terça-feira, 24 de novembro de 2009

Argel: "Não faz piadinha com português que eu meto logo à porrada!" - vídeo

O brasileiro diz-se benfiquista e recorda Alvalade, "onde é mais fácil ganhar"



Argel fala pelos cotovelos e repete as palavras "respeito" e "fantástico" a cada resposta sobre Portugal e o Benfica. Diz já não saber se é português ou brasileiro mas assume-se benfiquista a 100 por cento. Confessa que o melhor treinador é Camacho e o melhor futebolista com quem jogou Zahovic. O esloveno, tal como ele, "era um durão". E Argel faz gala da fama que tem e sente-se orgulhoso por ter peitado Jesualdo Ferreira ou mesmo alguns companheiros de equipa. Em semana de dérbi em Alvalade, o antigo central das Antas e da Luz não quer avançar resultados mas lá vai alimentando a esperança dos encarnados: "É mais fácil ganhar lá do que em casa." E é assim, com uma vitória fora, que arranca a conversa.

Qual o dérbi em Alvalade que melhor recordação lhe traz?

Aquele do dia em que o Camacho chegou à Luz pela primeira vez. O Chalana era treinador [interino] e era um Benfica-Sporting de Braga. E depois, na semana seguinte, foi Sporting-Benfica [7 de Dezembro de 2002, Argel jogou 90 minutos] e nós ganhámos por 2-0, um golo do Zahovic e outro do Tiago já com o Camacho no banco. E nessa altura o Sporting tinha um grande time: João Pinto, Paulo Bento, Rui Bento, Jardel, Quaresma, enfim... E nós ganhámos por 2-0! Lembro-me que o príncipe das Astúrias, o Filipe, ligou ao Camacho para lhe dar os parabéns. E depois foi o próprio rei de Espanha, o Juan Carlos, a ligar ao Camacho porque tinha visto o jogo lá. Tenho grandes recordações dos jogos com o Sporting [risos]. Os meus melhores jogos com a camisola do Benfica foram contra o Sporting. Aliás, nessa vitória, fui eleito o melhor em campo!

E como era marcar o Jardel?

Ah! O Jardel era fera mas só fez um golo comigo em campo. Foi lá no Benfica-Sporting, no velhinho Estádio da Luz [15 de Dezembro de 2001, Argel jogou 90 minutos]. Estávamos a ganhar por 2-0 e o jogo acabou empatado. O Jardel atirou-se para o chão aos pés do Caneira. E o árbitro assinalou penálti vergonhosamente e ele lá bateu a falta e marcou. Ainda brinquei com ele: "Quando jogares contra mim, só marcas assim, de penálti!" Sempre foi um duelo muito legal e honesto porque o Jardel era fora de série. Conhecia-o bem, desde o tempo em que fomos campeões do mundo de juniores, à passagem pelo FC Porto, e isso facilitava o meu trabalho.

Isabel Trigo Mira, então vice-presidente do Sporting, disse que Argel insultou a Juve Leo naquele Sporting-Benfica (0-1) em 2004. É verdade?

Isso aí é conversa fiada de Isabel Trigo Mira. Disseram que tinha sido eu e Zahovic a xingar a claque do Sporting e tal, quando estávamos a aquecer [Argel entrou ao minuto 90 e ainda viu um amarelo]. Mas não se passou nada, não houve nada! É completamente falso! Compreendo que eles estavam chateados porque nós estávamos a ganhar o jogo. Aconteceu, pronto. Até me lembro de ir à TV desmentir isso tudo! O Sporting estava a perder e a claque protestou, armou confusão e invadiu o campo. Até respeito o Sporting, porque sempre tive lá amigos, como o Polga, o Rochemback e o Liedson, que tem um corpinho de alfinete mas é fera! Naturalizou-se e ainda bem para Portugal. É como diz o Mourinho: "Quando se vai ao Brasil e se dá um pontapé numa pedra, saem logo 200 jogadores de futebol debaixo dela."

Mas admite que deixou uma imagem de durão?

É, sempre fui assim. Um guerreiro, duro, forte, com uma personalidade também muito forte. Mas tenho orgulho na minha carreira. Joguei ao mais alto nível e o futebol deu-me tudo, fama, dinheiro. Tenho o meu pezinho-de-meia feito e a vida orientada. Foi um período maravilhoso. Agora quero ser treinador. Penso um dia voltar a Portugal, mas já como treinador.

Então e como foi aquela discussão com Jesualdo Ferreira?

É verdade, é verdade. Foi num jogo em que me tirou da equipa e eu lhe disse umas coisas que não devia. Mas no calor do jogo... Fui afastado do Benfica durante dez dias e o Jesualdo acabou por ser afastado da Luz após a derrota com o Gondomar para a Taça de Portugal. Veio o Chalana, que me botou a jogar contra o Sporting de Braga, e o Camacho, que me colocou contra o Sporting na mesma semana. Toda a gente dizia que a equipa do Benfica era fraca, ruim, e nós provámos que éramos bons! Tínhamos um bom cavalo, sim, o que faltava era um jockey! Um bom treinador, está entendendo? Mas depois falei com o Jesualdo e serenámos as coisas até porque a Zulmira [mulher de Jesualdo] é muito amiga da minha esposa. E sabe o que ele veio dizer sobre mim? Que eu e o Zahovic tínhamos sido os únicos jogadores que o tinham peitado! Fiquei orgulhoso por isso!

E o Argel também peitou alguns jogadores, até nos treinos, como Armando Sá, Ricardo Rocha.

Com o Rocha não tive nada não. Mas tive um forte chega para lá com o Everton. Ou será Emerson ou Emerton...

Everson, o tal que veio da Suíça.

Isso! Num treino eu dei uma chegada mais forte, ele deu outra chegada mais forte. Trocámos uns palavrões para a frente e para trás. Mas depois disso, tranquilo. É normal no futebol: quando a bola rola, não se conhece irmão.

E chegou a partir computadores na sede das Antas ou não?

Isso é muito folclore, muito folclore.

Mas não pressionou Pinto da Costa para sair do FC Porto?

Pressionei, pois. Houve de facto uma discussão feia com o Pinto da Costa. O Palmeiras queria comprar-me ao FC Porto, a pedido do Scolari que me tinha telefonado. E a Parmalat [patrocinador do Palmeiras] até queria comprar-me por valores superiores ao que eu tinha custado ao FC Porto. Só que, mesmo assim, o Pinto da Costa não queria deixar-me sair. Não aconteceu bem como contam, isso dos computadores. Exaltei-me e tal, abanei um pouco a sala, é verdade. E, no final de contas, acabou por prevalecer o que eu queria: que era sair.

Ganhou o duelo.

Claro que sim! Saí! Quando quero uma coisa não há hipótese! Vou embora e acabou! E assim foi.

E continua a ter aquele dragão tatuado nas costas?

Continuo, pois. Mas já o tinha antes de ir para o FC Porto. Eu sei que as pessoas diziam que tinha tatuado um dragão só porque tinha ido para lá, mas não! Dragão era a minha alcunha no Santos, por ser um cara duro.

Passou cá muitos anos. É mais português que brasileiro?

Olha, às vezes chego a torcer mais por Portugal do que pelo Brasil. Amo o vosso país. Espero um dia treinar a selecção portuguesa. Tenho passaporte português. Vou sempre aí, pelo menos uma vez por ano. Conversei com a malta, o Nuno [Gomes], o Moreira, o Quim, o Luisão, esses dinossauros que conquistaram o título comigo. E não deixo que falem mal de Portugal! Se vêm para cima de mim com piadas sobre portugueses eu meto à porrada, pô! [gargalhada].

E é mais benfiquista que portista?

Ué, claro que sou mais benfiquista que portista. Passei por muitos clubes mas foi no Benfica onde estive mais tempo. Não sou benfiquista desde pequenino, como se diz aí, mas é como se fosse!

E a partida que pregou ao Mantorras?

Ah!!! Foi uma bela pegadinha! Até agora, quando vou a Angola ou encontro algum angolano, toda a gente me reconhece! O Nuno [Graciano, então na TVI] telefonou-me e nós combinámos a coisa com o aval do presidente Luís Filipe Vieira. Foi o melhor apanhado, passa muito no YouTube. O Mantorras não percebeu mesmo o que se passava, estava completamente perdido com a cena dos gangsters e dos ladrões e dos tiros. Ele chegou a chorar e ficou mal, sem conseguir dormir durante dois ou três dias. O que eu gosto do Mantorras! Lembro-me dele quando chegou do Alverca. Era um monstro de talento, fortíssimo. Tinha tudo para ser dos melhores do mundo mas a lesão no joelho tramou-o.

A história da lesão de Mantorras ficou bem contada?

Não sou médico. Tenho uma grande admiração pelo dr. Bernardo Vasconcelos e pelo departamento médico do Benfica de então. Falou-se muita coisa... O Mantorras lesionou-se e pronto. Todos tentaram ajudá-lo o melhor que puderam mas há lesões no joelho que nem um milagre consegue curar. Mas o Mantorras é um menino de ouro, muito humilde e continua a ser um jogador importante. Ainda me lembro do jogo com o Boavista em que ganhámos por 4-0 e ele marcou dois! E o Benfica sempre se portou muito bem com ele: não o deixou cair, não o deixou desamparado e foi renovando-lhe o contrato. O Mantorras é filho do presidente Vieira [risos]. O Luís Filipe gosta tanto dele como de um filho.

Como reagiu à morte de Enke?

Tenho um poster dele e do Fehér no meu quarto... Foi uma coisa muito triste, cara. Não dá para entender, cara. Como é que um jogador da qualidade dele, um consagrado que jogou no Benfica, no Barcelona, que é titular da selecção alemã, consegue tomar uma atitude destas, de cometer um suicídio. Perdi dois companheiros de profissão e eu, que jogava à frente do Enke, ouvia-o a gritar connosco [silêncio]. Tinha uma grande admiração por ele, pela pessoa boa que era. Lembro-me que tinha dez cães em casa. É só para todos perceberem a pressão enorme que o futebol exerce sobre os jogadores. Alguns acabam por cometer loucuras. Só de falar no Enke começo a sentir saudades dos jogadores daí, como o Hélder, o Simão, o Zahovic, sei lá, tantos. Sou muito amigo deles.

O Hélder e o Simão que se zangaram na história da braçadeira de capitão.

É verdade! [risos] Foi em Espanha, naquele estágio. Até cheguei junto do Hélder e disse-lhe: "Pô, deixa lá o Simão ser capitão! Ele custou 15 milhões de euros ao Benfica! E você custou o quê? 200 mil?" Brincava com o Hélder com isso. Gostava de ambos. Eu, Hélder, Luisão e Ricardo Rocha éramos os quatro brothers. Torcíamos uns pelos outros. E continuo a achar que o Ricardo Rocha é um dos grandes centrais portugueses.

E José Veiga?

O José Veiga foi e continuará a ser o meu pai português. Ele tinha sido um dos maiores empresários de futebol da Europa e deixou tudo para ser director do Benfica. E o que aconteceu? O Benfica foi campeão com o Trapattoni. As pessoas vão falar deles durante muitos anos. E acredito que o Veiga vai ser presidente do Benfica. Sei que o Vieira e o Veiga não se dão bem, mas isso são outras coisas... Bom, só sei que o Veiga vai ser presidente na Luz!

Como foi jogar no Japão [Tóquio Verdy] e na China [Zhejiang Lucheng]?

