol, e a sua equipa ficou mais forte com as entradas que registou em Janeiro", elogiou. "Estamos preparados para encontrar imensas dificuldades, vão tentar tapar-nos os espaços e jogar em bloco baixo. Mas já estamos habituados a que os adversários nos defrontem com essa linha de jogo", acrescentou, referindo ainda que o Benfica costuma encontrar dificuldades em Setúbal. "Já joguei naquele clube e sei como é", disse.

Jorge Jesus garantiu, contudo, que é somente a pensar nos três pontos que a equipa encarnada se vai apresentar na cidade à beira-Sado. "Queremos estar ao nível do que estivemos nos últimos jogos", afirmou. "Se o Benfica veste fato de gala ou o de macaco? Os dois: somos humildes, mas também confiantes e valorizamos a qualidade do trabalho que desenvolvemos ao longo dos 90 minutos de cada jogo", sustentou.

Pressão de ser primeiro é coisa que também não afecta o treinador e o plantel encarnado. O Benfica está na liderança isolada, com mais um jogo, e este fim-de-semana até joga primeiro que os adversários directos. Mas não há pressão, garante o técnico. "Tenho uma forma de pensar completamente diferente. Só quem não acredita nas suas qualidades é que pode sentir pressão. Para nós, é indiferente jogar antes ou depois", afirmou, apelando aos adeptos para marcarem presença esta noite em Setúbal. "Os adeptos são muito importantes. Eles é que fazem a diferença nos grandes clubes", disse.

Fonte: o Jogo

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Futebol de Gabinete

Calabote: a verdade da mentira? – I

Em 22 de Março de 1959 viria a suceder O caso, o que daria mais que falar na história do futebol português. O Caso Calabote! Inocêncio Calabote era um árbitro reputado àquela data, originário de Évora e já, por diversas vezes tivera sido distinguido por órgãos colectivos ligados ao desporto. A Comissão central de Arbitragem já o considerara como melhor árbitro português na época 1952-1953 e integrante dos quadros da FIFA em 1953-1954 e 1956-1957.

Benfica e Porto empatados na classificação na última jornada do campeonato. O Porto estava em vantagem no “goal average” tinha 78-22 contra os 71-19 do Benfica que precisava de ganhar por uma diferença superior a 4 golos em relação ao rival. O Porto jogava em Torres Vedras com o Torreense e o Benfica recebia a antiga CUF no estádio da luz. O árbitro do jogo da luz era o tal Inocêncio Calabote. De seguida, passarei a enunciar os factos que, posteriormente, viriam a oferecer maior polémica à jornada e ao final do campeonato que, atenção, acabou por ser ganho pelo FCP:

• O jogo do Benfica começou mais tarde que o do FCP estando os jogos agendados para a mesma hora.

• O Benfica vencia 4-0 ao intervalo e o guarda redes da CUF foi substituído dada a sua prestação na primeira parte ter sido bastante aquém das expectativas e, segundo algumas opiniões da época, a pedido dos próprios colegas. O Porto ao intervalo ganhava por 1-0 e continuava em vantagem, bastando ao Benfica marcar apenas mais um e o Porto mais nenhum.

• No jogo da Luz, 3 golos do Benfica foram de grande penalidade, o que permitiu ao José Águas ultrapassar o Teixeira (FCP) na lista dos melhores marcadores do campeonato.

• O Porto, já no final, acaba por marcar 2 golos, acabando por vencer por 0-3 e tendo que ficar a aguardar pelo fim do jogo do Benfica que, para além do atraso do início, ainda teve um tempo de compensação de 4 minutos (que a somar aos 4 minutos de atraso do início do jogo: 8 minutos no total).

Consequentemente, foi aberto um processo de averiguação aos casos sucedidos no jogo. No final do processo de averiguação, Calabote foi acusado de ter mentido no relatório de jogo, escrevendo que o jogo tivera início às 15h00 e fim às 16h42. Foi, por fim, irradiado do Futebol. Para sua defesa, o árbitro referiu que o seu relógio é que valia e que nunca se enganava porque era acertado pelo relógio da Sé de Évora. Acusado de corrupção, dissera que nunca tinha recebido um tostão. O fiscal de linha referiu que foram precisos 3 minutos para afastar os fotógrafos nos instantes iniciais da partida.

