terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pérolas do FM

Esta semana apresentamos aqui, um grande craque do jogo CM 3, da época 98/99. Para além de craque era também uma grande "pechincha". Em 2002 (durante o Mundial desse ano) os fãs de CM pararam, para ver a 1ª aparição pública (para muitos) do criativo Equatoriano.
Senhores e senhoras, aqui fica... Alex Aguinaga, um dos primeiros grandes "canhões por descobrir" da saga CM!


Makukula diz que tinha lugar no Benfica



Em grande destaque no campeonato turco, onde lidera a lista dos melhores marcadores com dez golos, Ariza Makukula está convicto de que podia fazer parte do actual plantel do Benfica.

«Não tenho dúvidas de que podia estar no Benfica. O segredo de estar a jogar aqui [no Kayserispor] é a confiança. Se tivesse oportunidade de estar no Benfica, de certeza que lutaria pelo meu lugar», afirmou o avançado, em declarações à Antena 1.

Makukula não esquece os «tempos difíceis» que viveu na Luz, mas lembra que o Benfica «é um grande clube» e, por isso, seria «com muito orgulho» que voltaria a envergar a camisola da águia.

«Se um dia voltar, fá-lo-ei com muito orgulho e honra. Se não for o caso e se chegarmos a um acordo bom para as duas partes [referindo-se à rescisão do contrato], não terei outra escolha», constatou, revelando que os responsáveis do Kayserispor pretendem garantir o seu concurso, a título definitivo: «Querem falar com o Benfica o mais rápido possível para comprar o meu passe».

Foto: a Bola

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

«No final faremos uma festa todos juntos» - Nuno Gomes



Discurso de ambição, mas também de gratidão. Nuno Gomes reconhece que os adeptos do Benfica têm sido uma grande ajuda para a equipa vencer jogos e já vê um fim de época em grande.

«Continuem assim, estão magníficos, estamos a adorar. Continuem nesta onda, que no final iremos, com certeza, fazer uma festa, todos juntos!». A mensagem de Nuno Gomes para os adeptos, em declarações à Benfica TV, não podia ser mais clara. O capitão de equipa confia numa época de sucessos e que as águias vão celebrar o título.

Conformado com a derrota e consquente eliminação da Taça de Portugal, Nuno Gomes sublinhou o facto de a equi+a ter tido «a posse de bola durante a maior parte do tempo» e de ter atacado «toda a segunda parte», rematando com um «é o futebol».

O espírito de Nuno Gomes é o do resto da equipa. A derrota faz parte do passado e é tempo de pensar já no jogo com o Sporting, no próximo sábado: «A derrota não terá qualquer implicação na equipa e no moral para o derby. São jogos diferentes, de competições diferentes. Não há qualquer problema para jogo em Alvalade. O jogo com o V. Guimarães é passado, infelizmente perdemos, gostaríamos de chegar ao Jamor, mas já estamos concentrados no Sporting».

Nuno Gomes assume que apesar dos percursos diferentes na Liga, o Benfica não pode reclamar favoritismo para o jogo com o Sporting: «É um derby, jogo que carrega mais emoções, os adeptos vivem mais intensamente, mas não deixa de valer só três pontos. É com esse objectivo que vamos para Alvalade. Para jogar no totobola, normalmente as pessoas apostam numa tripla. O Sporting joga em casa, poderá tirar algum partido disso, mas espero que a cruz recaia sobre o Benfica».

As expectativas do Benfica para a época são elevadas – ainda ontem Jorge Jesus disse que o clube entra em todas as provas para ganhar – mas Nuno Gomes recusa pensar muito à frente: «Estamos a pensar jogo a jogo. É com essa mentalidade que temos trabalhado até aqui. Não vamos mudar por até ao Natal sermos a equipa com o calendário de jogos mais difícil. Primeiro pensamos no Sporting, depois no BATE Borisov, pensamos jogo a jogo, independentemente de quem seja o adversário».

Fonte: a Bola

Trinco Esquerdo



André Amante

Leão atinge os 100 mil sócios

O Sporting anunciou esta segunda-feira um marco histórico para o clube, ao atingir a barreira dos 100 mil sócios.

O adepto que terá o número ‘redondo’ no seu cartão de associado será apresentado terça-feira, em Alvalade, numa cerimónia que contará com as participações de José Eduardo Bettencourt, presidente do Conselho Directivo, Dias Ferreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral, e Ernesto Ferreira da Silva, provedor do sócio.

Salvador Marques, sócio n.º 1 do clube leonino, também estará presente.

Fonte: a Bola

«Há sempre quem quer denegrir a imagem dos clubes» - Emílio Macedo



Emílio Macedo, presidente do Vitória de Guimarães, lamenta o apedrejamento ao autocarro após o eliminação do Benfica no jogo da Taça de Portugal, e acusa: «há sempre alguém que quer denegrir a imagem dos clubes».

«Eu não tenho muitos dados, não sei se foi um acto isolado se foi um acto de grupo. Vamos avaliar e depois iremos ver o que se passou», referiu Macedo.

Mas desvaloriza o incidente: «Há sempre alguém que quer denegrir a imagem dos clubes, por isso pode ter sido um acto isolado de uma ou duas pessoas.»