Ah fantástico! Gosto especialmente do povo chinês, que está sempre em festa. É que nem o povo brasileiro: alegria, felicidade! Até gostam de caipirinha e cerveja! Como é que eu os entendia? Com um intérprete, pô!

Agora, uma pequena provocação. O seu nome, Argélico Fucks, é no mínimo invulgar e dá para fazer várias interpretações.

O quê? [silêncio seguido de gargalhada sonora] Isso tem a ver com a forma como pronunciam o meu nome. Se disser à inglesa, aí "fucks" é "foda-se"! Mas eu tenho ascendência austríaca e então o meu nome lê-se de forma diferente, com o "u" à portuguesa. Vem do alemão "fuchs" que quer dizer raposa! Entendeu? [risos] Senão é palavrão! Mas, olha, é uma coisa que para mim, meu amigo, nunca me incomodou!

Fonte: I

Bettencourt e Vieira projectam «derby» de emoções fortes

Unidos no apelo ao civismo e à utilização de transportes públicos para o Sporting-Benfica de sábado, José Eduardo Bettencourt e Luís Filipe Vieira vaticinam um grande espectáculo em Alvalade, mas não arriscam apostar num resultado.

«Num ‘derby’ ninguém sabe o resultado, independentemente de quem está melhor ou pior, temos experiência disso ao longo destes anos. Vontade de ganhar qualquer um de nós tem, de certeza absoluta. Dentro de campo se verá», afirmou o presidente do Benfica.

Já José Eduardo Bettencourt referiu que, «independentemente da diferença pontual» entre os dois clubes na classificação da Liga, o encontro de sábado será sempre de «características especiais» e jogado num «ambiente fantástico». Vieira afinou pelo mesmo diapasão, perspectivando igualmente «espectáculo grandioso», de «resultado imprevisível» mas vivido em ambiente de «grande festa».

Convidados a apontar o clube que atravessa o pior momento, o líder leonino reconheceu que, na sua opinião, é «sempre o Benfica», enquanto o seu homólogo encarnado disse que a resposta será dada «dentro do campo».

Os presidentes dos dois ‘grandes’ de Lisboa estiveram, esta manhã, na Câmara Municipal de Lisboa, na cerimónia de lançamento da campanha ‘Vá à bola de transportes públicos!’, que contou com a presença do líder do executivo, António Costa.

«Esta será uma semana em que nos envolveremos em criar um ambiente de responsabilidade, de festa, e de incentivo a um grande ‘fair-play’ para que seja um dia de festa da nossa cidade. Lanço um apelo para que as pessoas vão de transportes públicos e haja um comportamento cívico à altura dos pergaminhos da cidade», afirmou José Eduardo Bettencourt.

Fonte: a Bola

Canto Curto

Paulo "caso" Sér(g)io

Paulo Sérgio Bento Brito (Estremoz, 19 de Fevereiro de 1968) é um treinador de futebol de Portugal. Paulo Sérgio iniciou-se no futebol como jogador e há poucos anos "abraçou" a carreira de técnico. A 22 de Maio de 2008, após ter rescindido com o
Beira-Mar, assinou pelo Paços de Ferreira, clube que levou até à final da Taça de Portugal, perdendo por um golo contra o Porto. Em Outubro de 2009 assinou pelo Vitória Sport Clube, após a saída de Nelo Vingada do clube.
Este é o perfil de Paulo Sérgio, o "carrasco" do Benfica na Taça de Portugal...

A minha apreciação em relação ao "mister" do Guimarães já vem desde o tempo do Paços. Mais concretamente, desde a sua carreira na Taça de Portugal do ano passado. Depois da apreciação positiva que tive dele, vieram as finais (Taça e Supertaça), onde Paulo Sérgio me encheu as medidas. Não digo isto apenas no plano táctico ou técnico de treinador. Mas também, pelo aspecto humano, visto ter jogado esses dois jogos de "peito bem aberto" contra, o nada mais nada menos, Tetra campeão nacional. Jogando o jogo pelo jogo desde o apito inicial, e arriscando tudo no final (onde apenas perdia por uma bola a zero), acabando ambos os jogos com mais de três avançados em campo. Eu sei, e vocês certamente também, que quantidade não é sinónimo de qualidade! Até porque foi nessa exacta altura (perto do minuto 75 de jogo), que colocou a "carne toda no assador". O resultado disso, foi que o Paços de Ferreira deixou de criar perigo, e consequentemente as ocasiões de golo que teve até então. O meio-campo (forte e com capacidade de circulação de bola, típicos das equipas de Paulo Sérgio) deixou de ter unidades suficientes, de forma a que a bola chegasse em melhor condições aos homens da frente. É certo que tacticamente, não foram ambas grandes ideias do treinador Vila-franquense. Mas em termos de postura, Paulo Sérgio foi brilhante. Sem medos, sem rodeios e principalmente sem "autocarros". Treinadores destes fazem falta ao nosso futebol!
Na última quinta-feira, Paulo Sérgio foi o convidado de um programa da estação pública. Programa esse dedicado somente a analise de futebol. No programa o treinador deixou muitas ideias no ar. Como por exemplo, que iria ao Estádio da Luz, sem medo do que lhe iria aparecer à frente. E foi assim mesmo que o Guimarães eliminou o Benfica da Taça. Para além disso, disse que o plantel vimaranense tem condições para actuar em qualquer esquema táctico, faltando apenas tempo para os trabalhar. Deixou também no ar, que o Vitória Minhoto tem ainda muito que crescer, tendo uma grande margem de progressão para o resto do campeonato. Paulo Sérgio agarrou na mesma equipa que Nelo Vingada tinha, onde este não havia conseguido resultados. E nem isso, nem o facto de partir do últimos lugares da tabela, intimidaram o português de assumir a candidatura europeia, dizendo que era nesses lugares que ele e o plantel pensavam diariamente. Um homem frontal, sem rodeios, e que poderá ter um bom futuro em Portugal. Atenção a Paulo Sér(g)io!

João Vasco Nunes

3.ª fase: Benfica e V. Guimarães juntos no Grupo C

Benfica, detentor do troféu, e V. Guimarães vão defrontar-se no Grupo C da 3.ª fase da Taça da Liga, ditou o sorteio realizado esta manhã na Sede da Liga de Clubes, no Porto. FC Porto e Sporting também já conhecem os adversários.

A primeira jornada disputa-se a 2 e 3 de Janeiro, a segunda está marcada para o dia 13 e a terceira para os dias 23 e 24 do mesmo mês.

Apuram-se para as meias-finais os três primeiros classificados de cada grupo e a equipa que ocupe o segundo lugar com a melhor pontuação.


Composição dos grupos:

Grupo A: FC Porto, Leixões, Estoril e Portimonese

Grupo B: Sporting, Sp. Braga, Trofense e U. Leiria

Grupo C: Benfica, Nacional, Rio Ave e V. Guimarães.

Programa de jogos:

2 e 3 de Janeiro

Grupo A

FC Porto-Leixões; Portimonense-Estoril

Grupo B
Sporting-Sp. Braga; U. Leiria-Trofense

Grupo C
Benfica-Nacional; V. Guimarães-Rio Ave

13 Janeiro

Grupo A
Portimonense-FC Porto; Estoril-Leixões

Grupo B
U. Leiria-Sporting; Trofense-Sp. Braga

Grupo C
V. Guimarães-Benfica; Rio Ave-Nacional

23 e 24 Janeiro

Grupo A
Estoril-FC Porto: Leixões-Portimonense

Grupo B
Trofense-Sporting; Sp. Braga-U. Leiria

Grupo C
Rio Ave-Benfica; Nacional-V. Guimarães

Pérolas do FM

Esta semana apresentamos aqui, um grande craque do jogo CM 3, da época 98/99. Para além de craque era também uma grande "pechincha". Em 2002 (durante o Mundial desse ano) os fãs de CM pararam, para ver a 1ª aparição pública (para muitos) do criativo Equatoriano.
Senhores e senhoras, aqui fica... Alex Aguinaga, um dos primeiros grandes "canhões por descobrir" da saga CM!


Makukula diz que tinha lugar no Benfica



Em grande destaque no campeonato turco, onde lidera a lista dos melhores marcadores com dez golos, Ariza Makukula está convicto de que podia fazer parte do actual plantel do Benfica.

«Não tenho dúvidas de que podia estar no Benfica. O segredo de estar a jogar aqui [no Kayserispor] é a confiança. Se tivesse oportunidade de estar no Benfica, de certeza que lutaria pelo meu lugar», afirmou o avançado, em declarações à Antena 1.

Makukula não esquece os «tempos difíceis» que viveu na Luz, mas lembra que o Benfica «é um grande clube» e, por isso, seria «com muito orgulho» que voltaria a envergar a camisola da águia.

«Se um dia voltar, fá-lo-ei com muito orgulho e honra. Se não for o caso e se chegarmos a um acordo bom para as duas partes [referindo-se à rescisão do contrato], não terei outra escolha», constatou, revelando que os responsáveis do Kayserispor pretendem garantir o seu concurso, a título definitivo: «Querem falar com o Benfica o mais rápido possível para comprar o meu passe».

Foto: a Bola

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

«No final faremos uma festa todos juntos» - Nuno Gomes



Discurso de ambição, mas também de gratidão. Nuno Gomes reconhece que os adeptos do Benfica têm sido uma grande ajuda para a equipa vencer jogos e já vê um fim de época em grande.

«Continuem assim, estão magníficos, estamos a adorar. Continuem nesta onda, que no final iremos, com certeza, fazer uma festa, todos juntos!». A mensagem de Nuno Gomes para os adeptos, em declarações à Benfica TV, não podia ser mais clara. O capitão de equipa confia numa época de sucessos e que as águias vão celebrar o título.

Conformado com a derrota e consquente eliminação da Taça de Portugal, Nuno Gomes sublinhou o facto de a equi+a ter tido «a posse de bola durante a maior parte do tempo» e de ter atacado «toda a segunda parte», rematando com um «é o futebol».

O espírito de Nuno Gomes é o do resto da equipa. A derrota faz parte do passado e é tempo de pensar já no jogo com o Sporting, no próximo sábado: «A derrota não terá qualquer implicação na equipa e no moral para o derby. São jogos diferentes, de competições diferentes. Não há qualquer problema para jogo em Alvalade. O jogo com o V. Guimarães é passado, infelizmente perdemos, gostaríamos de chegar ao Jamor, mas já estamos concentrados no Sporting».

Nuno Gomes assume que apesar dos percursos diferentes na Liga, o Benfica não pode reclamar favoritismo para o jogo com o Sporting: «É um derby, jogo que carrega mais emoções, os adeptos vivem mais intensamente, mas não deixa de valer só três pontos. É com esse objectivo que vamos para Alvalade. Para jogar no totobola, normalmente as pessoas apostam numa tripla. O Sporting joga em casa, poderá tirar algum partido disso, mas espero que a cruz recaia sobre o Benfica».

As expectativas do Benfica para a época são elevadas – ainda ontem Jorge Jesus disse que o clube entra em todas as provas para ganhar – mas Nuno Gomes recusa pensar muito à frente: «Estamos a pensar jogo a jogo. É com essa mentalidade que temos trabalhado até aqui. Não vamos mudar por até ao Natal sermos a equipa com o calendário de jogos mais difícil. Primeiro pensamos no Sporting, depois no BATE Borisov, pensamos jogo a jogo, independentemente de quem seja o adversário».

Fonte: a Bola

Trinco Esquerdo



André Amante

Leão atinge os 100 mil sócios

O Sporting anunciou esta segunda-feira um marco histórico para o clube, ao atingir a barreira dos 100 mil sócios.