A juntar à defesa, Calabote queixou-se de uma perseguição da nova liderança da arbitragem, devido a casos mais antigos: “O presidente anterior do conselho de arbitragem veio a Évora avisar-me e disse-me: ponha-se a pau que a comissão que entrou vem com intenções de o irradiar”.

Com esta história, ainda hoje muito se especula acerca da verdade desportiva desse campeonato que, apesar de ganho pelo FCP, ficou para sempre a «sombra» de que o mesmo estaria destinado, na «secretaria», ao Benfica.

Na próxima semana apresentarei opiniões e artigos de jornais da época e mesmo alguns relatos de que essa jornada, precisamente, foi, afinal, em benefício do campeão nacional.

Jorge Manuel Honório

Olegário Benquerença seleccionado para a África do Sul



A equipa de arbitragem chefiada por Olegário Benquerença, que conta também com José Cardinal e Bertino Miranda, foi uma das 30 seleccionadas pela FIFA para marcar presença no Mundial-2010, a realizar na África do Sul.

A decisão foi tomada em reunião levada a cabo esta sexta-feira pelo Comité de Árbitros da FIFA, em Zurique (Suíça), que serviu para escolher as equipas de arbitragem que vão estar na África do Sul. Numa primeira fase, o organismo tinha pré-seleccionado 38 equipas de arbitragem, pelo que cortou esta sexta-feira oito delas, ficando 30 em representação de 28 países.

Será o regresso de uma equipa de arbitragem portuguesa às grandes competições internacionais, depois de Vítor Pereira ter estado no Campeonato do Mundo de 2002, na Coreia e no Japão, acompanhado pelo «assistente» Carlos Matos.

Olegário Benquerença já tinha estado há dois anos no Campeonato da Europa, disputado em 2008, mas na condição de quarto árbitro. Agora, acompanhado por José Cardinal e Bertino Miranda, vai ter oportunidade de entrar no grande palco. A preparação começa já no próximo mês, num seminário a levar a cabo pela FIFA com as 30 equipas de arbitragem agora nomeadas.

Fonte: a Bola

Trinco Esquerdo



André Amante

Portugal confirmado como cabeça-de-série no sorteio de apuramento do Euro 2012

A UEFA confirmou hoje que Portugal estará no pote dos cabeças-de-série no sorteio para a fase de qualificação do Campeonato da Europa de 2012 que se realiza no próximo domingo em Varsóvia.

Assim, além de Portugal, o Pote 1 contará com selecções como a campeã europeia Espanha, Alemanha, Holanda, Itália, Inglaterra, Croácia, França e Rússia.

No final do sorteio ficarão definidos nove grupos, seis dos quais com seis equipas e três com cinco. Às anfitriãs Polónia e Ucrânia juntar-se-ão 14 das 51 selecções presentes na fase de apuramento que irá decorrer entre Setembro de 2010 e Outubro de 2011.

Os vencedores de cada grupo e o melhor segundo classificado qualificam-se directamente para o torneio, enquanto os restantes oito segundos classificados disputam o play-off de apuramento.


Confira a distribuição das equipas para o sorteio:

Pote 1: Espanha, Alemanha, Holanda, Itália, Inglaterra, Croácia, PORTUGAL, França e Rússia.

Pote 2: Grécia, República Checa, Suécia, Suíça, Sérvia, Turquia, Dinamarca, Eslováquia e Roménia.

Pote 3: Israel, Bulgária, Finlândia, Noruega, República da Irlanda, Escócia, Irlanda do Norte, Áustria e Bósnia-Herzegovina.

Pote 4: Eslovénia, Letónia, Hungria, Lituânia, Bielorrússia, Bélgica, País de Gales, Macedónia e Chipre.

Pote 5: Montenegro, Albƒnia, Estónia, Geórgia, Moldova, Islândia, Arménia, Cazaquistão e Liechtenstein.

Pote 6: Azerbaijão, Luxemburgo, Malta, Ilhas Faroe, Andorra e São Marino.

Fonte: a Bola

Blogobola



Dêem o vosso palpite para serem os vencedores semanais...

