sábado, 24 de outubro de 2009

Luisão em entrevista: «Quem nos quiser tirar pontos tem de se esforçar muito»



O subcapitão encarnado é uma das vozes de comando no balneário e no campo. Admite, em entrevista a A BOLA, que desde que chegou à Luz, este é o Benfica que melhor futebol pratica, mas lembra que a força de uma equipa se mede pelas suas conquistas. E essas contas só podem fazer-se no final da época. Até lá, defende, há que controlar a euforia, manter o nível e continuar a ganhar.

-Considera que este é o Benfica mais forte, desde que chegou ao clube, no início da temporada 2003/04?

- São sempre análises complicadas porque no futebol o mais forte é o que ganha. Este é o Benfica que arrancou mais forte, que arrancou melhor e que tem jogado melhor futebol, encantando todo o mundo. As coisas têm dado certo, fruto do trabalho que todos temos feito.

- Mas uma vez que a equipa já atingiu um patamar muito elevado, não temem que os adeptos vos exijam sempre mais?

- Ah, vão cobrar sempre [risos]! O campeonato é muito longo e haverá alturas em que não conseguiremos jogar tão bem. Certamente que nesses momentos haverá cobrança, portanto temos de nos manter focados para tentar manter o nível.

- A equipa marca muitos golos e sofre poucos, parece ser muito solidária...

- Solidária é o termo certo. O Jesus conseguiu implementar um estilo que exige a marcação de todos, mas ao mesmo tempo dá liberdade a cada um. Ele conseguiu colocar na cabeça de cada jogador que hoje em dia no futebol é fundamental defender bem para se poder atacar igualmente bem. É isso que tem acontecido.

«Jorge Jesus foi grande aquisição»

- Jorge Jesus tem sido uma surpresa para si?

- Surpresa não porque já acompanhava o trabalho dele nos clubes por onde passou, sobretudo os dois últimos, Belenenses e Sp. Braga, onde fez a diferença, implementando as suas ideias e aumentando a qualidades dessas equipas. Aqui tem feito um excelente trabalho, sabe muito bem o que faz, e concordo plenamente que foi uma das melhores contratações do Benfica.

- Dá a sensação de que qualquer equipa que queira vencer o Benfica tem de suar muito. Vocês também sentem isso no campo?

- Sim. Essa é a marca do Benfica. Desde que cheguei aqui houve momentos bons e menos bons, mas este ano estamos tão focados que quem nos quiser tirar pontos tem de se esforçar muito. Não damos pontos de mão beijada.

- É a equipa que tem carregado os adeptos ou os adeptos que têm carregado a equipa?

- [risos] Digamos que tem sido um bom casamento. O futebol que o Benfica está a
praticar tem chamado os adeptos aos estádios e eles apoiam-nos muito.

- Festejou o título em 2005. Já tem saudades?

- Muitas [risos]. Já lá vão quatro anos... Foi algo que nunca tinha visto, foi marcante e tenho saudades. Por isso é que encaramos cada jogo como uma final, pois o nosso desejo é poder comemorar no fim da temporada.

- Como está a sua renovação?

- Estou a aguardar. As coisas vão andando devagarinho e também não tenho pressa, estou muito à vontade e confio muito no presidente.

«Gostava de terminar carreira no Benfica»

- Admite terminar a carreira no Benfica ou ainda tem o bichinho de uma aventura noutra liga europeia?

- Ainda falta muito tempo para terminar a carreira, mas o Benfica é a minha casa há mais de seis anos e tenho vontade de continuar aqui. E se um dia sair, porventura, claro que penso sempre em voltar e terminar no Benfica, pois é um clube que me acolheu muito bem.

Fonte: a Bola

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