O adepto que terá o número ‘redondo’ no seu cartão de associado será apresentado terça-feira, em Alvalade, numa cerimónia que contará com as participações de José Eduardo Bettencourt, presidente do Conselho Directivo, Dias Ferreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral, e Ernesto Ferreira da Silva, provedor do sócio.

Salvador Marques, sócio n.º 1 do clube leonino, também estará presente.

Fonte: a Bola

«Há sempre quem quer denegrir a imagem dos clubes» - Emílio Macedo



Emílio Macedo, presidente do Vitória de Guimarães, lamenta o apedrejamento ao autocarro após o eliminação do Benfica no jogo da Taça de Portugal, e acusa: «há sempre alguém que quer denegrir a imagem dos clubes».

«Eu não tenho muitos dados, não sei se foi um acto isolado se foi um acto de grupo. Vamos avaliar e depois iremos ver o que se passou», referiu Macedo.

Mas desvaloriza o incidente: «Há sempre alguém que quer denegrir a imagem dos clubes, por isso pode ter sido um acto isolado de uma ou duas pessoas.»

Fonte: a Bola

Resultados: Taça de Portugal

Sábado, 21 Nov:

Oliveirense (LH) - FC Porto (L), adiado

Domingo, 22 Nov:

Valenciano (III) - Belenenses (L), 0-1
Mafra (II) - União da Madeira (II), 1-1 (1-1 ap, 3-2 gp)
Desp. Chaves (LH) - União da Serra (II), 2-0
Oeiras (III) - Pinhalnovense (II), 1-2
Camacha (II) - Vigor Mocidade (III), 1-0
Académica (L) - Beira Mar (LH), 1-1 (1-1 ap, 2-4 gp)
Freamunde (LH) - União de Leiria (L), 2-2 (2-2 ap, 5-4 gp)
Tirsense (II) - Paços de Ferreira (L), 0-0 (0-0 ap, 9-10 gp)
Aliados de Lordelo (II) - Leixões (L), 1-0
Rio Ave (L) - Santa Clara (LH), 1-0
Nacional (L) - Fátima (LH), 0-0 (0-0 ap, 4-3 gp)
Naval 1.º de Maio (L) - Gil Vicente (LH), 2-2 (3-2 ap)
Pescadores Costa Caparica (III) - Sporting (L), 1-4
Sp. Braga (L) - V. Setúbal (L), 3-0
Benfica (L) – V. Guimarães (L), 0-1

Polga diz que está como novo


Novo treinador, novo modelo de jogo e um jogador... novo. Polga, titular frente ao Pescadores, o que aconteceu pela primeira vez desde que saiu do «onze» para um trabalho de recuperação física e psicológica de mais de cinco semanas, disse que se sente um jogador novo, agora que as dores que o apoquentavam desapareceram. Mas não foi só por isso que o embate de ontem teve enorme relevância.

«O jogo de hoje [ontem] era importante não só para mim como para todo o grupo. Era a estreia de um novo treinador, de ideias novas, mas ficou difícil colocar tudo em prática. Mas dentro do possível foi positivo. A segunda parte foi mais fluída e colocámos coisas novas em prática», começou por avaliar o defesa-central, que voltou ao onze, ainda não a cem por cento, mas já sem as queixas que também originaram o mau momento de forma de há algumas semanas.

«Não jogava os 90 minutos há mais de 40 dias, faltou-me algum ritmo e sentido posicional, mas o mais importante para mim era que desaparecessem as dores. Isso aconteceu e agora sinto-me uma pessoa nova para ajudar a equipa», confessou.

Ainda sem ser capaz de identificar o que já mudou de Paulo Bento para Carlos Carvalhal, Polga aposta em voltar à melhor forma e em também ver todo o grupo a subir de rendimento, porque o derby está já aí à porta...

«Ainda é cedo para falar no que mudou. Há ideias novas, daqui para a frente, com mais dias de trabalho, vamos melhorar», realçou, vincando a «boa impressão» com que o plantel ficou de Carlos Carvalhal desde o primeiro dia de trabalho na Academia. Mas a pressão ainda não desapareceu... «Existe pressão por causa dos resultados, mas temos de viver à parte disso», receitou.

Fonte: a Bola

domingo, 22 de novembro de 2009

Guimarães elimina Benfica da Taça de Portugal

Encarnados perdem derradeiro teste antes do derby por 0-1

O V. Guimarães eliminou o Benfica da Taça de Portugal e está já nos oitavos de final. O golo da vitória foi marcado por Lazaretti, após canto de Desmarets, ainda na primeira parte.

Num jogo em que o Benfica atacou mais, criou mais oportunidades, nota positiva também para a organização do V. Guimarães, que soube ir controlando o jogo e minimizando as diferenças evidentes de qualidade entre as duas equipas.

Aos 26 minutos, Gustavo Lazaretti aproveitou a melhor oportunidade dos vimaranenses e cabeceou a bola para o fundo da baliza de Moreira, num pontapé de canto convertido por Desmarets.

O Benfica, que já tinha desperdiçado algumas oportunidades, continou em busca do golo, mas a melhor oportunidade da primeira parte acabou por pertencer a Nuno Assis, que, de cabeça na pequena área, permitiu a defesa a Moreira.

Na segunda parte Jorge Jesus arriscou tudo nas substituições, mas apesar das inúmeras tentativas a equipa encarnada não encontrou o caminho para o golo.

As oportunidades sucederam-se para a águia, enquanto o V. Guimarães praticamente abdicava do ataque. Nilson, umas vezes, a falta de pontaria dos avançados, outras, impediram o empate.

O V. Guimarães está nos oitavos de final da Taça. O Benfica falha o primeiro objectivo da época.

Recorde aqui as incidencias da partida.

Fonte: a Bola

Barco andou à deriva 45 minutos, mas no fim a pescaria até foi agradável

Sporting esteve a perder por uma bola ao intervalo, mas virou para goleada no segundo tempo



O Sporting derrotou, este domingo, por 4-1, os Pescadores da Costa de Caparica, numa partida onde a equipa da III Divisão chegou ao intervalo a vencer, mas depois acabou por ceder na etapa complementar. Carlos Carvalhal estreou-se no banco «leonino» com uma vitória.

A equipa «leonina» teve boas oportunidades para marcar na primeira parte por Liedson e Miguel Veloso, mas o guarda-redes Nuno Madureira esteve intransponível nos primeiros 45 minutos. Depois, aos 22 minutos, num jogada de contra-ataque, Tozé acabou por na primeira oportunidade que teve colocar a sua equipa em vantagem.

Na segunda parte, o Sporting entrou praticamente a ganhar, aos 52 minutos, de livre directo Miguel Veloso empatou. Aos 57 minutos, Liedson sofreu falta na área e João Moutinho apontou a grande penalidade. Aos 63 minutos, Miguel Veloso bisou ao finalizar uma jogada de envolvimento. Aos 68 minutos, Vukcevic cruzou e Liedson estabeleceu o resultado final.

A partir dos 70 minutos, o Sporting passou a jogar com menos um jogador, após a expulsão de Tonel. O resultado já não sofreu mais nenhuma alteração.

Recorde aqui as incidências da partida

Fonte: a Bola

Será que Queiróz anda atento?

Makukula bisa na vitória do Kayserispor e já merecia nova oportunidade na selecção



Makulula continua em grande na Liga turca. O avançado que o Benfica emprestou ao Kayserispor é o melhor marcador da competição (dez golos) e conseguiu «bisar» nas últimas duas jornadas. Neste domingo a vítima foi o Diyarbakirspor.

O internacional português marcou os dois únicos golos da partida, ambos na segunda parte (48 e 74m). Com um contributo preponderante de Makukula, o Kayserispor posiciona-se nos lugares europeus (5º lugar), com 25 pontos, menos seis que o líder Fenerbahce.

Fonte: maisfutebol.com

Rogério Alves responde a Paulo Bento: "Duvido que saiba o significado do termo ética"



Em grande entrevista ao Record, Paulo Bento deixa vários recados ao universo sportinguista. Um dos principais visados é Rogério Alves, presidente da Assembleia Geral do Sporting, a quem Paulo Bento acusa de, nos últimos quatro meses, não ter tido "comportamentos éticos".
Em declarações ao i, Rogério Alves diz que estas declarações de Paulo bento são "um exercício patético de desculpação." "Tenho muitas dúvidas que Paulo Bento saiba o significado do termo ética. Se soubesse manter-se-ia num silêncio humilde e não nesta arrogância boçal com que tenta disfarçar as suas indisfarçáveis culpas."
Na entrevista de seis páginas, Paulo Bento aconselha ainda o presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt para que não se deixe controlar por certas franjas. "Espero que Bettencourt não perca a coragem", afirma. O ex-treinador do Sporting diz ter existido uma estratégia para atingir Ribeiro Teles, Pedro Barbosa e ele próprio, revelando ainda que mudanças na estrutura do clube, como a entrada de Sá Pinto já estavam a ser preparadas há algum tempo. "Por minha vontade Sá Pinto não trabalharia no futebol. Tem a ver com questões de confiança."
Rogério Alves é da opinião que Paulo Bento deve reflectir sobre a herança que deixou ao Sporting e sobre de quem é a culpa pelos problemas do clube. "Para Paulo Bento conhecer o responsável pela miserável posição em que nos deixou, só precisa de duas coisas: bom senso e um espelho. Deixe o nosso Sporting - que eu sei que não é o dele - em paz."
Sobre o futuro, Paulo Bento afirma ainda que dificilmente voltará ao Sporting, mas não fecha a porta a outro grande. "Apresentei a demissão e a partir daí sou livre. Com a mesma liberdade e independência com que entrei."

Fonte: I

Bruno Paixão diz que cumpriu a lei

Bruno Paixão aceitou explicar publicamente as razões que o levaram a decidir não dar início ao Oliveirense-FC Porto. Embora se tenha justificado com a Lei 5 dos regulamentos, não detalhou o motivo essencial por este se encontrar no relatório do encontro e, como tal, estar proibido de revelar. "As leis de jogo são claras no que diz respeito às condições do terreno. Há várias razões pelas quais um árbitro pode cancelar ou não um jogo. Havia uma que preenchia os requisitos e mais não posso dizer, porque é assunto de relatório. Estará lá tudo devidamente justificado. Só estou aqui para cumprir com as leis", referiu.

Depois do aquecimento das duas equipas, período durante o qual não parou de chover e que o árbitro aproveitou para espreitar minuciosamente as condições do relvado, Bruno Paixão decidiu chamar os delegados da Federação e dos dois clubes para informá-los de que a partida não iria realizar-se. "Os senhores estiveram cá e viram o mesmo que a equipa de arbitragem viu. Há procedimentos que têm de ser cumpridos. Esta foi uma decisão consciente e com bases nos regulamentos da Federação", insistiu, sem nunca confirmar se considerou que a integridade física dos atletas estaria em causa, se o relvado não permitia que a bola rolasse, ou se não existiam condições de segurança para os atletas e adeptos.

Fonte: o Jogo

sábado, 21 de novembro de 2009

Bento: «Quiseram atingir 3 pessoas e afetaram todo o grupo»

EX-TREINADOR DO SPORTING EM GRANDE ENTREVISTA RECORD



R - O que aconteceu esta época era expectável, atendendo ao fraco investimento e aposta continuada dos rivais. Como é que achou possível lutar de igual para igual?