Fonte: a Bola

Resultados: Taça de Portugal

Sábado, 21 Nov:

Oliveirense (LH) - FC Porto (L), adiado

Domingo, 22 Nov:

Valenciano (III) - Belenenses (L), 0-1
Mafra (II) - União da Madeira (II), 1-1 (1-1 ap, 3-2 gp)
Desp. Chaves (LH) - União da Serra (II), 2-0
Oeiras (III) - Pinhalnovense (II), 1-2
Camacha (II) - Vigor Mocidade (III), 1-0
Académica (L) - Beira Mar (LH), 1-1 (1-1 ap, 2-4 gp)
Freamunde (LH) - União de Leiria (L), 2-2 (2-2 ap, 5-4 gp)
Tirsense (II) - Paços de Ferreira (L), 0-0 (0-0 ap, 9-10 gp)
Aliados de Lordelo (II) - Leixões (L), 1-0
Rio Ave (L) - Santa Clara (LH), 1-0
Nacional (L) - Fátima (LH), 0-0 (0-0 ap, 4-3 gp)
Naval 1.º de Maio (L) - Gil Vicente (LH), 2-2 (3-2 ap)
Pescadores Costa Caparica (III) - Sporting (L), 1-4
Sp. Braga (L) - V. Setúbal (L), 3-0
Benfica (L) – V. Guimarães (L), 0-1

Polga diz que está como novo


Novo treinador, novo modelo de jogo e um jogador... novo. Polga, titular frente ao Pescadores, o que aconteceu pela primeira vez desde que saiu do «onze» para um trabalho de recuperação física e psicológica de mais de cinco semanas, disse que se sente um jogador novo, agora que as dores que o apoquentavam desapareceram. Mas não foi só por isso que o embate de ontem teve enorme relevância.

«O jogo de hoje [ontem] era importante não só para mim como para todo o grupo. Era a estreia de um novo treinador, de ideias novas, mas ficou difícil colocar tudo em prática. Mas dentro do possível foi positivo. A segunda parte foi mais fluída e colocámos coisas novas em prática», começou por avaliar o defesa-central, que voltou ao onze, ainda não a cem por cento, mas já sem as queixas que também originaram o mau momento de forma de há algumas semanas.

«Não jogava os 90 minutos há mais de 40 dias, faltou-me algum ritmo e sentido posicional, mas o mais importante para mim era que desaparecessem as dores. Isso aconteceu e agora sinto-me uma pessoa nova para ajudar a equipa», confessou.

Ainda sem ser capaz de identificar o que já mudou de Paulo Bento para Carlos Carvalhal, Polga aposta em voltar à melhor forma e em também ver todo o grupo a subir de rendimento, porque o derby está já aí à porta...

«Ainda é cedo para falar no que mudou. Há ideias novas, daqui para a frente, com mais dias de trabalho, vamos melhorar», realçou, vincando a «boa impressão» com que o plantel ficou de Carlos Carvalhal desde o primeiro dia de trabalho na Academia. Mas a pressão ainda não desapareceu... «Existe pressão por causa dos resultados, mas temos de viver à parte disso», receitou.

Fonte: a Bola

domingo, 22 de novembro de 2009

Guimarães elimina Benfica da Taça de Portugal

Encarnados perdem derradeiro teste antes do derby por 0-1

O V. Guimarães eliminou o Benfica da Taça de Portugal e está já nos oitavos de final. O golo da vitória foi marcado por Lazaretti, após canto de Desmarets, ainda na primeira parte.

Num jogo em que o Benfica atacou mais, criou mais oportunidades, nota positiva também para a organização do V. Guimarães, que soube ir controlando o jogo e minimizando as diferenças evidentes de qualidade entre as duas equipas.

Aos 26 minutos, Gustavo Lazaretti aproveitou a melhor oportunidade dos vimaranenses e cabeceou a bola para o fundo da baliza de Moreira, num pontapé de canto convertido por Desmarets.

O Benfica, que já tinha desperdiçado algumas oportunidades, continou em busca do golo, mas a melhor oportunidade da primeira parte acabou por pertencer a Nuno Assis, que, de cabeça na pequena área, permitiu a defesa a Moreira.

Na segunda parte Jorge Jesus arriscou tudo nas substituições, mas apesar das inúmeras tentativas a equipa encarnada não encontrou o caminho para o golo.

As oportunidades sucederam-se para a águia, enquanto o V. Guimarães praticamente abdicava do ataque. Nilson, umas vezes, a falta de pontaria dos avançados, outras, impediram o empate.

O V. Guimarães está nos oitavos de final da Taça. O Benfica falha o primeiro objectivo da época.

Recorde aqui as incidencias da partida.

Fonte: a Bola

Barco andou à deriva 45 minutos, mas no fim a pescaria até foi agradável

Sporting esteve a perder por uma bola ao intervalo, mas virou para goleada no segundo tempo



O Sporting derrotou, este domingo, por 4-1, os Pescadores da Costa de Caparica, numa partida onde a equipa da III Divisão chegou ao intervalo a vencer, mas depois acabou por ceder na etapa complementar. Carlos Carvalhal estreou-se no banco «leonino» com uma vitória.

A equipa «leonina» teve boas oportunidades para marcar na primeira parte por Liedson e Miguel Veloso, mas o guarda-redes Nuno Madureira esteve intransponível nos primeiros 45 minutos. Depois, aos 22 minutos, num jogada de contra-ataque, Tozé acabou por na primeira oportunidade que teve colocar a sua equipa em vantagem.

Na segunda parte, o Sporting entrou praticamente a ganhar, aos 52 minutos, de livre directo Miguel Veloso empatou. Aos 57 minutos, Liedson sofreu falta na área e João Moutinho apontou a grande penalidade. Aos 63 minutos, Miguel Veloso bisou ao finalizar uma jogada de envolvimento. Aos 68 minutos, Vukcevic cruzou e Liedson estabeleceu o resultado final.

A partir dos 70 minutos, o Sporting passou a jogar com menos um jogador, após a expulsão de Tonel. O resultado já não sofreu mais nenhuma alteração.

Recorde aqui as incidências da partida

Fonte: a Bola

Será que Queiróz anda atento?

Makukula bisa na vitória do Kayserispor e já merecia nova oportunidade na selecção



Makulula continua em grande na Liga turca. O avançado que o Benfica emprestou ao Kayserispor é o melhor marcador da competição (dez golos) e conseguiu «bisar» nas últimas duas jornadas. Neste domingo a vítima foi o Diyarbakirspor.

O internacional português marcou os dois únicos golos da partida, ambos na segunda parte (48 e 74m). Com um contributo preponderante de Makukula, o Kayserispor posiciona-se nos lugares europeus (5º lugar), com 25 pontos, menos seis que o líder Fenerbahce.

