segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Esquerdino do Benfica impressiona no seu país natal




De Rosário apoio familiar para o jovem esquerdino. Palermo foi herói mas benfiquistas foram influentes na vitória da selecção de Maradona. Aimar antevê dificuldades frente ao Uruguai.

Parecia que as lágrimas de 40 milhões de argentinos queriam inundar o lotado estádio Monumental, casa do River Plate, tamanho o dilúvio que tombou dos céus à hora de um jogo decisivo para a Argentina. O temporal não impediu a vitória da selecção celeste graças a um tremendo ambiente com 50 mil almas a vibrar, a cantar, a puxar de início ao fim pela sua selecção, mesmo quando a bola era mal tratada no relvado, o que aconteceu com frequência num desafio de baixo nível tendo em conta a quantidade de estrelas envolvidas no espectáculo (verdade, Messi?).

No final, o estádio gritou por Martin Palermo, do Boca Juniors, que marcou aos 90+3, mas analisando à lupa o jogo impossível não distinguir a fundamental influência de dois jogadores que também se destacam na Liga portuguesa: Aimar e Di María foram pilares da selecção de Maradona, com maior destaque para o jovem esquerdino. Foi ele que encontrou espaços quando outros se atrapalhavam, carrilou ataques sucessivos pela esquerda, teve papel activo no golo que fez chorar a Argentina de felicidade, ao acreditar no cruzamento de uma bola que parecia perdida da esquerda para na sequência Palermo dar a vitória. Rematou uma vez, mas fez seis cruzamentos, alguns mortíferos a cheirar o golo. Na globalidade, foi o melhor jogador em campo. Maradona agradeceu, os argentinos rendem-se ao seu talento.

A força de Di María (último a deixar o Monumental, em silêncio, por força da ida ao controlo anti-doping) encontra alento na sua família. A A BOLA surpreendeu todo o clã reunido, como que em cerimónia, preparando-se para entrar no estádio, organizando-se em grupos, pois os bilhetes eram para diferentes sectores. O pai, Eugénio, sempre a liderar, a mãe, as irmãs, os primos e também a namorada, elemento mais recente da família. Vieram todos de Rosário, a quase 300 quilómetros de distância de Buenos Aires para dar força ao petiz. Eugénio traz uma camisola celeste que Di María usou num dos últimos jogos que efectuou: «Não a vendo. Nem que me dessem uma fortuna», diz, orgulhoso. Sabe que o filho vai ser titular, junto de Aimar, e acredita que a dupla benfiquista pode ajudar a Argentina a ultrapassar os seus fantasmas. «Seria lindo se Di marcasse». Não o fez. Mas foi determinante.

Fonte: a Bola

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