PB - O que me fez ficar no Sporting teve a ver com a entrada de José Eduardo Bettencourt para presidente e a continuidade de uma estrutura que ele pretendia manter. Tendo em conta alguma estabilidade do trabalho desenvolvido, até porque em três dos quatro anos estivemos perto de atingir o máximo objetivo - mesmo no ano em que apanhámos a equipa mais ou menos na altura em que o novo treinador agora encontra. Por isso, acreditámos que era possível estar na luta mesmo sabendo que o FC Porto continuava com uma cultura de vitória muito grande e estável em termos de equipa técnica, voltando a investir forte, enquanto o Benfica, tendo ficado sempre atrás do Sporting nas 4 épocas anteriores, tinha repetido um enorme investimento.

R - Acreditava que a estabilidade poderia voltar a dar coisas boas e que o Benfica poderia passar mais um ano sem acertar nas escolhas?

PB - Acreditávamos acima de tudo no nosso trabalho e que poderíamos combater duas equipas que, cada uma à sua maneira, tinha melhores condições que nós. Mas agregado a isso, outras condicionantes a nível desportivo e um determinado ambiente que se criou desde a primeira hora, acabou por afetar essa estabilidade. Por isso digo que estive 4 meses a mais, o melhor momento teria sido o final da temporada.

R - O ambiente criado em redor da equipa foi manipulado ou teve causas naturais?

PB - Houve um ambiente mais legítimo que sei distinguir. O direito das pessoas, durante ou no final de um jogo, manifestarem a sua insatisfação pela produção da equipa e pelo resultado, é normal. Isso só surgiu após o jogo com o Belenenses. Agora, tudo aquilo que foi anterior é que não é normal. Aliás, disse-o numa conferência de imprensa, que não sabia quem eram os atores mas sabia qual o cenário que estava montado.

R - E era...?

PB - Um cenário que pretendeu desde cedo atingir certas e determinadas pessoas, pensando talvez que não atingiria o mais importante que eram os jogadores. O problema é que atingiu toda a gente e numa fase muito precoce da temporada.

R - Mas não devem estar todos preparados para essa pressão?

PB - Todos devemos estar preparados para a cobrança, pressão, insatisfação. Agora é muito mais difícil para um grupo que não tem grande maturidade, combater determinadas situações. Não é normal a receção que tivemos depois de passarmos uma eliminatória (Twente). E não interessa que tenham sido duas ou três pessoas uma vez que quem o fez pensou bem no que queria fazer, foi concertado, não foi espontâneo. Não é normal que após a 1ª jornada do campeonato, empatando fora de casa, o ambiente se tenha repetido com mais gente.

R - O objetivo dessa ação concertada era a cabeça de Paulo Bento?

PB - Não, à partida não seria a cabeça do Paulo Bento. Mas o episódio repetiu-se após o jogo de Florença. Creio que o cenário foi montado e orientado em primeiro lugar para as três pessoas que saíram agora. E fizeram-no de duas maneiras: uma, atingindo o Pedro Barbosa para ver se chegavam ao treinador e outra pelo treinador para ver se atingia as outras duas pessoas. Isso parece-me evidente. A mim, faltou-me capacidade para tirar os jogadores desde ambiente e desta turbulência e colocá-los a jogar de maneira diferente. Mas como é óbvio houve questões exclusivamente desportivas que tiveram como consequência maus resultados e falta de qualidade do futebol praticado.

R - A estratégia, então, resultou!

PB - Não sei. Eu saí pelos resultados e por a equipa não ter capacidade para jogar melhor. A minha saída e a entrada de outras pessoas leva a que o ambiente se acalme, pois se calhar tem a consequência de tranquilizar outras franjas do clube. Essa obrigação eu não a tinha. O que tinha de fazer era treinar e defender os interesses do Sporting e isso acho que fiz de uma forma competente. Depois, preocupo-me pouco com o parecer. Gosto mais de ser do que parecer. Se quisesse sair pelo ambiente que estava criado, poderia ter saído quando viemos da Madeira (Nacional) em 2007/2008, quando invadiram garagem na oitava jornada de 2008/2009 após o jogo com o Leixões, quando parei à porta da academia depois do encontro com o Bayern - e tudo isto com a minha família por perto a assistir. Por isso, não era por 200 ou 300 indivíduos quererem invadir a garagem de Alvalade que eu iria pedir para sair. Passei por outros episódios enquanto jogador e nunca o fiz. Mas digo uma coisa: se um dia o Sporting, pela falta de militância que dizem ter neste momento, apenas tiver 6600 adeptos no estádio e os 6000 conseguirem calar os 600, o Sporting será melhor clube. Eu respeito-os a todos. Mas respeito muito mais os 6000 que pagam a gamebox e têm direito a algumas coisas do que os 600 que ainda recebem alguma coisa em troca e que têm o dever de apoiar.


ROGÉRIO ALVES NÃO TEVE COMPORTAMENTOS ÉTICOS

Record - A dado passo usou a imagem do Titanic e de alguém que saltava para o bote salva vidas. A quem se referia?

Paulo Bento - Foi antes do jogo em Florença, quando se fizeram passar mensagens com o intuito de denegrir e criticar o trabalho do diretor do futebol. E neste contexto algumas pessoas, nomeadamente o presidente da mesa da AG, o dr. Rogério Alves, teve algumas intervenções em que misturava a amizade com o trabalho. Nessa altura, tive o cuidado de dizer que quem estivesse dentro [do Titanic] não se pusesse fora. Essa mesma pessoa, que é uma figura do clube pelo cargo que ocupa e não tanto por aquilo que tenha feito na história do Sporting, pelo menos que eu conheça, teve ao longo destes 4 meses alguns comportamentos que não foram, na minha opinião, nem corretos nem éticos. Concretamente algumas declarações nesta fase final do meu trajeto. Mas eu sei o que me foi dito pessoalmente no passado e o que foi dito atualmente por outra via. Com a responsabilidade que tem, no clube e socialmente, o que disse sobre a tentativa de invasão das instalações do Sporting não me parece minimamente solidário nem correto. A nobreza que ele diz que eu tive na minha saída não foi a mesma que manifestou nestes últimos tempos.*

Fonte: Record

*As restantes partes da entrevista podem ser lidas na edição online do jornal Record.

Carvalhal: «Não me escolheram pelos meus lindos olhos»

DESVALORIZA O FACTO DE NÃO TER SIDO PRIMEIRA ESCOLHA

Carlos Carvalhal concedeu hoje a sua primeira conferência de imprensa enquanto treinador do Sporting. O objetivo era lançar o jogo deste domingo, com o Pescadores da Costa da Caparica, mas outros temas acabaram por se sobrepor ao encontro da 4.ª elimintatória da Taça de Portugal. A começar pelo facto de não ter sido primeira escolha para técnico dos leões, facto que Carvalhal desvalorizou.

"Cada vez que há uma vaga para treinador, o que infelizmente acontece muito em Portugal, aparecem sempre 10 nomes. E, pela minha experiência, 80 ou 90 por cento dos nomes lançados não especulação", começou por dizer Carlos Carvalhal, sublinhando, de seguida: "De certeza que não fui escolhido por ter uns olhos muito bonitos, mas por acharem que tenho competência".

O objetivo, para já, é "tranquilizar a equipa e elevar os índices de confiança", refere o sucessor de Paulo Bento, salientando que "é importante não dar o segundo passo antes do primeiro. E o primeiro é o jogo de amanhã da Taça dce Portugal". "Só chegaremos ao terceiro passo depois do primeiro e do segundo" ou, por outras palavras, "não adianta pensar no amanhã, se não aumentarmos os níveis de confiança", argumenta.

Cavalhal mostra-se ainda encantando com a realidade que encontrou no novo clube e agradece a Sá Pinto, que, diz, "tem sido inexcedível no apoio à equipa técnica e aos jogadores". O técnico deixou ainda uma palavra aos adeptos: "Esperamos retribuir, já a partir de amanhã, o apoio que nos têm manifestado".

Foto: Benfica

Off Side - os apanhados da bola

Esta semana escolhemos um vídeo que muita tinta fez correr desde quarta-feira... as imagens falam por sim!

Maniche: "Disse na cara de Carlos Queiroz que tenho lugar na selecção"

"Se é para ficar no banco, não quero ser chamado." Foi na Hungria que acabou o percurso do médio. A entrevista do adeus



A carreira está quase feita. Na selecção, acabou. Maniche passeia agora o nome enquanto lhe apetece jogar futebol. Recebe a reportagem do i no centro de estágio do Colónia, deixa-se fotografar no bosque onde os alemães fazem jogging e não lhe ligam nenhuma. É essa calma que procura, depois de uma viagem turbulenta, especialmente nas passagens pelo Benfica, pela Rússia ou por Madrid.

Agora a Alemanha porquê?

Viajei muito, passei por muitos clubes, este é o país que faltava e ainda não me desiludiu. Vou conhecendo mais do clube e da cidade, está tudo a correr bem, a mim e à equipa.

Ainda há uns anos, o Colónia estava na segunda divisão. Querem ficar do meio da tabela para cima?

Ficar entre os oito primeiros era muito bom. Temos qualidade para isso.

Mas jogou no Chelsea, no Inter... o que aprende aqui?

A disciplina. Os alemães são muito rigorosos e disciplinados. Quando se marca uma hora, é a hora de lá estar. Em Portugal, Espanha e Itália, podemos pôr uma música até às 11 da noite, mas aqui já é mais complicado; nessa altura já é para estar a dormir. As minhas filhas levantam-se às 7h30, entram às 8 em ponto e na escola não há relógios, toques, nada a não ser a responsabilidade.

E no futebol?

Quando se está habituado a jogar nos melhores clubes do mundo, tudo parece estranho. Não tinha noção da dimensão do clube, mas há excelentes condições de trabalho e o estádio está sempre cheio com 54 mil pessoas.

É verdade que é obrigado a tratar das botas?

Não [risos], eu tenho sorte, há quem trate. Os miúdos fazem isso. Aqui têm essa humildade, passam isso aos jovens. Levam os coletes e as bolas para o campo e nós, os que temos mais estatuto e nome, obviamente não nos preocupamos com isso. Já foi tempo - quando eu estava no Benfica, limpava as minhas botas, nos juvenis e nos juniores.

Tem estatuto, mas também tem uma responsabilidade maior.

Sim, por aquilo que ganhei, tenho uma palavra a dizer. Estes miúdos viram-me a jogar um Mundial e um Europeu em que as coisas me correram bem. Para eles, treinar ao nosso lado [refere-se a Petit, colega] é uma novidade. Falo com eles, tento colocá-los numa situação de igualdade e digo-lhes que se trabalharem também chegarão ao topo. Há uns que são humildes, outros não e aí não vale a pena falar porque entra por um ouvido e sai pelo outro.

Este é o contrato de fim de carreira?

Não. Tenho uma vantagem - fui eu que escolhi este clube, vim porque quis. Não é pelo dinheiro que estou aqui, apesar de o contrato ser idêntico ao que tinha em Espanha. É uma questão de estar contente comigo e viver num clube tranquilo onde tenho condições de trabalho e a minha cabeça não está stressada. Tenho consciência de que o futebol não vai durar sempre e agora o que quero é tranquilidade. Viajei muito, passei muita coisa na minha carreira...

O Benfica foi o início da viagem.

Foram nove anos, aos 16 estava a treinar no plantel profissional. Apanhei o Caniggia e o Ricardo Gomes [risos].

Risos porquê?

São ídolos, queria jogar ao lado deles, vê-los. Tinha curiosidade só de olhar para o Caniggia. Era amigo do Maradona, amigo do meu ídolo! Só de estar ao lado dele sentia-me feliz. Num estágio, fui colega de quarto do Ricardo! E o Valdo? Gostava muito dele, falava muito comigo.