Fonte: maisfutebol.com

Rogério Alves responde a Paulo Bento: "Duvido que saiba o significado do termo ética"



Em grande entrevista ao Record, Paulo Bento deixa vários recados ao universo sportinguista. Um dos principais visados é Rogério Alves, presidente da Assembleia Geral do Sporting, a quem Paulo Bento acusa de, nos últimos quatro meses, não ter tido "comportamentos éticos".
Em declarações ao i, Rogério Alves diz que estas declarações de Paulo bento são "um exercício patético de desculpação." "Tenho muitas dúvidas que Paulo Bento saiba o significado do termo ética. Se soubesse manter-se-ia num silêncio humilde e não nesta arrogância boçal com que tenta disfarçar as suas indisfarçáveis culpas."
Na entrevista de seis páginas, Paulo Bento aconselha ainda o presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt para que não se deixe controlar por certas franjas. "Espero que Bettencourt não perca a coragem", afirma. O ex-treinador do Sporting diz ter existido uma estratégia para atingir Ribeiro Teles, Pedro Barbosa e ele próprio, revelando ainda que mudanças na estrutura do clube, como a entrada de Sá Pinto já estavam a ser preparadas há algum tempo. "Por minha vontade Sá Pinto não trabalharia no futebol. Tem a ver com questões de confiança."
Rogério Alves é da opinião que Paulo Bento deve reflectir sobre a herança que deixou ao Sporting e sobre de quem é a culpa pelos problemas do clube. "Para Paulo Bento conhecer o responsável pela miserável posição em que nos deixou, só precisa de duas coisas: bom senso e um espelho. Deixe o nosso Sporting - que eu sei que não é o dele - em paz."
Sobre o futuro, Paulo Bento afirma ainda que dificilmente voltará ao Sporting, mas não fecha a porta a outro grande. "Apresentei a demissão e a partir daí sou livre. Com a mesma liberdade e independência com que entrei."

Fonte: I

Bruno Paixão diz que cumpriu a lei

Bruno Paixão aceitou explicar publicamente as razões que o levaram a decidir não dar início ao Oliveirense-FC Porto. Embora se tenha justificado com a Lei 5 dos regulamentos, não detalhou o motivo essencial por este se encontrar no relatório do encontro e, como tal, estar proibido de revelar. "As leis de jogo são claras no que diz respeito às condições do terreno. Há várias razões pelas quais um árbitro pode cancelar ou não um jogo. Havia uma que preenchia os requisitos e mais não posso dizer, porque é assunto de relatório. Estará lá tudo devidamente justificado. Só estou aqui para cumprir com as leis", referiu.

Depois do aquecimento das duas equipas, período durante o qual não parou de chover e que o árbitro aproveitou para espreitar minuciosamente as condições do relvado, Bruno Paixão decidiu chamar os delegados da Federação e dos dois clubes para informá-los de que a partida não iria realizar-se. "Os senhores estiveram cá e viram o mesmo que a equipa de arbitragem viu. Há procedimentos que têm de ser cumpridos. Esta foi uma decisão consciente e com bases nos regulamentos da Federação", insistiu, sem nunca confirmar se considerou que a integridade física dos atletas estaria em causa, se o relvado não permitia que a bola rolasse, ou se não existiam condições de segurança para os atletas e adeptos.

Fonte: o Jogo

sábado, 21 de novembro de 2009

Bento: «Quiseram atingir 3 pessoas e afetaram todo o grupo»

EX-TREINADOR DO SPORTING EM GRANDE ENTREVISTA RECORD



R - O que aconteceu esta época era expectável, atendendo ao fraco investimento e aposta continuada dos rivais. Como é que achou possível lutar de igual para igual?

PB - O que me fez ficar no Sporting teve a ver com a entrada de José Eduardo Bettencourt para presidente e a continuidade de uma estrutura que ele pretendia manter. Tendo em conta alguma estabilidade do trabalho desenvolvido, até porque em três dos quatro anos estivemos perto de atingir o máximo objetivo - mesmo no ano em que apanhámos a equipa mais ou menos na altura em que o novo treinador agora encontra. Por isso, acreditámos que era possível estar na luta mesmo sabendo que o FC Porto continuava com uma cultura de vitória muito grande e estável em termos de equipa técnica, voltando a investir forte, enquanto o Benfica, tendo ficado sempre atrás do Sporting nas 4 épocas anteriores, tinha repetido um enorme investimento.

R - Acreditava que a estabilidade poderia voltar a dar coisas boas e que o Benfica poderia passar mais um ano sem acertar nas escolhas?

PB - Acreditávamos acima de tudo no nosso trabalho e que poderíamos combater duas equipas que, cada uma à sua maneira, tinha melhores condições que nós. Mas agregado a isso, outras condicionantes a nível desportivo e um determinado ambiente que se criou desde a primeira hora, acabou por afetar essa estabilidade. Por isso digo que estive 4 meses a mais, o melhor momento teria sido o final da temporada.

R - O ambiente criado em redor da equipa foi manipulado ou teve causas naturais?

PB - Houve um ambiente mais legítimo que sei distinguir. O direito das pessoas, durante ou no final de um jogo, manifestarem a sua insatisfação pela produção da equipa e pelo resultado, é normal. Isso só surgiu após o jogo com o Belenenses. Agora, tudo aquilo que foi anterior é que não é normal. Aliás, disse-o numa conferência de imprensa, que não sabia quem eram os atores mas sabia qual o cenário que estava montado.

R - E era...?

PB - Um cenário que pretendeu desde cedo atingir certas e determinadas pessoas, pensando talvez que não atingiria o mais importante que eram os jogadores. O problema é que atingiu toda a gente e numa fase muito precoce da temporada.

R - Mas não devem estar todos preparados para essa pressão?