Pedro Mendes estreia-se nos convocados



Está confirmado. Pedro Mendes vai mesmo estrear-se de «leão» ao peito no próximo sábado com a Académica. O técnico do Sporting, Carlos Carvalhal, não perdeu tempo e chamou prontamente o último reforço de Inverno para a partida com os «estudantes».

O internacional português transferiu-se do Glasgow Rangers para o Sporting no final do mês passado e ainda tinha sido possível ser utilizado até à data.

O lateral Abel foi o único a ficar de fora por opção técnica e o guardião Tiago não entrou nas contas do técnico devido à rotatividade promovida entre os guarda-redes.

Confirma-se ainda a ausência de Izmailov por impedimentos físicos. O médio russo não trabalhado com o plantel principal. O defesa Marco Caneiro está, também, lesionado, não podendo ser opção.

Daniel Carriço é o único jogador a ficar de fora por estar a cumprir castigo.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Rui Patrício e Ricardo Baptista;

Defesas: Anderson Polga, Pedro Silva, Tonel, Grimi e João Pereira;

Médios: Adrien, Matías, Miguel Veloso, João Moutinho, Bruno Pereirinha e Pedro Mendes;

Avançados: Saleiro, Yannick Djaló, Vukcevic, Hélder Postiga, Liedson e Pongolle.

Fonte: a Bola

O "mestre" colocou o dedo na ferida...

Estas foram palavras proferidas ontem no programa Pontapé de Saída por Luís Freitas Lobo, sobre o adeus de Deco à Selecção.



"O que me parece é que o Deco, como disses-te bem, marcou uma época, por todas as razões. Ele apareceu quando começou a desvanecer o Rui Costa, em pleno Euro 2004. Dá esta entrevista à Rádio Globo e ficamos satisfeitos por saber que o Deco quer acabar a carreira no seu país que é o Brasil! Foi um grande jogador que fez de facto grande carreira na nossa selecção, mas eu pela parte que me toca, e como toda a gente já sabe, o meu principio em relação a isto é que não sou a favor de naturalizados na selecção. O Deco foi um grande jogador, mas espero que Carlos Queiroz pense num sucessor para Deco, ou para aquela posição, olhando para jogadores portugueses."

"É a minha opinião pessoal, vale o que vale, é tão legitima como a opinião contrária. Não me surpreende nada (que Deco acabe a carreira no Brasil), são as suas raízes, é o seu país portanto é perfeitamente natural. Como foi natural ter querido jogar pela nossa Selecção. Foi legitimo jogar pela nossa selecção, legalmente tinha essa possibilidade, quando representou a selecção representou-a de forma brilhante. Agora o que está aqui em causa é como se quer construir o futuro do futebol Português! Na minha opinião não é através de jogadores naturalizados é através de jogadores com ligação, quer seja territorial quer seja ao nosso futebol (antes já havia sido dito que Deco não foi formado no futebol português). É assim que eu acho que um país deve construir o futuro. Sou contra naturalizados, mas depois de lá estarem e enquanto lá estão, nada me faz recuar no meu apoio à selecção, nem à minha análise nem à forma como vibro com a selecção."

Palavras de L. F. Lobo ironizando a vontade de Deco em acabar a carreira no seu "verdadeiro" país... o Brasil.

Pode ver aqui o programa completo e também ouvir a entrevista de Deco.

SAD acusa Bettencourt de "faltar à palavra"

EM CAUSA A CEDÊNCIA DE BILHETES PARA O DÉRBI DA TAÇA DA LIGA



O Benfica acusou esta quinta-feira o presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, de "faltar à palavra" no acordo que estabeleceu com o homólogo encarnado, Luís Filipe Vieira, sobre os bilhetes para o jogo de terça feira, da Taça da Liga.

"O presidente do Sporting aceitou ceder ao Benfica 30 por cento da lotação do estádio, como contrapartida para a antecipação do jogo, mas faltou à palavra", disse à Lusa uma fonte da SAD do Benfica.

A reação surge na sequência da notícia avançada por Record de que Bettencourt se comprometeu a ceder apenas 10 por cento, ou seja, o dobro da percentagem prevista no regulamento (5 por cento).