Dizia-lhe o quê?

Que eu tinha qualidade, para não a desperdiçar e para ser humilde. Para esperar porque, com o tempo, a qualidade vinha ao de cima - naquela altura tinha de esperar bastante porque havia muita gente boa na minha posição, o Valdo, o Paulo Bento... Depois fui emprestado ao Alverca, três anos, subimos à primeira divisão (um feito histórico naquele clube) e regressei ao clube por intermédio do Jupp Heynckes, a quem devo muito. Foi ele que me colocou a jogar na linha. Fui melhor marcador do Benfica, depois do Nuno Gomes, a jogar a médio direito e a médio esquerdo.

Falou com o Jupp Heynckes desde que regressou à Alemanha?

Jogámos contra o Bayer Leverkusen [derrota 1-0], fui ter com ele ao banco, estivemos à conversa e ele disse-me: "Agora que és bom jogador é que és meu adversário?" O Bayer está bem, é líder.

Mas no Benfica acabou por ter aquela saída conflituosa. Porquê?

Não cheguei a entendimento para a renovação do contrato. Tinha de mudar de empresário para renovar, toda a gente sabe. Fui para o FC Porto, acabei por ir para o sítio certo na altura certa. No fundo, se calhar hoje agradeço ao Benfica essa saída. Atenção, digo isto porque não foi por mim que não fiquei. Mas tinha de trocar de empresário.

Mourinho convenceu-o facilmente a ir para o Porto?

Eu já estava a treinar à parte, andava lá a correr às voltas. Depois o Sindicato dos Jogadores lembrou ao Benfica que isso era ilegal e fui para a equipa B, treinada pelo Veloso. O FC Porto queria fazer uma equipa com gente nova que tivesse ambição. Mourinho teve essa visão, foi buscar-me a mim e a outros.

O que lhe disse Mourinho?

"Nem preciso de falar contigo, basta olhar. Sei o que és, agora é só colocar isso dentro do campo." Foram as palavras dele.

José Mourinho é o pai da sua carreira?

Sim, foi com ele que conquistei os títulos mais importantes e o reconhecimento internacional. No FC Porto reencontrámo-nos. Ele já me conhecia, temos uma personalidade idêntica, somos frontais e directos, dizemos o que queremos e pensamos, apesar dos anticorpos que podemos criar. Mourinho deu-me o privilégio de jogar num dos melhores clubes do mundo, de ganhar. Se não fosse isso, se calhar não estava aqui a dar esta entrevista.

Gostava de ter vivido no Benfica o que viveu no FC Porto?

Não me passava pela cabeça jogar no Porto. Quando se cresce num clube desde os nove anos, um clube onde apostaram em mim e me deram carinho - lembro-me que me tiraram do bairro onde vivia, o Nené e o Porfírio Alves, e me meteram numa casa para eu não me desencaminhar para outras vidas. Hoje não fumo nem bebo - obviamente não esperava nem merecia o que me fizeram. Não sei se o Benfica poderia alcançar o mesmo, mas claro que sonhava com isso. Depois, no FC Porto, com tudo o que aconteceu, ganhei mais carinho por aquele clube, apesar de lá ter estado menos tempo.

O Benfica marcou-o. Ainda há pouco tempo dizia que o seu irmão, Jorge Ribeiro, jogava num clube que o tratou mal. A si.

Senti-me um filho da casa que não foi valorizado. E, ao fim e ao cabo, não foi só comigo. No Benfica temos exemplos que chegam e são mal tratados. O Benfica não sabe apostar na formação.

O seu irmão - Jorge Ribeiro - foi reintegrado mas ainda há pouco tempo estava a treinar à parte porque não encontrou colocação.

Não compreendo. Um director desportivo vai buscar o meu irmão (quando o contrataram ao Boavista, o Rui Costa já lá estava), o treinador não o quer (isso é compreensível, não é obrigado) mas obviamente deve haver respeito. Há valores acima disso tudo! O meu irmão custou zero ao Benfica e deviam ter mais consideração. Fala-se muito do FC Porto, mas no fim o Benfica faz pior.

Depois de ganhar tudo no FC Porto, foi para Moscovo.

Não foi bem pensado. Foi um contrato muito bom, foi a partir daí que encaminhei a minha vida e se o futebol acabasse hoje estava tranquilo. Contudo, na altura, havia alternativas que deviam ter sido exploradas. Nestas coisas do futebol há sempre interesses e por vezes só mais tarde é que se percebem algumas coisas. Se fosse agora... dou um exemplo, antes de vir para aqui podia ter ido para a Turquia, se calhar ganhar um dos melhores salários que já tive, mas não fui porque já tive essa experiência. Depois, estava na Turquia e ao fim de dois ou três meses queria vir embora. A Rússia... era tudo muito bonito, o projecto, tudo, mas quando se vai de um clube como o FC Porto, a mudança é drástica.

E foi emprestado para o Chelsea. Ficou desiludido com o facto de Mourinho não exercer o direito de opção?

Não, não lhe guardei rancor, compreendi a situação. Muita gente desconhece, mas fui para o Chelsea em condições especiais. Em primeiro lugar, porque estava farto de Moscovo, estava descontente, e disse-lhes: "Ou me deixam sair, ou acabo a minha carreira." E ainda tinha mais cinco anos de contrato [gargalhada]. Tinha de sair dali, não aguentava mais. Era Novembro, o campeonato estava parado, tinha uma lesão e precisava de ser operado. Depois falei com Scolari [então o seleccionador] para me aconselhar, porque precisava de perceber como seria melhor por causa do Mundial-2006. Ele disse-me para avançar com a operação, que não havia problema, que me levaria ao mundial de qualquer forma. Só era preciso um clube para fazer a recuperação e começar a jogar. Era o Chelsea. Por acaso, a recuperação até correu mal. Mourinho acabou por me fazer um favor. Ele precisava de um jogador para o lugar do Essien, que tinha ido para a Taça das Nações Africanas e eu nem consegui ajudar muito. Se calhar, se tivesse ido para o Chelsea quando foram o Tiago, o Paulo Ferreira e o Ricardo Carvalho, ainda lá estava até agora.

Voltou ao Dínamo e conseguiu transferir-se para o Atlético de Madrid.

Depois o Mundial correu-me bem. Apareceram interessados e para onde é que eu vou? Atlético Madrid! [gargalhada].

Então?

É sempre assim. Com tantos interessados, vou para o Atlético, tudo bem, um grande de Espanha, mais não sei quê... joguei sempre, fomos à Liga dos Campeões, mas depois tive aquele desentendimento com o treinador.

Javier Aguirre pensou que você simulou uma lesão para não ir a um jogo da Taça do Rei, contra uma equipa da segunda divisão.

Toda a gente desconfiou da minha lesão.

Ele também.

[não percebe a questão] Você também? [mais uma gargalhada] É normal!

Não, eu não. Ele, o treinador!

Ele desconfiou mais que todos! Mandou-me fazer um exame, confirmou a lesão, mas o médico não falou com ele a tempo de me convocar. Ele não sabia o que se passava, não acreditou, mandou-me fazer um segundo exame, não se convenceu e desconfiou da minha palavra. Depois do jogo, disse-me que estava farto de mim e que não me queria ali. E eu disse-lhe coisas que não devia ter dito...

O quê?

Que era fraco, que era má pessoa e muito fraquinho como treinador. Depois tive de ir para o Inter. O presidente [Moratti] sempre me quis lá. Aliás, logo na altura em que fui para o Atlético Madrid, mas nessa altura não tinha conseguido chegar a acordo com os russos. Fui para a Rússia por 22 milhões de euros e acho que depois pediram 16 para eu sair.

De qualquer forma, em Itália também durou apenas seis meses.

Pois, mais tarde vim a saber que o treinador [Mancini] não me queria, a primeira opção era outro jogador. O Inter, o Inter... ouvi o nome e fui logo para o Inter, mas joguei pouco. Depois o Mancini pediu-me desculpa e disse-me que errou comigo. As pessoas não têm ideia, mas quando sabes que te querem e que és a primeira opção, isso faz toda a diferença. Não foi o caso. Trabalhava mais do que os outros e não jogava.

No Inter, o balneário tinha grandes nomes. Impressionava-o?

Olhava para um lado, via o Figo, olhava para o outro, via o Ibrahimovic, olhava em frente e via o Zanetti e o Vieira. No Chelsea era a mesma coisa! Mas tudo isso foi um privilégio, foi currículo. Um dia posso dizer aos filhos: "Olha, o pai ganhou isto, equipou-se ao lado daquele." Ou então posso dizer: "Olha, o pai errou ali. Se não tivesse dito aquilo, ainda lá estava." O mais importante é andar na rua de cabeça levantada, sem ninguém dizer que és falso ou hipócrita. Hoje, olho para trás e os meus arrependimentos são mínimos porque o futebol me deu tantas coisas boas que esqueço uma ou outra situação negativa. Se calhar, o que mais me prejudicou foi ser verdadeiro.

Em que relações se sentiu prejudicado?

No futebol não se pode expressar sentimentos, não se podes dizer tudo o que se pensa porque depois se acaba prejudicado por alguém. Não se pode dizer que se merece jogar porque o treinador leva a mal. Não se pode dizer que se tem lugar numa selecção porque depois nos acusam de falta de humildade. Ou se guarda o pensamento ou se é politicamente correcto. Mas não me queixo. Apesar de tudo, construí uma vida óptima.

Falou em selecção. Ainda é jogador de selecção?

Não. Não penso na selecção. Com toda a franqueza, não penso mais. Tenho orgulho em dizer aos meus amigos que Portugal vai estar no Mundial, tenho orgulho em ser português mas...

Isso é uma novidade. Está a dizer adeus à selecção?

É novidade para vocês mas já o disse ao seleccionador. Manifestei-lhe a minha indignação e insatisfação com o que estava a acontecer. Sabia que tinha lugar. Não gosto de ficar no banco ou de fora, isso não é para mim, não apenas pelo passado mas pelo valor que sei que ainda tenho. Disse isso na cara da pessoa.

Quando é teve essa conversa com Carlos Queiroz?

Foi na Hungria [jogo a 9 de Setembro, para o qual foi convocado mas ficou na bancada]. Disse-lhe na cara o que senti, que daquela forma o melhor era não me convocar mais. Só para fazer número? Sempre me habituei a fazer parte da selecção e da solução.

Em Fevereiro percebeu-se que estava preocupado com a campanha, acusou jogadores de não se empenharem.

Isso foi depois do jogo com o Brasil [derrota 6-2 no particular em Brasília].

Viveu o tempo de Scolari e do Queiroz. A identificação entre jogadores e treinador é comparável?

As mudanças têm de existir. Isso é normal e as coisas são sempre diferentes. Atenção, não acho que o meu lugar deve estar reservado apenas porque estive bem no Euro-2004 e no Mundial-2006. Nada disso, o passado vive nos museus. Mas agora, nesta campanha, vi convocatórias que não existem, que é para não dizer outra coisa. Mas não vale a pena pensar nisso. De certeza que quem está na selecção merece a confiança do seleccionador. O que interessa é o que sinto e isso foi expresso na cara dele.

Uma vez disse: "Sou um jogador de grandes golos."

Quando se está confiante e as coisas correm bem, até se pode chutar de baliza a baliza. No Euro-2004, contra a Holanda, queria fazer aquele golo [remate cruzado, fora da área]. Mas às vezes sai de uma forma... e fica-se a pensar: "Mas eu fiz mesmo aquilo?" Se calhar foi da bola, aquela bola dava muitas curvas, ainda bem que deu aquela [risos].