PB - Todos devemos estar preparados para a cobrança, pressão, insatisfação. Agora é muito mais difícil para um grupo que não tem grande maturidade, combater determinadas situações. Não é normal a receção que tivemos depois de passarmos uma eliminatória (Twente). E não interessa que tenham sido duas ou três pessoas uma vez que quem o fez pensou bem no que queria fazer, foi concertado, não foi espontâneo. Não é normal que após a 1ª jornada do campeonato, empatando fora de casa, o ambiente se tenha repetido com mais gente.

R - O objetivo dessa ação concertada era a cabeça de Paulo Bento?

PB - Não, à partida não seria a cabeça do Paulo Bento. Mas o episódio repetiu-se após o jogo de Florença. Creio que o cenário foi montado e orientado em primeiro lugar para as três pessoas que saíram agora. E fizeram-no de duas maneiras: uma, atingindo o Pedro Barbosa para ver se chegavam ao treinador e outra pelo treinador para ver se atingia as outras duas pessoas. Isso parece-me evidente. A mim, faltou-me capacidade para tirar os jogadores desde ambiente e desta turbulência e colocá-los a jogar de maneira diferente. Mas como é óbvio houve questões exclusivamente desportivas que tiveram como consequência maus resultados e falta de qualidade do futebol praticado.

R - A estratégia, então, resultou!

PB - Não sei. Eu saí pelos resultados e por a equipa não ter capacidade para jogar melhor. A minha saída e a entrada de outras pessoas leva a que o ambiente se acalme, pois se calhar tem a consequência de tranquilizar outras franjas do clube. Essa obrigação eu não a tinha. O que tinha de fazer era treinar e defender os interesses do Sporting e isso acho que fiz de uma forma competente. Depois, preocupo-me pouco com o parecer. Gosto mais de ser do que parecer. Se quisesse sair pelo ambiente que estava criado, poderia ter saído quando viemos da Madeira (Nacional) em 2007/2008, quando invadiram garagem na oitava jornada de 2008/2009 após o jogo com o Leixões, quando parei à porta da academia depois do encontro com o Bayern - e tudo isto com a minha família por perto a assistir. Por isso, não era por 200 ou 300 indivíduos quererem invadir a garagem de Alvalade que eu iria pedir para sair. Passei por outros episódios enquanto jogador e nunca o fiz. Mas digo uma coisa: se um dia o Sporting, pela falta de militância que dizem ter neste momento, apenas tiver 6600 adeptos no estádio e os 6000 conseguirem calar os 600, o Sporting será melhor clube. Eu respeito-os a todos. Mas respeito muito mais os 6000 que pagam a gamebox e têm direito a algumas coisas do que os 600 que ainda recebem alguma coisa em troca e que têm o dever de apoiar.


ROGÉRIO ALVES NÃO TEVE COMPORTAMENTOS ÉTICOS

Record - A dado passo usou a imagem do Titanic e de alguém que saltava para o bote salva vidas. A quem se referia?

Paulo Bento - Foi antes do jogo em Florença, quando se fizeram passar mensagens com o intuito de denegrir e criticar o trabalho do diretor do futebol. E neste contexto algumas pessoas, nomeadamente o presidente da mesa da AG, o dr. Rogério Alves, teve algumas intervenções em que misturava a amizade com o trabalho. Nessa altura, tive o cuidado de dizer que quem estivesse dentro [do Titanic] não se pusesse fora. Essa mesma pessoa, que é uma figura do clube pelo cargo que ocupa e não tanto por aquilo que tenha feito na história do Sporting, pelo menos que eu conheça, teve ao longo destes 4 meses alguns comportamentos que não foram, na minha opinião, nem corretos nem éticos. Concretamente algumas declarações nesta fase final do meu trajeto. Mas eu sei o que me foi dito pessoalmente no passado e o que foi dito atualmente por outra via. Com a responsabilidade que tem, no clube e socialmente, o que disse sobre a tentativa de invasão das instalações do Sporting não me parece minimamente solidário nem correto. A nobreza que ele diz que eu tive na minha saída não foi a mesma que manifestou nestes últimos tempos.*

Fonte: Record

*As restantes partes da entrevista podem ser lidas na edição online do jornal Record.

Carvalhal: «Não me escolheram pelos meus lindos olhos»

DESVALORIZA O FACTO DE NÃO TER SIDO PRIMEIRA ESCOLHA

Carlos Carvalhal concedeu hoje a sua primeira conferência de imprensa enquanto treinador do Sporting. O objetivo era lançar o jogo deste domingo, com o Pescadores da Costa da Caparica, mas outros temas acabaram por se sobrepor ao encontro da 4.ª elimintatória da Taça de Portugal. A começar pelo facto de não ter sido primeira escolha para técnico dos leões, facto que Carvalhal desvalorizou.

"Cada vez que há uma vaga para treinador, o que infelizmente acontece muito em Portugal, aparecem sempre 10 nomes. E, pela minha experiência, 80 ou 90 por cento dos nomes lançados não especulação", começou por dizer Carlos Carvalhal, sublinhando, de seguida: "De certeza que não fui escolhido por ter uns olhos muito bonitos, mas por acharem que tenho competência".

O objetivo, para já, é "tranquilizar a equipa e elevar os índices de confiança", refere o sucessor de Paulo Bento, salientando que "é importante não dar o segundo passo antes do primeiro. E o primeiro é o jogo de amanhã da Taça dce Portugal". "Só chegaremos ao terceiro passo depois do primeiro e do segundo" ou, por outras palavras, "não adianta pensar no amanhã, se não aumentarmos os níveis de confiança", argumenta.

Cavalhal mostra-se ainda encantando com a realidade que encontrou no novo clube e agradece a Sá Pinto, que, diz, "tem sido inexcedível no apoio à equipa técnica e aos jogadores". O técnico deixou ainda uma palavra aos adeptos: "Esperamos retribuir, já a partir de amanhã, o apoio que nos têm manifestado".