Segundo a mesma fonte, foi o presidente do Sporting a pedir a Luís Filipe Vieira a antecipação do dérbi das meias finais da Taça da Liga.

"O presidente do Benfica respondeu-lhe que a única maneira de justificar a antecipação, atendendo aos interesses do nosso adversário e ao nosso próprio calendário, seria o Sporting dar 30 por cento da lotação do estádio para sócios e adeptos do Benfica", sublinhou.

A mesma fonte da Luz referiu à Lusa que Bettencourt "vem agora resguardar-se e faltar à palavra e ao pressuposto que levou o Benfica a aceitar a antecipação", e lembra que a equipa encarnada "tem vindo a jogar consecutivamente ao sábado e à quarta feira", como voltaria a acontecer na próxima semana "caso não tivesse acedido ao pedido do Sporting".

"Não venha agora dizer que se comprometeu a dar o dobro da percentagem prevista nos regulamentos, quando assumiu que daria 30 por cento da lotação", reiterou o mesmo elemento da SAD do Benfica, que revelou ter o clube recebido quarta-feira 6.000 bilhetes enviados de Alvalade, correspondentes a sensivelmente 12 por cento dos cerca de 50.000 lugares.

O clube nega ainda que na conversa entre Luís Filipe Vieira e José Eduardo Bettencourt, essa hipótese tivesse sido aflorada: "Não é verdade que o presidente do Sporting tenha proposto, em algum momento, ceder 10 por cento da lotação do estádio".

Em face da "quebra de palavra" de José Eduardo Bettencourt, o Benfica diz limitar-se "a registar a atitude", visto que "nada mais pode fazer".

Fonte: Record

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Palestra

Psicologicamente mais difícil

Entramos na 18ª jornada, com uma alteração que pode ter grande relevo nas próximas semanas, o Benfica jogou ontem [Quarta-Feira] em jogo antecipado da jornada 20 da Liga Sagres, jogou e venceu, colocando-se por isso, ainda que à condição, em primeiro lugar com mais 3 pontos do que o Sp. Braga. Vantagem esta ainda que ilusória pode fazer moça na maneira como o Braga e mesmo o Porto poderão abordar os próximos jogos.
O Sporting volta a ser o primeiro a entrar em prova nesta liga, sábado recebe os estudantes em mais um jogo que de objectivo terá muito pouco, depois da eliminação da Taça de Portugal, resta aos leões o mínimo no campeonato, o 3º lugar. Perspectiva-se um jogo sem muita emoção, um jogo morno demais para esta altura da época em que não se trata nem de um candidato ao título nem de um afogado nos dois últimos lugares da liga. Sinal de que nem Sporting nem Académica estejam propriamente interessados em jogar estar partida. O Sporting porque é óbvio que preferia que a época já tivesse terminado, a Académica devido ao facto de não ser este o jogo da vida dos estudantes, nem serem estes os jogos do «seu» campeonato, aqueles que terá obrigatoriamente que vencer. O Sporting acabará por vencer, até porque como Moutinho disse pela milésima vez esta época, «os sócios vão ser recompensados». 2-0 para os verde e brancos.
Logo depois os encarnados entram em Setúbal para aumentar ainda que provisoriamente para 6 pontos a diferença para o mais directo concorrente neste momento (Braga). Depois do 8-1 imposto na luz, os encarnados, levam também alguma pressão psicológica em cima dos ombros, isto porque uma não vitória neste encontro, poderá comprometer o primeiro lugar, já que os arsenalistas ficaram a 4 ou 3 pontos da equipa de Jesus com menos dois jogos. O Benfica é mais que obrigado a vencer este encontro para se manter colado ao Braga. Depois de Ramires ter ganho ritmo nesta no jogo frente ao U.Leiria, a táctica encarnada terá por base a exploração dos flancos através de Di Maria e Ramires, encontrando em Aimar o distribuidor de jogo certo para o apoio aos extremos e a Saviola que tentará aproveitar os espaços dados por Cardozo após arrastar os defesas para perto de si. Um jogo bastante difícil, a história assim o diz, teremos um Vitória bem diferente da 1ª volta, mas os pontos novamente a cair para o mesmo lado, 0-3.
O Porto joga em casa frente à Naval, o autocarro desta Liga Sagres, poderíamos esperar um jogo difícil para Jesualdo Ferreira e os seus pupilos, mas o facto de terem ganho ao Sporting por categóricos 5-2 acaba por tornar tudo bem mais fácil, um Dragão recuperado psicologicamente é o que se poderá ver neste próximo Domingo, capaz de derrotar qualquer equipa no seu ninho. No entanto a Naval também ela motivada pela passagem ás meias-finais da Taça de Portugal promete ser um osso duro de roer, o jogo emotivo este, 1-0.
Por fim o Braga, difícil de prever um o que acontecer, tudo depende de uma só situação, Setúbal – Benfica, ou a equipa de Domingos Paciência entra em campo com grande pressão dentro de campo, mesmo defrontado o último classificado, por ter 6 pontos de desvantagem para os da Luz, como pode entrar a apenas a 3 ou 4 pontos dos encarnados e entrar em Belém com uma motivação extra. No entanto e nunca fiando, o último classificado acaba por ser sempre o mais falso de todos, jogo díficil mas vitória de Domingos na Segunda, 0-1.