Foi o golo da sua vida?

Sim, um dos melhores e dos mais importantes. Também fiz dois golos ao Braga, pelo FC Porto, muito bons. Outro à Holanda, no Mundial. Marquei um na Rússia muito bom, foi o único.

O único? Só um golo na Rússia?

Só! Não estive lá muito tempo! Estava à espera de cinco anos [continua a rir].

Que vida era aquela em Moscovo? Passou uma reportagem na SIC. Tinha uma casa que parecia um castelo!

Íamos aos restaurantes e tínhamos de dar uma comissão de dez por cento aos empregados. Era incrível, treinávamos de manhã e de tarde íamos para o centro. Só que no caminho demorávamos duas horas! O trânsito era infernal! Depois estávamos por ali, jantava-se e ficávamos pelo restaurante porque os restaurantes tinham bar. De resto, era compras, estar em casa, andar com a malta.

Havia muita vodca e pouca cerveja?

[não responde, apenas sorri] Aquilo é de mais. É bom para ir quatro ou cinco dias de férias. É bonito, uma cultura diferente. As pessoas são muito desconfiadas, talvez pelo passado. Faz muito frio, mas saquei muita coisa boa.

Ainda vai jogar no Sporting?

Não quero arrastar-me nos relvados, não quero chegar a Portugal e que me chamem chulo ou digam que estou velho. Em Portugal acha-se que aos trinta anos estamos velhos para jogar futebol. O Sporting é o clube do meu coração, o meu pai fez-me sócio logo de pequenino, tenho carinho mas não está nos meus planos jogar lá.

Se cumprir o contrato com o Colónia (dois anos), fica tarde?

Não, não... não quero acabar em Portugal. Mesmo antes de vir para aqui coloquei a hipótese de acabar a carreira. Acabei por assinar por dois anos . Depois logo se vê. Enquanto tiver vontade de me levantar cedo e vir para o treino, o que já é um bocado difícil, ainda continuo. Mas estou preparado para terminar.

Fonte: I

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Futebol de Gabinete


O rei ficou de cuecas!

Estas duas próximas semanas irei pronunciar-me sobre o desempenho e a situação financeira do Benfica, após a publicação do relatório & contas da época 2008/2009. Para os mais desatentos, importa clarificar que esta análise reporta à época em que Quique Flores foi o treinador dos encarnados e, portanto, nada tem a ver com esta época, apesar de indiciar algo bastante pior para o presente ano e de eu admitir que estou bastante curioso acerca do que nos irá aparecer à frente nessa altura.

Como irei mostrar, verificou-se um agravamento substancial na actividade desportiva do clube nesse ano, ao qual não apenas se contabilizou uma redução nos proveitos, mas inclusive um aumento exponencial dos custos (coluna vermelha).

Prestações de serviços. Aumentaram 3 milhões de euros em relação à época anterior, devido essencialmente ao aumento da publicidade e dos patrocínios e às receitas televisivas. Neste campo, o Benfica soube como gerir as relações com estas entidades no sentido de cobrar mais por uma equipa melhor mas que, como sabemos, acabou por não ter os resultados desejados (e para os promotores talvez também não).

Custos com pessoal. Destaca-se um aumento bastante elevado (10 milhões de euros) em função do aumento das remunerações gerais fixas (7 milhões de euros) e dos contratos de rescisão com Quique Flores e os seus técnicos (quase 3 milhões de euros). Realce-se, ainda, o aumento de quase 2 milhões de euros em custos operacionais relacionados com o acordo realizado com o Alverca sobre pormenores do passe do atleta Mantorras (um activo claramente desvalorizado, inutilizado e desnecessário ao clube), entre outros réditos.

Só com estas “brincadeiras”, o clube passou de resultados operacionais de quase 4 milhões positivos em 2008 para quase 30 milhões de euros de prejuízo. Isto é, uma quebra de 34 milhões de euros!

Por fim, o resultado líquido do exercício (prejuízo/coluna roxa) atingiu os 34 milhões de euros em função, também, do aumento dos custos financeiros (juros à banca, normalmente) o que indicia cada vez maiores necessidades de recorrer ao crédito devido à falta de lucros.

É inquestionável que os prejuízos do clube serão reflectidos nos capitais que os accionistas investiram no clube, restando agora saber (e viremo-lo na próxima semana) se, em contrapartida, o passivo diminuiu (atenuando estas perdas) ou se, a juntar ao péssimo desempenho, também ele foi agravado. Veremos…















Jorge Manuel Honório

«Ninguém espera um bom espectáculo» - Jesualdo



O treinador do FC Porto, Jesualdo Ferreira, assumiu que na partida do próximo sábado com a Oliveirense, em jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal, a vitória é a «intenção exclusiva» da formação que orienta, mas ressalva que, dadas as condições do relvado, «ninguém espera que aconteça um bom espectáculo.»

«O FC Porto vai jogar com intenção exclusiva de vencer o jogo, mas certamente ninguém vai esperar que amanhã, em Oliveira de Azeméis, aconteça um bom espectáculo», disse o técnico dos portistas, em conferência de imprensa de antevisão da partida com a formação de Oliveira de Azeméis.

Jesualdo garantiu que, no entanto, o que está em causa «não se resume ao estado do relvado.» «Passa também pelo enquadramento do estádio. Com muito respeito pela Oliveirense e pelos seus sócios, mas têm de concordo que não é num estádio daqueles e num relvado naquelas condições que se poderá realizar um bom jogo, apelativo para eles [sócios]», remata.

Fonte: a Bola

UEFA apoia investigação contra a corrupção da verdade desportiva




Comunicado da UEFA

Sexta-feira, 20 de novembro de 2009 Gabinete Executivo


A UEFA confirmou que tem apoiado as autoridades alemãs na sequência do comunicado de quinta-feira, e depois da conferência de imprensa desta sexta, levada a cabo pelas autoridades da Alemanha, onde confirmaram a detenção de vários indivíduos pela polícia devido a alegações de corrupção e resultados combinados em cerca de 200 jogos, a UEFA pode confirmar que tem vindo a auxiliar as autoridades deste país nas investigações que têm levado a cabo.

UEFA activamente envolvida

A UEFA tem estado activamente envolvida nas investigações e prestou assistência com a entrega de informação detalhada através do seu Sistema de Detecção de Fraudes em Apostas. Este sistema monitoriza todas as competições da UEFA e todos os jogos dos primeiro e segundo escalões das Ligas europeias em busca de padrões de apostas suspeitos. A seu pedido, foi entregue às autoridades alemãs informação sobre um conjunto de desafios.

Jogos em causa

Dos jogos em causa, a maioria diz respeito a partidas do campeonato de nove países, sob a jurisdição das autoridades e federações nacionais de futebol dos países em causa. Um pequeno número desses encontros envolvia jogos das competições europeias – 12 jogos da UEFA Europa League e três da UEFA Champions League –, todos eles respeitantes a pré-eliminatórias. Posteriormente, serão fornecidas mais informações sobre cada um desses jogos. Esses encontros fazem, contudo, parte da lista de 40 jogos da UEFA anteriormente considerados como estando sob suspeita.

A dar frutos

Sobre este caso, o Secretário-Geral da UEFA, Gianni Infantino afirmou: "Primeiro que tudo, gostaria de agradecer às autoridades alemãs pela sua acção e pela sua boa colaboração. Esta caso prova que é possível para as autoridades investigadoras de qualquer estado trabalharem em conjunto com entidades responsáveis pelo desporto, no que toca à corrupção e aos resultados combinados, e é gratificante ver que o Sistema de Detecção de Fraudes em Apostas, introduzido pelo Presidente da UEFA, Michel Platini, está já a dar frutos. Vamos continuar a lutar contra quaisquer formas de corrupção no futebol europeu, com uma política de tolerância zero".

Dureza nas sanções

"A UEFA vai exigir aos tribunais competentes a mais dura das sanções para com quaisquer indivíduos, clubes ou dirigentes envolvidos nesta má conduta, seja sob a jurisdição do Estado, seja sob a jurisdição desportiva".

Fonte: UEFA.com

Portugal é 5.º no ranking da FIFA

Portugal ascendeu ao quinto lugar no ranking da FIFA, melhorando em cinco posições a sua classificação. A Espanha passou a liderar a classificação relegando o Brasil para o segundo posto.

As duas vitórias sobre a Bósnia-Herzegovina no play-off de apuramento para a fase final do Mundial2010, permitiram à selecção portuguesa deixar o último lugar do top ten.

Ranking FIFA:

1. Espanha, 1622 pontos
2. Brasil, 1592
3. Holanda, 1279
4. Itália, 1215
5. PORTUGAL, 1181
6. Alemanha, 1170
7. França, 1122
8. Argentina, 1085
9. Inglaterra, 1063
10. Croácia, 1050

Fonte: a Bola

FPF agradece a Sérgio Conceição



Gilberto Madaíl, presidente da FPF, agradeceu publicamente a Sérgio Conceição pelos «serviços prestados ao futebol português e, em especial, à Selecção Nacional.»

O comunicado federativo elogia o talento do extremo que «deu sempre à 'equipa de todos nós' o melhor do seu esforço, deixando bem claro o orgulho que sentia por representar o país.»

Fonte: a Bola

Trinco Esquerdo



André Amante

Ricardo Chaves: "Conquistei coisas bonitas com Carvalhal"

O médio de 32 anos, agora no Rio Ave, foi orientado pelo novo treinador leonino no Sp. Braga (2006/2007) e no V. Setúbal (2007/2008)



"Passei dois períodos com ele. O primeiro foi no Sp. Braga, onde as coisas infelizmente correram menos bem, e o segundo no V. Setúbal. Aí, sim, fomos bem sucedidos e conquistámos coisas bonitas. Por isso guardo uma boa imagem do mister Carvalhal.

É um trienador moderno, inteligente, que acima de tudo sabe o que se passa no nosso campeonato. Além disso, tem também um lado humano muito forte - o que é importante em equipas com menos recursos - e sabe trabalhar a parte psicológica dos jogadores.

O Sporting é um clube com uma projecção que os anteriores clubes por onde passou não tinham, mas acredito que foi uma boa escollha. Os treinadores vivem muito dos resultados e, se a sorte também existir, pode ter muito sucesso em Alvalade."

Fonte: I

Benfica pensa em Simão

CHAVE DO NEGÓCIO ESTARÁ NA SAÍDA DE DI MARÍA



O regresso de Simão Sabrosa ao Estádio da Luz pode ser uma realidade já no início da próxima época, numa concretização de vontades que nunca foi negada: Luís Filipe Vieira é admirador das qualidades do número 20 e Simão também sempre deixou em aberto a possibilidade de poder terminar a carreira de águia ao peito. Assim, aos 30 anos, o jogador do At. Madrid pode estar a poucos meses de voltar a protagonizar uma transferência bombástica, assumindo-se, desde logo, como o grande reforço das águias para 2010/11.

A chave deste negócio estará na mais do que provável saída de Di María no final da época, que permitirá ao Benfica um encaixe superior a 30 milhões de euros, o que, a confirmar-se, ultrapassará a venda recorde dos encarnados que ainda é, precisamente, o negócio de... Simão (20 milhões na saída para os colchoneros). O jogador argentino tem uma cláusula de rescisão fixada em 40 milhões de euros, mas os encarnados nunca poderão receber esse valor na totalidade, até porque 10% dos direitos económicos já pertencem à Gestifute - numa operação realizada há cerca de um ano e que incluiu, ainda, a compra total do passe de Sidnei. Peça fundamental nos próximos negócios do Benfica será, como se pode calcular, o empresário Jorge Mendes, quer pela posição que já detém no caso de Di María, quer pelas boas relações e influência que nunca deixou de ter nos principais clubes espanhóis, em geral, e no At. Madrid, em particular.