Foto: Benfica

Off Side - os apanhados da bola

Esta semana escolhemos um vídeo que muita tinta fez correr desde quarta-feira... as imagens falam por sim!

Maniche: "Disse na cara de Carlos Queiroz que tenho lugar na selecção"

"Se é para ficar no banco, não quero ser chamado." Foi na Hungria que acabou o percurso do médio. A entrevista do adeus



A carreira está quase feita. Na selecção, acabou. Maniche passeia agora o nome enquanto lhe apetece jogar futebol. Recebe a reportagem do i no centro de estágio do Colónia, deixa-se fotografar no bosque onde os alemães fazem jogging e não lhe ligam nenhuma. É essa calma que procura, depois de uma viagem turbulenta, especialmente nas passagens pelo Benfica, pela Rússia ou por Madrid.

Agora a Alemanha porquê?

Viajei muito, passei por muitos clubes, este é o país que faltava e ainda não me desiludiu. Vou conhecendo mais do clube e da cidade, está tudo a correr bem, a mim e à equipa.

Ainda há uns anos, o Colónia estava na segunda divisão. Querem ficar do meio da tabela para cima?

Ficar entre os oito primeiros era muito bom. Temos qualidade para isso.

Mas jogou no Chelsea, no Inter... o que aprende aqui?

A disciplina. Os alemães são muito rigorosos e disciplinados. Quando se marca uma hora, é a hora de lá estar. Em Portugal, Espanha e Itália, podemos pôr uma música até às 11 da noite, mas aqui já é mais complicado; nessa altura já é para estar a dormir. As minhas filhas levantam-se às 7h30, entram às 8 em ponto e na escola não há relógios, toques, nada a não ser a responsabilidade.

E no futebol?

Quando se está habituado a jogar nos melhores clubes do mundo, tudo parece estranho. Não tinha noção da dimensão do clube, mas há excelentes condições de trabalho e o estádio está sempre cheio com 54 mil pessoas.

É verdade que é obrigado a tratar das botas?

Não [risos], eu tenho sorte, há quem trate. Os miúdos fazem isso. Aqui têm essa humildade, passam isso aos jovens. Levam os coletes e as bolas para o campo e nós, os que temos mais estatuto e nome, obviamente não nos preocupamos com isso. Já foi tempo - quando eu estava no Benfica, limpava as minhas botas, nos juvenis e nos juniores.

Tem estatuto, mas também tem uma responsabilidade maior.

Sim, por aquilo que ganhei, tenho uma palavra a dizer. Estes miúdos viram-me a jogar um Mundial e um Europeu em que as coisas me correram bem. Para eles, treinar ao nosso lado [refere-se a Petit, colega] é uma novidade. Falo com eles, tento colocá-los numa situação de igualdade e digo-lhes que se trabalharem também chegarão ao topo. Há uns que são humildes, outros não e aí não vale a pena falar porque entra por um ouvido e sai pelo outro.

Este é o contrato de fim de carreira?

Não. Tenho uma vantagem - fui eu que escolhi este clube, vim porque quis. Não é pelo dinheiro que estou aqui, apesar de o contrato ser idêntico ao que tinha em Espanha. É uma questão de estar contente comigo e viver num clube tranquilo onde tenho condições de trabalho e a minha cabeça não está stressada. Tenho consciência de que o futebol não vai durar sempre e agora o que quero é tranquilidade. Viajei muito, passei muita coisa na minha carreira...

O Benfica foi o início da viagem.

Foram nove anos, aos 16 estava a treinar no plantel profissional. Apanhei o Caniggia e o Ricardo Gomes [risos].

Risos porquê?

São ídolos, queria jogar ao lado deles, vê-los. Tinha curiosidade só de olhar para o Caniggia. Era amigo do Maradona, amigo do meu ídolo! Só de estar ao lado dele sentia-me feliz. Num estágio, fui colega de quarto do Ricardo! E o Valdo? Gostava muito dele, falava muito comigo.

Dizia-lhe o quê?

Que eu tinha qualidade, para não a desperdiçar e para ser humilde. Para esperar porque, com o tempo, a qualidade vinha ao de cima - naquela altura tinha de esperar bastante porque havia muita gente boa na minha posição, o Valdo, o Paulo Bento... Depois fui emprestado ao Alverca, três anos, subimos à primeira divisão (um feito histórico naquele clube) e regressei ao clube por intermédio do Jupp Heynckes, a quem devo muito. Foi ele que me colocou a jogar na linha. Fui melhor marcador do Benfica, depois do Nuno Gomes, a jogar a médio direito e a médio esquerdo.

Falou com o Jupp Heynckes desde que regressou à Alemanha?

Jogámos contra o Bayer Leverkusen [derrota 1-0], fui ter com ele ao banco, estivemos à conversa e ele disse-me: "Agora que és bom jogador é que és meu adversário?" O Bayer está bem, é líder.

Mas no Benfica acabou por ter aquela saída conflituosa. Porquê?

Não cheguei a entendimento para a renovação do contrato. Tinha de mudar de empresário para renovar, toda a gente sabe. Fui para o FC Porto, acabei por ir para o sítio certo na altura certa. No fundo, se calhar hoje agradeço ao Benfica essa saída. Atenção, digo isto porque não foi por mim que não fiquei. Mas tinha de trocar de empresário.

Mourinho convenceu-o facilmente a ir para o Porto?

Eu já estava a treinar à parte, andava lá a correr às voltas. Depois o Sindicato dos Jogadores lembrou ao Benfica que isso era ilegal e fui para a equipa B, treinada pelo Veloso. O FC Porto queria fazer uma equipa com gente nova que tivesse ambição. Mourinho teve essa visão, foi buscar-me a mim e a outros.

O que lhe disse Mourinho?

"Nem preciso de falar contigo, basta olhar. Sei o que és, agora é só colocar isso dentro do campo." Foram as palavras dele.

José Mourinho é o pai da sua carreira?