Simão Santana

Resultados Taça de Portugal



Quartos-de-final

FC Porto - Sporting 5-2

Pinhalnovense - Naval 1-3

Sp. Braga - Rio Ave 0-0 (5-6 g.p.)

Paços de Ferreira - D. Chaves 1-2

Jorge Sousa no V. Setúbal-Benfica

Jorge Sousa, da AF Porto, foi o árbitro nomeado para dirigir, no próximo sábado, o jogo entre V. Setúbal e Benfica, no Estádio do Bonfim, relativo à 18.ª jornada da Liga.

Para o mesmo dia está marcada a recepção do Sporting à Académica, que será arbitrada por Pedro Henriques, da AF Lisboa.

No FC Porto-Naval, agendado para domingo, vai estar Hugo Miguel, da AF Lisboa, enquanto o jogo que encerra a jornada, entre Belenenses e Sp. Braga, será dirigido por Bruno Paixão, da AF Setúbal.


Programa:

Sábado
Sporting-Académica, Pedro Henriques (Lisboa)
V. Setúbal-Benfica, Jorge Sousa (Porto)

Domingo
Olhanense-Nacional, Duarte Gomes (Lisboa)
Rio Ave-Leixões, Artur Soares Dias (Porto)
Marítimo-U. Leiria, Jorge Tavares (Aveiro)
V. Guimarães-P. Ferreira, Olegário Benquerença (Leiria)
FC Porto-Naval, Hugo Miguel (Lisboa)

Segunda-feira:
Belenenses-Sp. Braga, Bruno Paixão (Setúbal)

Deco diz que deixa Selecção depois do Mundial



Deco atribui à idade o desejo de deixar de representar a selecção portuguesa depois do Mundial da África do Sul.

O médio luso-brasileiro, de 32 anos, disse em entrevista à Rádio Globo do Brasil já sentir algum cansaço: Encerro o meu ciclo no fim do Mundial. Pela minha idade e porque é cansativo. Despeço-me da seleção depois do Mundial», disse.

Deco estreou-se pela Selecção Nacional ainda em 2003, antes do Euro-2004 organizado em Portugal, precisamente num particular com o Brasil, em que até marcou um golo. Chamado por Scolari na altura, Deco identificou diferenças para o actual seleccionador, Carlos Queiroz: «Scolari é mais emoção e união do grupo, Queiroz é mais teórico e gosta da tática.»

Sobre o Mundial deste ano, Deco diz que a Seleccção tem menos experiência, mas mantém o nível técnico: «Para mim, a seleção de 2006 tinha mais experiência, enquanto esta tem jogadores mais jovens. Na questão técnica, as duas são parecidas.»

Fonte: a Bola

Galeria D´arte

Esta semana fiquem com a grande jogada que deu origem ao primeiro golo do Benfica, no jogo de ontem frente ao Leiria...