Há ainda outro aspeto que convém recordar: na altura em que foi celebrado o contrato de empréstimo de Reyes ao Benfica, os encarnados acabaram por adquirir 25% dos direitos do jogador espanhol, podendo igualmente esta parcela entrar agora no negócio de Simão, em forma de abatimento no valor a acordar entre os dois clubes.

O regresso do filho pródigo ao Estádio da Luz nunca será, em todo o caso, um processo simples. Tratar-se-á, em qualquer circunstância, de uma negociação complexa, até porque o extremo português é, juntamente com Forlan e Aguero, uma das principais estrelas do clube madrileno, que vive dias difíceis e luta até, nesta fase, no fundo da tabela (está mesmo em zona de descida de divisão). Mas a grande realidade é que o regresso de Simão já pode ser considerado, neste momento, como uma forte possibilidade, ou até mais do que isso. O Benfica voltaria assim a ter um dos jogadores que os adeptos mais acarinharam nos últimos anos; o plantel contaria com um reforço do mais alto nível, não chegando sequer a abrir-se espaço para a discussão sobre o peso da partida de Di María.

Curiosamente, os papéis seriam agora invertidos, porque foi precisamente o argentino que o Benfica elegeu, em 2007, para substituir Simão Sabrosa - que agora, tudo indica, pode estar de volta ao Estádio da Luz logo após a realização do Mundial na África do Sul.

Fonte: Record

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Palestra

Três Grandes, Três Previsões

Jornada de festa é o que nos espera. A Taça de Portugal Millenium é, este fim-de-semana, palco de muitas e variadas emoções, se são grandes (emoções) ou não, logo veremos.
Teremos o Porto a defrontar em Oliveira de Azeméis a Oliveirense, uma equipa que apesar de não se dar grande importância em termos nacionais é neste momento o sexto classificado da Liga Vitalis, o que só por si já diz que esta equipa não vai propriamente ver jogar os azuis e brancos no próximo sábado. Jogadores como Tó Ferreira na baliza, o experiente Laranjeira na defesa, moralizado pelo golo que marcou na última jornada ao Gil Vicente e que valeu o empate para os Aveirenses, Luis Coentrão no miolo do terreno e o próprio Cícero na frente de ataque acabam por mostrar que esta equipa da Oliveirense tem muito mais fulgor do que aquilo que se apregoa. Por outro lado o Porto deste ano não é um Porto fulgurante e que por isso têm vindo a sentir grandes dificuldades de impor realmente o seu estilo de jogo. A recente confusão de Sapunaru com as bebidas alcoólicas é uma figura de estilo daquilo que se passa no Dragão, a consistência dos últimos anos parece abatida tal e qual como quando o Benfica foi campeão em 2004/2005. Será certamente um bom espectáculo não tenho dúvidas, o Porto é favorito, mas atenção! A Oliveirense promete pelo potencial demonstrado, não dar tréguas do inicio ao fim do jogo.
Pesc. Costa da Caparica – Sporting – Um jogo que a meu ver terá sentido único pelos seguintes factores: primeiro o facto de os verde e brancos terem trocado de treinador, o que é logo à partida um factor determinante, quer fosse Carlos Carvalhal o comandante quer fosse qualquer outro treinador. O factor chicotada psicológica terá sem dúvida efeito. É verdade que se pode dizer que a chicotada não resultou pois o Sporting empatou em Vila do Conde, mas aí é que está a diferença, nesse jogo víamos toda a equipa técnica de Paulo Bento ainda a tomar conta dos destinos dos leões, neste jogo isso não irá acontecer, treinador e equipa técnica nova e tal como seria de esperar um novo sistema táctico. Claramente outra motivação quer para os habituais titulares quer como para os suplentes que vêm neste jogo uma motivação adicional, o facto de o treinador lhes puder dar uma oportunidade e conseguirem vingar, coisa que com Paulo Bento seria sempre difícil, pois já haviam alguns automatismos de selecção do onze titular. Em conclusão, o Sporting irá certamente conseguir vencer, folgadamente, já que o jogo se realiza no Restelo e esta equipa da Costa da Caparica não tem estofo para assustar o Leão, ainda por cima fora do seu campo.
Por último, o Benfica – V.Guimarães, talvez o jogo mais agitado da jornada da Taça, o Guimarães ainda não esqueceu o golo solitário de Ramires ao cair do pano no Afonso Henriques e depois da vitória ao Braga e com um treinador diferente (Paulo Sérgio substitui Nelo Vingada) a defrontar os encarnados, este Vitória tem tudo para fazer frente à equipa da Luz. O Benfica irá no entanto apresentar-se com os melhores jogadores em campo, pois Jorge Jesus já disse que não gostava que os atletas estivessem mais de duas semanas sem jogar e portanto este jogo não será propriamente para brincadeiras nem para experiências, o Benfica e o Guimarães querem passar, factor casa para o Benfica, factor motivação para o Vitória minhoto, só irá passar um, arrisco o Benfica até pela excelente equipa que tem, mas não se adivinhará fácil e uma vitória vimaranense, não era de todo surpreendente.
Não deixemos de tomar atenção ao Braga – V.Setúbal e ao dérbi da zona centro, Académica – Beira-Mar.
PS: Tinha avisado a semana passada sobre a Rep. Irlanda, a verdade é que teria realmente passado ou não fosse o senhor Martin Hansson a decidir o vencedor. Pela verdade desportiva, os meios tecnológicos e rapidamente. E já agora, parabéns Portugal!

Simão Santana

FC Porto devolve bilhetes para o jogo com a Oliveirense



O FC Porto emitiu esta quinta-feira um comunicado a considerar que o Estádio Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis, não tem os «requisitos mínimos» para receber o jogo do próximo sábado para a Taça de Portugal. Como tal, anuncia que vai devolver à AF Porto os bilhetes que lhe foram destinados para os seus adeptos.

Eis o comunicado na íntegra:

«Tendo em conta as condições do recinto que acolherá o jogo da Taça de Portugal entre a UD Oliveirense e o FC Porto e a evidente falta de requisitos mínimos para receber um evento desta envergadura, vem a Administração da FC Porto – Futebol, SAD comunicar o seguinte:

1 – A deficiente qualidade do relvado do Estádio Carlos Osório coloca em causa a integridade física dos jogadores;

2 – O mesmo recinto não apresenta as condições de segurança adequadas ao desafio em questão;

3 – O palco do jogo tem uma lotação anormal após a retirada das cadeiras: dos 1670 lugares sentados aprovados no âmbito das competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, passou-se, de acordo com o que foi comunicado pela UD Oliveirense, para uma lotação de 3400 espectadores;

4 – Esta nova configuração pode provocar situações imprevisíveis, das quais o FC Porto será sempre alheio. A responsabilidade sobre qualquer anomalia, de resto, deve ser imputada ao dono do estádio e à entidade que consentiu que o jogo ali se realize;

5 – Face ao exposto, a Administração da FC Porto – Futebol, SAD decidiu não pactuar com esta situação e vai devolver à AF Porto os bilhetes que lhe foram destinados, até para não enganar os portistas interessados em assistir ao encontro.»

Fonte: a Bola

Expert da Bola

Esta semana o artigo apresentado é de autoria de Mário Pinto, jovem Estudante de Comunicação Empresarial. Aqui fica a sua contribuição...

Portugal Portugal


Estives-te com um pé numa galera, outra no mundial! “Quase perdias a fama a caminho da glória.”

Finalmente estamos no mundial! Fui duro e longo o caminho para lá chegar, mas para ir lá sem ser só de passeio, a caminhada ainda não acabou!

Depois de uma fase de apuramento asfixiante, na qual não cumprimos os objectivos e apresentamos um futebol pouco convincente, lá conseguimos ganhar o play-off contra uma Bósnia muito fraca, que apenas se arrasta às custas de dois ou três jogadores. Acho que é bem evidente a falta de confiança, proveniente de também alguma falta de qualidade de alguns jogadores.

A selecção de hoje é o Cristiano, o Simão, o Bosingwa, Meireles, três grandes centrais (e um deles joga a trinco) e o resto! Não há uma homogeneidade na qualidade dos jogadores na selecção, é certo que nunca houve, mas agora é bem mais evidente. O Carlos Queirós tem muito trabalho a fazer se queremos ter ambições de fazer alguma coisa no mundial, porque para ir lá só por participar, já basta bem o Sporting por cá!

Tenho saudades daquele tempo em que metade do onze da selecção tinha acabado de ser campeão europeu e que na época anterior tinha ganho a taça UEFA. Aí sim, tínhamos grande equipa, os jogadores em forma e confiantes, ainda por cima íamos a jogar em casa, tínhamos estádios novos, o futebol português vinha com um no “status” com os resultados lá fora do F.C.Porto… Enfim, havia uma série de factores a nosso favor, não só para ganharmos esse Europeu como também para dar um novo ânimo ao futebol português! Por ventura, ou não, acabamos por perder esse Europeu em casa e com todas as outras benesses. Coisas do futebol…

Quarta-feira, 18 de Maio de 2005, Sporting Clube de Portugal joga a Final da Taça UEFA em Alvalade, com os russos do CSKA, em que, vergonhosamente, acaba por perder!

No espaço de três anos, o futebol português está presente em quatro finais: 2003 - Taça UEFA (FCP), 2004 – Liga dos Campeões (FCP), 2004 – Final do Europeu (Selecção), 2005 – Taça UEFA (SCP).

E o que é veio depois disso? O que é que o futebol português evoluiu com isso? Equipas das divisões inferiores jogarem em grandes estádios?

Costuma-se dizer que “depois da tempestade vem a bonança”, no caso do futebol português foi o contrário, primeiro veio a bonança, e depois veio a tempestade…

Mas como diz o Gomo, naquela música que fez para o Europeu de 2000, que merecíamos ganhar e ficamos pela meia-final roubadíssimos! Aí também tínhamos grande equipa, com grandes jogadores de muitíssima qualidade, mas são outros tempos e outras gerações!

“A nossa selecção é boa de mais,

Como já era em 66!

Mas desta vez vamos ganhar,

Vamos deixar para trás esse azar sem fim!”

Mário Pinto

«Não vamos à África do Sul para passear» - Carlos Queiroz



Carlos Queiroz mostrou-se, hoje, à chegada da Selecção Nacional de futebol a Lisboa, ambicioso para a participação da equipa no Campeonato do Mundo do próximo ano, na África do Sul.

«Agora temos que repousar e sobretudo pensar no plano de preparação da equipa. Há muitos detalhes que temos de colocar em pé. Não vamos à África do Sul para passear, nem queremos comprometer férias com passeios. Esta é uma competição importante». Foi com estas palavras que Carlos Queiroz traço, esta tarde, no aeroporto de Lisboa, objectivos ambiciosos para a Selecção Nacional no Mundial-2010.

Depois de ter admitido que ainda não se debruçou seriamente sobre os nomes das selecções apuradas, o seleccionador – que conquistou dois campeonatos do Mundo em sub-20 – deu a receita para o sucesso: «É trabalhar, trabalhar... Vamos trabalhar bem. Se pensarmos num jogo de cada vez teremos as nossas hipóteses», disse aos jornalistas na chegada da comitiva a Lisboa, entre aplausos de centenas de adeptos.