Sim, foi com ele que conquistei os títulos mais importantes e o reconhecimento internacional. No FC Porto reencontrámo-nos. Ele já me conhecia, temos uma personalidade idêntica, somos frontais e directos, dizemos o que queremos e pensamos, apesar dos anticorpos que podemos criar. Mourinho deu-me o privilégio de jogar num dos melhores clubes do mundo, de ganhar. Se não fosse isso, se calhar não estava aqui a dar esta entrevista.

Gostava de ter vivido no Benfica o que viveu no FC Porto?

Não me passava pela cabeça jogar no Porto. Quando se cresce num clube desde os nove anos, um clube onde apostaram em mim e me deram carinho - lembro-me que me tiraram do bairro onde vivia, o Nené e o Porfírio Alves, e me meteram numa casa para eu não me desencaminhar para outras vidas. Hoje não fumo nem bebo - obviamente não esperava nem merecia o que me fizeram. Não sei se o Benfica poderia alcançar o mesmo, mas claro que sonhava com isso. Depois, no FC Porto, com tudo o que aconteceu, ganhei mais carinho por aquele clube, apesar de lá ter estado menos tempo.

O Benfica marcou-o. Ainda há pouco tempo dizia que o seu irmão, Jorge Ribeiro, jogava num clube que o tratou mal. A si.

Senti-me um filho da casa que não foi valorizado. E, ao fim e ao cabo, não foi só comigo. No Benfica temos exemplos que chegam e são mal tratados. O Benfica não sabe apostar na formação.

O seu irmão - Jorge Ribeiro - foi reintegrado mas ainda há pouco tempo estava a treinar à parte porque não encontrou colocação.

Não compreendo. Um director desportivo vai buscar o meu irmão (quando o contrataram ao Boavista, o Rui Costa já lá estava), o treinador não o quer (isso é compreensível, não é obrigado) mas obviamente deve haver respeito. Há valores acima disso tudo! O meu irmão custou zero ao Benfica e deviam ter mais consideração. Fala-se muito do FC Porto, mas no fim o Benfica faz pior.

Depois de ganhar tudo no FC Porto, foi para Moscovo.

Não foi bem pensado. Foi um contrato muito bom, foi a partir daí que encaminhei a minha vida e se o futebol acabasse hoje estava tranquilo. Contudo, na altura, havia alternativas que deviam ter sido exploradas. Nestas coisas do futebol há sempre interesses e por vezes só mais tarde é que se percebem algumas coisas. Se fosse agora... dou um exemplo, antes de vir para aqui podia ter ido para a Turquia, se calhar ganhar um dos melhores salários que já tive, mas não fui porque já tive essa experiência. Depois, estava na Turquia e ao fim de dois ou três meses queria vir embora. A Rússia... era tudo muito bonito, o projecto, tudo, mas quando se vai de um clube como o FC Porto, a mudança é drástica.

E foi emprestado para o Chelsea. Ficou desiludido com o facto de Mourinho não exercer o direito de opção?

Não, não lhe guardei rancor, compreendi a situação. Muita gente desconhece, mas fui para o Chelsea em condições especiais. Em primeiro lugar, porque estava farto de Moscovo, estava descontente, e disse-lhes: "Ou me deixam sair, ou acabo a minha carreira." E ainda tinha mais cinco anos de contrato [gargalhada]. Tinha de sair dali, não aguentava mais. Era Novembro, o campeonato estava parado, tinha uma lesão e precisava de ser operado. Depois falei com Scolari [então o seleccionador] para me aconselhar, porque precisava de perceber como seria melhor por causa do Mundial-2006. Ele disse-me para avançar com a operação, que não havia problema, que me levaria ao mundial de qualquer forma. Só era preciso um clube para fazer a recuperação e começar a jogar. Era o Chelsea. Por acaso, a recuperação até correu mal. Mourinho acabou por me fazer um favor. Ele precisava de um jogador para o lugar do Essien, que tinha ido para a Taça das Nações Africanas e eu nem consegui ajudar muito. Se calhar, se tivesse ido para o Chelsea quando foram o Tiago, o Paulo Ferreira e o Ricardo Carvalho, ainda lá estava até agora.

Voltou ao Dínamo e conseguiu transferir-se para o Atlético de Madrid.

Depois o Mundial correu-me bem. Apareceram interessados e para onde é que eu vou? Atlético Madrid! [gargalhada].

Então?

É sempre assim. Com tantos interessados, vou para o Atlético, tudo bem, um grande de Espanha, mais não sei quê... joguei sempre, fomos à Liga dos Campeões, mas depois tive aquele desentendimento com o treinador.

Javier Aguirre pensou que você simulou uma lesão para não ir a um jogo da Taça do Rei, contra uma equipa da segunda divisão.

Toda a gente desconfiou da minha lesão.

Ele também.

[não percebe a questão] Você também? [mais uma gargalhada] É normal!

Não, eu não. Ele, o treinador!

Ele desconfiou mais que todos! Mandou-me fazer um exame, confirmou a lesão, mas o médico não falou com ele a tempo de me convocar. Ele não sabia o que se passava, não acreditou, mandou-me fazer um segundo exame, não se convenceu e desconfiou da minha palavra. Depois do jogo, disse-me que estava farto de mim e que não me queria ali. E eu disse-lhe coisas que não devia ter dito...

O quê?

Que era fraco, que era má pessoa e muito fraquinho como treinador. Depois tive de ir para o Inter. O presidente [Moratti] sempre me quis lá. Aliás, logo na altura em que fui para o Atlético Madrid, mas nessa altura não tinha conseguido chegar a acordo com os russos. Fui para a Rússia por 22 milhões de euros e acho que depois pediram 16 para eu sair.

De qualquer forma, em Itália também durou apenas seis meses.

Pois, mais tarde vim a saber que o treinador [Mancini] não me queria, a primeira opção era outro jogador. O Inter, o Inter... ouvi o nome e fui logo para o Inter, mas joguei pouco. Depois o Mancini pediu-me desculpa e disse-me que errou comigo. As pessoas não têm ideia, mas quando sabes que te querem e que és a primeira opção, isso faz toda a diferença. Não foi o caso. Trabalhava mais do que os outros e não jogava.