"Os sócios não mereciam isto!" - Bettencourt



José Eduardo Bettencourt sofreu à distância com a goleada no Estádio do Dragão. O presidente do Sporting está no estrangeiro, num período de férias propositadamente marcado para os dias posteriores ao fecho do mercado, mas os 5-2 estragaram-lhe o descanso. Bettencourt, que tinha agendado esta saída do país antes de se conhecer o resultado do sorteio, confessa-se mesmo estupefacto com os contornos da derrota que eliminou o Sporting da Taça de Portugal. "Fiquei perplexo com o desfecho do jogo", reconheceu o líder do emblema de Alvalade considerando que a equipa voltou a desiludir e a defraudar as expectativas dos adeptos: "Os sócios obviamente não merecem aquele jogo!"

Bettencourt, que nas últimas semanas conseguiu resolver algumas questões estratégicas do Sporting - desde o litígio judicial com a cervejeira Unicer à renegociação, com a banca, do plano financeiro -, deixa, apesar de tudo, uma mensagem de confiança aos associados e simpatizantes leoninos. "A história do clube voltará a ser grande como já foi", prometeu, convicto, o presidente dos verdes e brancos, obviamente na expectativa de que a equipa reaja imediatamente, já este sábado, em Alvalade, frente à Académica. Bettencourt não vai voltar a Portugal a tempo de assistir a esse encontro com os estudantes, no regresso da equipa comandada por Carvalhal a Alvalade após as comprometedoras derrotas em Braga e no Dragão.

Fonte. o Jogo

Cabeça de Cardozo e classe de Saviola colocam Benfica na liderança da Liga

Nova goleada (3-0) na Luz desta vez sobre o Leiria



Cardozo (10 m), Saviola (60 m) e Ruben Amorim (89 m) fizeram os golos da vitória do Benfica sobre o U. Leiria (3-0). Partida antecipada da 20.ª jornada vale aos «encarnados» a liderança isolada do Campeonato, ainda que à condição, uma vez que têm agora mais um jogo que o Sp. Braga.

Esteve muito competente a equipa da Luz, que pediu a antecipação desta partida devido ao calendário apertado por altura da Liga Europa – joga a 18 e depois a 23 com o Hertha Berlim, não podendo por isso jogar a 21 com os leirienses. Logo aos 10 minutos, Cardozo fez de cabeça o primeiro golo (o 16.º no campeonato), após excelente combinação de Saviola e Aimar. O marcador só voltou a funcionar na segunda parte, mas até lá os «encarnados» dominaram por completo, desenharam bem no relvado, não permitindo quaisquer veleidades ao adversário.

O segundo golo chegou também dos pés de Saviola, desta feita ele próprio na finalização, numa altura em que o Benfica se debatia com (ligeira) tentativa do U. Leiria em inverter o rumo dos acontecimentos. Logo depois, expulsão de Elias deitou por terra quaisquer esperanças da equipa da cidade do Lis, que teve ainda de jogar os derradeiros minutos da partida com o guarda-redes Djuricic em clara inferioridade física. Nesse período, Ruben Amorim, num remate de fora da área, fechou a conta do marcador, apontando o golo 50 do Benfica na competição em 18 jogos.

A equipa de Jorge Jesus salta então para a liderança isolada, com 45 pontos, mais três do que Sp. Braga e nove do que FC Porto, os mais directos adversários na luta pelo título que têm agora menos um jogo disputado. Já o U. Leiria segue na quinta posição, com 26 pontos, menos um que Sporting, mas também em risco de ser ultrapassado por Nacional e V. Guimarães.

Recorde aqui as principais incidências da partida

Fonte: a Bola

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rio Ave elimina Braga nos penaltis

Após mais de 120 minutos sem golos na pedreira foram os "pupilos" de Carlos Brito que passaram às meias-finais da Taça



O Rio Ave conseguiu, esta quarta-feira, derrotar o Sp. Braga na lotaria das grandes penalidades (6-5), após o jogo ter terminado empatado a zero. Com este resultado, os vila-condenses estão apurados para as meias-finais da Taça de Portugal.

O Sp. Braga, sem alguma das suas peças fulcrais por castigo (Vandinho e Mossoró), sofreu esta noite a primeira derrota em casa e acabou por ser afastado da Taça de Portugal.