Queiroz recusou-se a traçar metas - «os desejos não se podem contar», brincou – e preferiu focar-se na importância de não se dar passos em falso: «Tudo o que temos de fazer tem de ser bem reflectido e temos de tomar decisões com maior exigência possível, para conseguirmos os resultados que queremos».

Carlos Queiroz revelou que dormiu «poucas horas» e que no hotel onde a Selecção pernoitou, na Bósnia-Herzegovina, «houve festa suficiente e celebração com consciência tranquila».

O seleccionador nacional voltou a elogiar os jogadores, frisando que «num jogo muito díficil» estes «mostraram que estão preparados para enfrentar cada adversários e os problemas diferentes que cada adversário possa criar».

Carlos Queiroz voltou a dizer que sempre esteve «confiante e optimista» e voltou a destacar «a aplicação dos jogadores e o apoio das pessoas que sempre estiveram ao lado da Selecção».

Fonte: a Bola

Benfica contrata Evandro Brandão

INTERNACIONAL SUB-18 ASSINA POR ÉPOCA E MEIA



O Benfica assegurou a contratação de Evandro Brandão, avançado ex-Manchester United, que assinou um contrato com o clube da Luz válido até Junho de 2011.

O internacional sub-18, formado em Old Trafford, é filho de pai português e mãe angolana, tendo passado a infância em Luanda e vivido depois quatro anos em Portugal. Aos 11, mudou-se para Inglaterra, onde militou no Walsall, clube-satélite do Manchester United, até 2006, mudando-se então para os "red devils".

Ao lado de Nani, Cristiano Ronaldo e Anderson participou em vários treinos da equipa principal, terminando em Junho a ligação aos campeões ingleses. O avançado esteve à experiência no Sp. Braga mas acabou por assinar com os encarnados.
"O acordo verbal foi alcançado na semana passada e assinei por dois anos e meio", disse Evandro Brandão, que, numa primeira fase, vai ser integrado nos juniores. "Sim, para já vou ficar nos juniores. O mais importante é recuperar o tempo que perdi e voltar a competir. Isso é o que mais quero neste momento", revelou Brandão ao "site" Maisfutebol.

"Vou trabalhar para depois subir aos seniores. Espero vir a ter essa oportunidade", disse ainda.

Fonte: Record

Galeria D´arte

Esta semana deixa-mos aqui a obra-prima que carimbou o passaporte da selecção da Argélia para o Mundial 2010. O autor foi deste grande momento foi Yahia...

Castro infectado com gripe A



Castro foi infectado pelo vírus H1N1, vulgarmente conhecido por gripe A. O médio encontra-se em casa, devidamente medicado, depois de ter sido confirmado que os sintomas gripais que apresentava e que o impediram de jogar pelos sub-21 portugueses diante da Grécia, precisamente em Olhão, eram provocados pelo vírus.

Castro vai ficar recolhido durante alguns dias, suficientes para se recompor e regressar aos treinos.

Este, recorde-se, é o segundo caso de gripe A no Olhanense, depois de Gómis também ter sido infectado ainda na pré-temporada.

Jogo: a Bola

Nova táctica na cabeça de Carvalhal




O 4x2x3x1 tem sido o esquema eleito pelo novo treinador leonino Moutinho recua e coloca-se ao lado de Miguel Veloso Liedson sozinho na área apoiado por três médios de ataque.

Durante os quatro anos em que esteve no comando da equipa técnica do Sporting, Paulo Bento optou invariavelmente por uma equipa montada em 4x4x2, com o meio-campo a desenhar um losango: um médio mais recuado, outro encostado à direita, outro à esquerda e um outro atrás dos dois avançados.

Mas a verdade é que, tendo em conta anteriores experiências do novo treinador dos leões, Carlos Carvalhal, no futebol português, ninguém poderá estranhar que, com precisamente os mesmos intérpretes, os leões passem a apresentar um esquema táctico completamente diferente daquele que foi invariavelmente eleito por Paulo Bento. Em boa verdade, Carlos Carvalhal, ainda que por algumas vezes tenha optado por outros esquemas tácticos, que escolheu, naturalmente, de acordo com a valia do adversário, tem sido um acérrimo adepto do 4x2x3x1.

Ainda que subsista a dúvida sobre se o novo treinador leonino vai ter tempo, esta semana, de implementar já um novo sistema táctico no encontro do próximo domingo, com o Pescadores da Costa de Caparica, para a Taça de Portugal - os internacionais A só se devem apresentar na Academia, em Alcochete, a partir de hoje, ou seja, a apenas três dias dessa partida -, já diante do Benfica, dia 28, para a Liga, é provável que os jogadores leoninos apresentem já um novo desenho no terreno.

Nesse sentido, e mantendo-se o esquema dos quatro defesas, o que pode, então, mudar no Sporting de Carvalhal? Basicamente, a colocação dos homens do meio-campo e do ataque.

Este exercício contempla, digamos assim, os homens que têm sido titulares, ou que cabem nos onze melhores, como é o caso de Izmailov, por exemplo, uma vez que o russo pode reaparecer diante dos encarnados.

Se assim for, o Sporting passa a actuar com dois médios mais recuados, ou seja, João Moutinho recuaria alguns metros e passaria a pisar os terrenos que, com Paulo Bento, estavam ultimamente entregues a Miguel Veloso - o capitão, ainda assim, deverá ter mais liberdade que o colega do lado para pisar terrenos mais adiantados e, dessa forma, dar azo à sua maior criatividade.

À frente desta dupla, três homens: Izmailov na direita, Vukcevic à esquerda e Matías Fernández ao centro. A este caberá o papel de transportar a bola para a frente com o objectivo de servir Liedson, neste esquema sem companheiros por perto, ainda que os três homens do meio-campo possam surgir com muita frequência por perto.

Os nomes referidos funcionam, aqui, como exemplo, pois bem vistas as coisas Carlos Carvalhal tem várias opções no plantel que tem ao seu dispor, uma vez que muitos dos jogadores do grupo sportinguista podem fazer mais do que uma posição.

Fonte: a Bola

Se o Mundial podia ser realizado sem Portugal? Podia, mas não era a mesma coisa...

Vitória na Bósnia por um golo dá passaporte à nossa selecção para a África do Sul



Um golo de Raúl Meireles, aos 55 minutos, carimbou o passaporte de Portugal para o Campeonato do Mundo de 2010, que será jogado na África do Sul.

A Selecção Nacional adaptou-se bem ao tenso ambiente que os adeptos bósnios criaram, adaptou-se também ao péssimo estado do relvado e respondeu de forma positiva ao grande momento que se lhe deparava.

O empate (ou mesmo uma derrota por um golo de diferença, desde que marcando um) chegava a Portugal, mas a equipa fez, com inteligência, o que Carlos Queiroz anunciara: controlou a partida, jogou pelo seguro e teve sempre os olhos na baliza da Bósnia.

Na primeira parte. Raul Meireles, na cara Hasagic, permitiu a defesa o guarda-redes bósnio. Estava dado o sinal de que a equipa portuguesa jogava mesmo para ganhar.

Os bósnios, apesar de todo o fogo de vista dos dias que antecederam a partida, sentiu sempre tremendas dificuldades para ultrapassar a solidária e bem organizada linha defensiva portuguesa e, mesmo com mais posse de bola, raras vezes se aproximou de colocar Eduardo em sentido.

Na segunda-parte e mantendo-se a tónica da partida, a equipa portuguesa aproveitou o facto de a Bósnia ter aberto mais espaços e foi com naturalidade que chegou ao golo, através de Meireles (55).

Antes já Nani obrigara Hasagic a defesa com os pés. Depois outras oportunidades surgiram e foram desperdiçadas.

Para a história fica uma importante vitória num terreno difícil. Para o resto da noite a festa. Portugal está no Campeonato do Mundo que se vai disputar na África do Sul no próximo ano.

Recorde aqui as incidências da partida

Fonte: a Bola

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Treinador de Bancada

Parte I



Parte II

Portugal! Portugal! Portugal!



Hoje às 19h45 em directo na TVI... Vamos apoiar a nossa selecção rumo ao Mundial!

Desafio Difícil

Esta semana tem que nos dizer quem foi o autor do último golo, em jogos oficiais, no Estádio Mário Duarte, antigo estádio do Beira-Mar?



Acerte na questão e habilite-se a escrever para a nossa rubrica, "Expert da Bola"...

Leão avança para Quaresma



Alvalade volta a entrar na rota de Ricardo Quaresma, jogador do Inter de Milão. O Sporting ainda tenta perceber melhores condições para receber em Janeiro o extremo, que encaixaria na perfeição no esquema de Carvalhal.

O mês de Janeiro aproxima-se, com ele a reabertura do mercado de transferências e, nesse sentido, os dirigentes do Sporting preparam atempadamente a possibilidade de chegarem novos jogadores ao plantel leonino. E há jogadores portugueses, com provas dadas, no caso até internacionais, que podem vestir de verde e branco a partir do primeiro mês de 2010.

É o caso de Ricardo Quaresma, ele que volta a passar por uma fase negativa na sua carreira, uma vez que volta a não ter muitas oportunidades no Inter de Milão, e que procura, por isso, o brilho de outros tempos em outras paragens.
No caso de Alvalade, ele até já conhece bem, uma vez que foi de leão ao peito que se tornou jogador de futebol. Certo é que o seu trajecto faz dele um jogador muito bem pago e isso pode colocar alguns entraves num eventual empréstimo ao Sporting até final da temporada, ainda que, nesta fase, os dirigentes leoninos estudem a melhor possibilidade de resgatar o talentoso futebolista... sem entrar em loucuras.

NOVO TÉCNICO, NOVO ESQUEMA

E a verdade é que, pelas suas características, Ricardo Quaresma, cuja qualidade futebolística é indiscutível, serviria como uma luva no esquema táctico de Carlos Carvalhal, tendo em conta que, pelas equipas por onde passou, o treinador português nunca tenha abdicado de jogadores rápidos nas alas, sector fundamental tendo em vista a criação de desequilíbrios para chegar ao golo. Aliás, ele próprio tem revelado uma natural aptidão para colocar a bola nas redes adversárias.

A possível transferência de Ricardo Quaresma é, pois, uma realidade, ainda que o processo esteja numa fase embrionária. Até Janeiro tudo ficará definitivamente resolvido. Para já, há boas perspectivas para o final ser feliz. Por um lado, o plantel leonino ficaria mais rico com Ricardo Quaresma; por outro, o facto do jogador, com mais oportunidades em Alvalade, poder sonhar com nova(s) chamada(s) à Selecção Nacional portuguesa.

Fonte: a Bola

Resultados: Liga Vitalis

10.ª JORNADA

Covilhã-Santa Clara, 2-2
(Paulo Gomes 22', Basílio 49'; Danilo Rocha 41', Rincon 44')

Portimonense-Fátima, 3-3
(Ruben 4', Garavano 16' e Diogo 90'+3; Nuno Sousa 20' e 74' e Marco Matias 79')

Varzim-Aves, 0-0

Chaves-Penafiel, 2-0
(Carlos Pinto 62' e 79')

Oliveirense-Gil Vicente, 1-1
(Laranjeiro 79'; Kiko 39')

Beira-Mar-Trofense, 1-2
(Artur 17' gp; Reguila, 34', Yohan Tavares 45' pb)

Feirense-Carregado, 1-0
(Adilson 33')

Estoril-Freamunde, 0-0