No Inter, o balneário tinha grandes nomes. Impressionava-o?

Olhava para um lado, via o Figo, olhava para o outro, via o Ibrahimovic, olhava em frente e via o Zanetti e o Vieira. No Chelsea era a mesma coisa! Mas tudo isso foi um privilégio, foi currículo. Um dia posso dizer aos filhos: "Olha, o pai ganhou isto, equipou-se ao lado daquele." Ou então posso dizer: "Olha, o pai errou ali. Se não tivesse dito aquilo, ainda lá estava." O mais importante é andar na rua de cabeça levantada, sem ninguém dizer que és falso ou hipócrita. Hoje, olho para trás e os meus arrependimentos são mínimos porque o futebol me deu tantas coisas boas que esqueço uma ou outra situação negativa. Se calhar, o que mais me prejudicou foi ser verdadeiro.

Em que relações se sentiu prejudicado?

No futebol não se pode expressar sentimentos, não se podes dizer tudo o que se pensa porque depois se acaba prejudicado por alguém. Não se pode dizer que se merece jogar porque o treinador leva a mal. Não se pode dizer que se tem lugar numa selecção porque depois nos acusam de falta de humildade. Ou se guarda o pensamento ou se é politicamente correcto. Mas não me queixo. Apesar de tudo, construí uma vida óptima.

Falou em selecção. Ainda é jogador de selecção?

Não. Não penso na selecção. Com toda a franqueza, não penso mais. Tenho orgulho em dizer aos meus amigos que Portugal vai estar no Mundial, tenho orgulho em ser português mas...

Isso é uma novidade. Está a dizer adeus à selecção?

É novidade para vocês mas já o disse ao seleccionador. Manifestei-lhe a minha indignação e insatisfação com o que estava a acontecer. Sabia que tinha lugar. Não gosto de ficar no banco ou de fora, isso não é para mim, não apenas pelo passado mas pelo valor que sei que ainda tenho. Disse isso na cara da pessoa.

Quando é teve essa conversa com Carlos Queiroz?

Foi na Hungria [jogo a 9 de Setembro, para o qual foi convocado mas ficou na bancada]. Disse-lhe na cara o que senti, que daquela forma o melhor era não me convocar mais. Só para fazer número? Sempre me habituei a fazer parte da selecção e da solução.

Em Fevereiro percebeu-se que estava preocupado com a campanha, acusou jogadores de não se empenharem.

Isso foi depois do jogo com o Brasil [derrota 6-2 no particular em Brasília].

Viveu o tempo de Scolari e do Queiroz. A identificação entre jogadores e treinador é comparável?

As mudanças têm de existir. Isso é normal e as coisas são sempre diferentes. Atenção, não acho que o meu lugar deve estar reservado apenas porque estive bem no Euro-2004 e no Mundial-2006. Nada disso, o passado vive nos museus. Mas agora, nesta campanha, vi convocatórias que não existem, que é para não dizer outra coisa. Mas não vale a pena pensar nisso. De certeza que quem está na selecção merece a confiança do seleccionador. O que interessa é o que sinto e isso foi expresso na cara dele.

Uma vez disse: "Sou um jogador de grandes golos."

Quando se está confiante e as coisas correm bem, até se pode chutar de baliza a baliza. No Euro-2004, contra a Holanda, queria fazer aquele golo [remate cruzado, fora da área]. Mas às vezes sai de uma forma... e fica-se a pensar: "Mas eu fiz mesmo aquilo?" Se calhar foi da bola, aquela bola dava muitas curvas, ainda bem que deu aquela [risos].

Foi o golo da sua vida?

Sim, um dos melhores e dos mais importantes. Também fiz dois golos ao Braga, pelo FC Porto, muito bons. Outro à Holanda, no Mundial. Marquei um na Rússia muito bom, foi o único.

O único? Só um golo na Rússia?

Só! Não estive lá muito tempo! Estava à espera de cinco anos [continua a rir].

Que vida era aquela em Moscovo? Passou uma reportagem na SIC. Tinha uma casa que parecia um castelo!

Íamos aos restaurantes e tínhamos de dar uma comissão de dez por cento aos empregados. Era incrível, treinávamos de manhã e de tarde íamos para o centro. Só que no caminho demorávamos duas horas! O trânsito era infernal! Depois estávamos por ali, jantava-se e ficávamos pelo restaurante porque os restaurantes tinham bar. De resto, era compras, estar em casa, andar com a malta.

Havia muita vodca e pouca cerveja?

[não responde, apenas sorri] Aquilo é de mais. É bom para ir quatro ou cinco dias de férias. É bonito, uma cultura diferente. As pessoas são muito desconfiadas, talvez pelo passado. Faz muito frio, mas saquei muita coisa boa.

Ainda vai jogar no Sporting?

Não quero arrastar-me nos relvados, não quero chegar a Portugal e que me chamem chulo ou digam que estou velho. Em Portugal acha-se que aos trinta anos estamos velhos para jogar futebol. O Sporting é o clube do meu coração, o meu pai fez-me sócio logo de pequenino, tenho carinho mas não está nos meus planos jogar lá.

Se cumprir o contrato com o Colónia (dois anos), fica tarde?

Não, não... não quero acabar em Portugal. Mesmo antes de vir para aqui coloquei a hipótese de acabar a carreira. Acabei por assinar por dois anos . Depois logo se vê. Enquanto tiver vontade de me levantar cedo e vir para o treino, o que já é um bocado difícil, ainda continuo. Mas estou preparado para terminar.

Fonte: I

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Futebol de Gabinete


O rei ficou de cuecas!