Na primeira parte as ocasiões de perigo escassearam e nenhuma das equipas revelava a arte necessária para superar as respectivas defesas. Na segunda parte, os guarda-redes foram obrigados a mais trabalho, com Eduardo, do Sp. Braga, a fazer duas defesas seguidas de qualidade.

No entanto, as balizas estavam fechadas a sete chaves e o jogo chegou ao fim do tempo regulamentar sem golos. No prolongamento, a história foi a mesma e teve de ser decidido na lotaria das grandes penalidades.

No 17.º «penalty» o experiente defesa do Rio Ave, Gaspar, marcou e colocou os vila-condenses em vantagem. Na resposta, Rodriguez, do Sp. Braga, acabou por falhar e a sua equipa foi eliminada.

Recorde aqui as incidências da partida

Fonte: a Bola

«Lutaremos até ao limite pelo máximo de vitórias» – Moutinho



O capitão leonino reconhece que a exibição no jogo com o FC Porto não corresponde «à imagem do Sporting» e promete empenho total para «alcançar o máximo de vitórias» nos encontros que falta disputar até final da época.

«Ontem, depois do jogo, e já hoje no balneário, verifiquei que os meus colegas, tal como eu, estão tristes com o que se passou e acredito que todos estarão empenhados em que não volte a suceder o mesmo de ontem. Temos de levantar a cabeça e mostrar aos nossos adeptos que o jogo de ontem não é um jogo à imagem do Sporting, e do que podemos e devemos fazer. Não podemos desmoralizar. Ainda temos jogos muito importantes que decidirão provas em que temos ainda uma palavra a dizer», afirmou João Moutinho, em declarações ao site do clube, quando questionado sobre o estado de espírito para os jogos com Académica (Liga) e Benfica (Taça da Liga), recordando que a equipa mostrou «bom futebol» na série de sete vitórias consecutivas interrompida com a derrota em Braga.

O jogo da Taça de Portugal com o FC Porto, garantiu, «foi preparado tal como todos os outros». «O “mister” Carvalhal transmitiu o que queria de nós e o que se passou é que entrámos mal no jogo, não conseguimos ser a equipa que vínhamos sendo até ao jogo de Braga onde, mesmo perdendo, talvez merecêssemos ter ganho», argumentou.

Então, o que correu mal no Dragão? «Há que dar algum mérito ao nosso adversário, que soube explorar as nossas fragilidades e simultaneamente estava numa noite sim. Mas é importante dizer que motivação não nos faltou», afiançou Moutinho, assumindo que, depois do golo de Izmailov [fez o 1-1], não passava pela cabeça dos jogadores «que pudesse acontecer o que aconteceu».

Convidado a endereçar uma mensagem aos sócios e adeptos do Sporting, o capitão prometeu: «Deixaremos tudo em campo, lutaremos até ao limite para alcançar o máximo de vitórias nos jogos que ainda nos resta disputar. Ainda queremos dar alegrias aos adeptos e, dadas as circunstâncias, a verdade é que cada jogo será uma final para nós».

Fonte: a Bola

Federação não garante Nuno Gomes no Mundial



A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) esclareceu, esta quarta-feira, que a participação de Nuno Gomes, juntamente com Bruno Alves e Liedson, na mais recente campanha publicitária de apoio à Selecção Nacional, não significa que esteja decidida a convocatória do avançado do Benfica para o Mundial da África do Sul.

Em comunicado, a FPF desmente «categoricamente» que Nuno Gomes «tenha recebido “sinal positivo” da FPF ou da equipa técnica para participar em qualquer acção publicitária por estar decidida a sua convocatória para a fase final do Mundial 2010», acrescentando que a estrutura federativa e Carlos Queiroz «estão completamente alheios a qualquer iniciativa de carácter privado levada a cabo entre patrocinadores e jogadores nacionais».

A Federação não faz qualquer referência directa às participações de Liedson e Bruno Alves na campanha publicitária.

Fonte: a Bola

Desafio Difícil

Que avançado Africano jogou em Portugal no fim da década de noventa, passando depois no inicio de século a actuar no campeonato búlgaro???

Responda acertadamente e habilite-se a escrever para a rubrica "Expert da Bola"...