Estas duas próximas semanas irei pronunciar-me sobre o desempenho e a situação financeira do Benfica, após a publicação do relatório & contas da época 2008/2009. Para os mais desatentos, importa clarificar que esta análise reporta à época em que Quique Flores foi o treinador dos encarnados e, portanto, nada tem a ver com esta época, apesar de indiciar algo bastante pior para o presente ano e de eu admitir que estou bastante curioso acerca do que nos irá aparecer à frente nessa altura.

Como irei mostrar, verificou-se um agravamento substancial na actividade desportiva do clube nesse ano, ao qual não apenas se contabilizou uma redução nos proveitos, mas inclusive um aumento exponencial dos custos (coluna vermelha).

Prestações de serviços. Aumentaram 3 milhões de euros em relação à época anterior, devido essencialmente ao aumento da publicidade e dos patrocínios e às receitas televisivas. Neste campo, o Benfica soube como gerir as relações com estas entidades no sentido de cobrar mais por uma equipa melhor mas que, como sabemos, acabou por não ter os resultados desejados (e para os promotores talvez também não).

Custos com pessoal. Destaca-se um aumento bastante elevado (10 milhões de euros) em função do aumento das remunerações gerais fixas (7 milhões de euros) e dos contratos de rescisão com Quique Flores e os seus técnicos (quase 3 milhões de euros). Realce-se, ainda, o aumento de quase 2 milhões de euros em custos operacionais relacionados com o acordo realizado com o Alverca sobre pormenores do passe do atleta Mantorras (um activo claramente desvalorizado, inutilizado e desnecessário ao clube), entre outros réditos.

Só com estas “brincadeiras”, o clube passou de resultados operacionais de quase 4 milhões positivos em 2008 para quase 30 milhões de euros de prejuízo. Isto é, uma quebra de 34 milhões de euros!

Por fim, o resultado líquido do exercício (prejuízo/coluna roxa) atingiu os 34 milhões de euros em função, também, do aumento dos custos financeiros (juros à banca, normalmente) o que indicia cada vez maiores necessidades de recorrer ao crédito devido à falta de lucros.

É inquestionável que os prejuízos do clube serão reflectidos nos capitais que os accionistas investiram no clube, restando agora saber (e viremo-lo na próxima semana) se, em contrapartida, o passivo diminuiu (atenuando estas perdas) ou se, a juntar ao péssimo desempenho, também ele foi agravado. Veremos…















Jorge Manuel Honório

«Ninguém espera um bom espectáculo» - Jesualdo



O treinador do FC Porto, Jesualdo Ferreira, assumiu que na partida do próximo sábado com a Oliveirense, em jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal, a vitória é a «intenção exclusiva» da formação que orienta, mas ressalva que, dadas as condições do relvado, «ninguém espera que aconteça um bom espectáculo.»

«O FC Porto vai jogar com intenção exclusiva de vencer o jogo, mas certamente ninguém vai esperar que amanhã, em Oliveira de Azeméis, aconteça um bom espectáculo», disse o técnico dos portistas, em conferência de imprensa de antevisão da partida com a formação de Oliveira de Azeméis.

Jesualdo garantiu que, no entanto, o que está em causa «não se resume ao estado do relvado.» «Passa também pelo enquadramento do estádio. Com muito respeito pela Oliveirense e pelos seus sócios, mas têm de concordo que não é num estádio daqueles e num relvado naquelas condições que se poderá realizar um bom jogo, apelativo para eles [sócios]», remata.

Fonte: a Bola

UEFA apoia investigação contra a corrupção da verdade desportiva




Comunicado da UEFA

Sexta-feira, 20 de novembro de 2009 Gabinete Executivo


A UEFA confirmou que tem apoiado as autoridades alemãs na sequência do comunicado de quinta-feira, e depois da conferência de imprensa desta sexta, levada a cabo pelas autoridades da Alemanha, onde confirmaram a detenção de vários indivíduos pela polícia devido a alegações de corrupção e resultados combinados em cerca de 200 jogos, a UEFA pode confirmar que tem vindo a auxiliar as autoridades deste país nas investigações que têm levado a cabo.

UEFA activamente envolvida

A UEFA tem estado activamente envolvida nas investigações e prestou assistência com a entrega de informação detalhada através do seu Sistema de Detecção de Fraudes em Apostas. Este sistema monitoriza todas as competições da UEFA e todos os jogos dos primeiro e segundo escalões das Ligas europeias em busca de padrões de apostas suspeitos. A seu pedido, foi entregue às autoridades alemãs informação sobre um conjunto de desafios.

Jogos em causa

Dos jogos em causa, a maioria diz respeito a partidas do campeonato de nove países, sob a jurisdição das autoridades e federações nacionais de futebol dos países em causa. Um pequeno número desses encontros envolvia jogos das competições europeias – 12 jogos da UEFA Europa League e três da UEFA Champions League –, todos eles respeitantes a pré-eliminatórias. Posteriormente, serão fornecidas mais informações sobre cada um desses jogos. Esses encontros fazem, contudo, parte da lista de 40 jogos da UEFA anteriormente considerados como estando sob suspeita.

A dar frutos

Sobre este caso, o Secretário-Geral da UEFA, Gianni Infantino afirmou: "Primeiro que tudo, gostaria de agradecer às autoridades alemãs pela sua acção e pela sua boa colaboração. Esta caso prova que é possível para as autoridades investigadoras de qualquer estado trabalharem em conjunto com entidades responsáveis pelo desporto, no que toca à corrupção e aos resultados combinados, e é gratificante ver que o Sistema de Detecção de Fraudes em Apostas, introduzido pelo Presidente da UEFA, Michel Platini, está já a dar frutos. Vamos continuar a lutar contra quaisquer formas de corrupção no futebol europeu, com uma política de tolerância zero".

Dureza nas sanções

"A UEFA vai exigir aos tribunais competentes a mais dura das sanções para com quaisquer indivíduos, clubes ou dirigentes envolvidos nesta má conduta, seja sob a jurisdição do Estado, seja sob a jurisdição desportiva".

Fonte: UEFA.com